São Paulo – A retomada da economia, ainda que em meio a cenário nebuloso, é sinalizada pela demanda aquecida por caminhões e implementos rodoviários. De janeiro a outubro foram emplacados 134 mil 244 implementos, volume superior aos balanços anuais de 2015 a 2020, menor apenas, até o momento, do que as 159 mil 870 unidades vendidas em 2014.
Na avaliação de José Carlos Spricigo, presidente da Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, o resultado no acumulado dos dez meses de 2021 mostra que o setor tem conseguido superar os obstáculos ao longo de sua jornada de recuperação. E, segundo ele, a meta de 156 mil produtos comercializados neste ano está perto de ser alcançada.
“O desempenho positivo da indústria de implementos rodoviários acontece em meio a cenário econômico ainda em transformação. O momento é de cautela porque alguns problemas ainda persistem.”
Dentre os percalços enfrentados Spricigo citou a eventual falta de matérias-primas e componentes e os altos custos da energia elétrica.
Do total das vendas este ano a maior parte, 75 mil 213 unidades, refere-se ao segmento pesado, de reboques e semirreboques. Destaque para os modelos basculantes, que tiveram incremento de 51,7%, com 20 mil 396 emplacamentos. No setor leve, de carroceria sobre chassis, foram licenciados 59 mil 31 produtos, sendo o modelo de baú alumínio/frigorífico o mais demandado, com 24 mil 992, alta de 30%.
Na comparação com o acumulado do ano em 2020, quando foram comercializados 97 mil 122 implementos rodoviários, houve crescimento de 38,2%. Ao longo de todo o ano passado foram emplacados 121 mil 866 produtos. Em 2019 foram 120 mil 962, em 2018, 90 mil 193, em 2017, 60 mil 491, em 2016, 61 mil 996, e em 2015 88 mil 315.
Foto: Empresas Randon/Divulgação