São Paulo — A Abimaq, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, divulgou suas projeções para 2022 e um número que chamou a atenção refere-se ao investimento esperado: R$ 15,4 bilhões, de acordo com pesquisa realizada com suas associadas. Desse valor cerca de 38,2% serão aplicados em modernização tecnológica, 34,3% em ampliação da capacidade industrial, 19,1% na reposição de máquinas antigas e 8,4% em outras áreas.
A entidade acredita que este valor será atingido ao longo do ano e usou como base o estudo de 2021, quando a pesquisa em janeiro indicou investimento de R$ 8,6 bilhões, mas o realizado chegou a R$ 14,5 bilhões, comprovando o forte desempenho do setor de máquinas.
Com este grande volume de investimento para o ano a expectativa é de produção de máquinas 4,5% maior do que em 2021. A projeção para receita total de vendas é de alta de 6%, puxada pelas exportações, nas quais a receita deverá crescer 15,6%, enquanto a receita derivada do mercado interno crescerá 3%.
As projeções da entidade consideram diversos segmentos da indústria, mas o que possui a maior expectativa de alta no ano é o de máquinas de construção, conhecidas como linha amarela, que deverão registrar alta de 25% sobre 2021.
No agronegócio a expectativa inicial é de elevar em 5% as vendas de máquinas em 2022, crescimento que será puxado pela rentabilidade que segue alta para o produtor, mesmo com o aumento de custos que ele enfrentará ao longo do ano. Caso a projeção seja atingida será o sexto ano seguido de incremento nas demandas do segmento:
"Nossas projeções mostram que, nem sempre, é a projeção de alta no PIB que garante o crescimento do setor de máquinas", disse o presidente executivo José Velloso. "Neste ano a expectativa é baixa e, mesmo assim, vamos em busca de uma expansão relevante ao longo do ano".
Balanço 2021 – Os dados da Abimaq apontaram crescimento de 25,3% nas vendas, enquanto a receita líquida das empresas avançou 21,6%, impulsionada pelas exportações, que registraram alta de 34,2%. no ano. Os empregos seguiram na esteira do crescimento, com aumento de 15,6% nos postos de trabalho, chegando a 367 mil colaboradores.
O agronegócio registrou crescimento de 43% nas vendas de máquinas, incremento nunca antes registrado, de acordo com a série histórica da Abimaq. A expansão no ano passado foi puxada pela rentabilidade, que já estava alta, principalmente para exportação, já que o valor do dólar estava alto.
Pedro Estevão, executivo da Abimaq que responde pelo segmento, lembrou que a base de 2020 não era baixa, pois houve crescimento de 17% naquele ano.
Os empregos diretos do segmento de máquinas agrícolas cresceram 13% em 2021, saindo de 52 mil postos de trabalho em 2020 para 59 mil.
A divugação foi realizada durante evento online na quarta-feira, 26.
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