São Paulo – Até novembro foram emplacados 114,2 mil caminhões, volume que, embora esteja 2,2% abaixo do acumulado de 2021, poderá chegar perto de 128 mil unidades até o fim deste mês, o que se faria cumprir o planejado para o segmento ao empatar com o ano passado, afirmou Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea, durante coletiva online realizada na quarta-feira, 7.
“Na pior das hipóteses, alcançaremos 124 mil ou 125 mil unidades”, disse ele. “Apesar de as vendas ainda estarem abaixo do mesmo período de 2021, o que é justificado pela instabilidade no fornecimento de componentes, que prejudica a produção, o volume no acumulado supera os anos de 2020 e, inclusive, 2019”, complementou, ao citar o emplacamento de 79,8 mil e 92,7 mil unidades, respectivamente.
Quanto ao total de caminhões que saíram das fábricas ao longo dos onze meses, de 147,4 mil unidades, é praticamente o mesmo volume do ano passado, 0,7% acima, mas ainda assim supera os acumulados de 2020, que contou com 80,5 mil unidades, e 2019, com 107,5 mil caminhões.
Em todo o ano passado foram fabricadas 158,8 mil unidades, a melhor marca desde 2013.
“Os desafios na produção diante da falta de componentes, que deixam os veículos incompletos, faz com que eles tenham de voltar à linha duas ou três vezes até que fiquem prontos. Isso demanda um retrabalho nunca antes visto.”
Adicionalmente, este mês as montadoras concederão as tradicionais férias coletivas, o que em 2021 não houve porque elas foram diluídas no decorrer do ano, em momentos de parada de produção, diante da falta de chips e outros componentes, como pneus. Ou seja, haverá menos dias para produzir em dezembro.
O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite complementou dizendo que, além de no último mês do ano passado as montadoras operarem com capacidade total, este ano ainda há dias “contaminados” pelo efeito Copa do Mundo.
De qualquer forma, Moraes reforçou que as fabricantes estão a pleno vapor a fim de produzir estoque de Euro 5, que deverá ser vendido até março do ano que vem, de acordo com a disponibilidade das peças.
“Agora é hora de transformar os pedidos da Fenatran, cujos negócios superaram R$ 9 bilhões, em taxa de conversão e programar as entregas, que incluem modelos Euro 5 e também já há negócios para o ano que vem, com unidades de Euro 6.”
Ele citou que setores como agronegócio, mineração e infraestrutura continuarão sendo importantes compradores de caminhões em 2023.
Em novembro saíram das linhas de montagem 15,1 mil caminhões, volume 3% inferior ao de outubro, mas 5,2% superior ao do mesmo mês no ano passado. Quanto às vendas, 10,2 mil unidades foram emplacadas no mês, 5,4% menos do que em outubro e 2,5% abaixo de novembro de 2021.