São Paulo – A engenharia nacional do Grupo BWM desenvolveu, em parceria com a AVL do Brasil, um protótipo de motor extensor para o seu elétrico i3 que é alimentado com etanol, em vez de gasolina, solução adotada desde 2013, quando o modelo passou a ser comercializado por aqui. É uma garantia, segundo a empresa, de neutralidade em emissão de CO2 em toda a aplicação.
O i3, primeiro elétrico BMW a ser vendido no mercado brasileiro, opera com dois motores: um 100% elétrico, de 170 cv, e um auxiliar a combustão, de dois cilindros e 650 cm3 de cilindrada. Este segundo propulsor, na verdade, é considerado um extensor: sua função é dar uma carga extra nas baterias do automóvel, que aumenta sua autonomia em cerca de 60 quilômetros.
Este motor extensor é, atualmente, alimentado por gasolina. O desenvolvimento da BMW, portanto, visa à substituição do combustível fóssil por etanol, renovável. Para isso foram promovidas alterações nos parâmetros do cabeçote, que ampliou a taxa de compressão de 10:1 para 14:1. A maior resistência à detonação do etanol deu ao processo aumento de eficiência, de acordo com a companhia.
O projeto será apresentado no 19º Simpósio SAE Brasil de Powertrain, em 29 e 30 de junho. Não há ainda prazo para sua adoção nos veículos comercializados em série.
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