São Paulo — O acordo de livre comércio que envolve os blocos econômicos Mercosul e União Europeia, anunciado no ano passado depois de vinte anos de negociações, ficou distante mais uma vez por causa da pandemia da covid-19. A análise é de Aksel Krieger, presidente da BMW, João de Oliveira, presidente da Abeifa e diretor da Volvo Cars, e José Luiz Gandini, presidente da Kia, que participaram do Congresso AutoData Perspectivas 2021.
A expectativa de Krieger é a de que o acordo não saia do papel a curto prazo: "Nesse momento é complicado avançar por causa da pandemia, mas acredito que quando tudo isso passar e as agendas se alinharem o tema voltará a ser debatido".
O presidente da Abeifa e diretor da Volvo Cars, João de Oliveira, seguiu na mesma linha, considerando que as discussões em torno do acordo foram afetadas pelo cenário atual: "Depois de um período longo para se construir as bases desse acordo surgiram alguns outros ruídos junto com a pandemia, como a questão ambiental, e isso também poderá atrasar sua adoção".
Gandini também acredita que o acordo voltará a ser debatido após a pandemia porque não há como antecipar o assunto diante do atual cenário, mas ressaltou que não espera novidades a curto prazo por considerar que as discussões serão longas: "Também estamos tentando avançar com um acordo de livre comércio com a Coreia do Sul".
Os três executivos avaliaram as bases do acordo como positivas e disseram que apoiam o avanço das discussões, lembrando que todo acordo de livre-comércio envolvendo o setor automotivo é positivo para a operação no Brasil. Eles aguardam os desdobramentos que deverão acontecer.
Foto: Andrzej Rembowski/Pixabay.