São Paulo – Em três anos as vendas de veículos nos países da América do Sul, Central e Caribe deverão crescer em torno de 15%, acrescentando 550 mil unidades à região, que no ano passado fechou com 3 milhões 661 veículos, leves e pesados, comercializados. Os números foram apresentados por Cássio Pagliarini, consultor da Bright Consulting, no 4º Congresso Latino-Americano de Negócios da Indústria Automotiva, que a AutoData Editora organiza até a sexta-feira, 19.
O mercado regional já vinha derrapando mas foi fortemente afetado pela pandemia, que derrubou os volumes. Em alguns países, como a Argentina, de maneira mais forte mas em outros, como a República Dominicana, as vendas não sentiram impacto.
“O caso de Porto Rico, que representa 80% do mercado caribenho, é diferente: em 2017 a população aprovou um plebiscito que a tornou uma espécie de 51º estado dos Estados Unidos, com leis e regulamentações semelhantes. A partir daí as vendas de veículos cresceram vertiginosamente”.
A Bright Consulting apresentou números específicos para os principais mercados, com recorte, inclusive, por segmentos. Mesmo diante da forte competição com outros países e leis e regulações distintas em cada mercado, acredita Pagliarini, há espaço para os carros produzidos no Brasil ampliarem sua presença na região.
“Um bom exemplo foi o México: as associações uniram forças e foram atrás do governo para que o acordo comercial fosse desenhado. Por que não fazer o mesmo com outros mercados? Inclusive com as marcas promovendo intercâmbio regional nos países produtores, complementando seus portfólios?”