Sete em cada dez carros emplacados em novembro foram pagos à vista
São Paulo – Nunca foi tão alta a participação da modalidade à vista na aquisição de veículos leves quanto a registrada em outubro, segundo levantamento da Anfavea. Das compras de veículos leves 0 KM 69% foram pagas à vista e 31% por meio de financiamentos, o que ajuda a entender a perda de participação do varejo no total de emplacamentos.
Segundo o presidente Márcio de Lima Leite este índice acendeu o sinal amarelo para a entidade: “O setor depende do crédito, ele é fundamental para que o consumidor consiga trocar o seu veículo”.
Para ele os juros, elevados, que estão tirando o consumidor do mercado acabam prejudicando, também, a renovação da frota e a rota de descarbonização do Brasil, pois o consumidor acaba, com o crédito caro, contemplando o segmento de veículos usados. De acordo com o presidente da Anfavea o crescimento maior vem sendo justamente daqueles com mais de doze anos de uso, com tecnologias ainda não tão eficientes de redução de emissões.
O último boletim de Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgado pelo Banco Central do Brasil apontou nova elevação na taxa média de juros que incide sobre os financiamentos de veículos 0 KM para pessoas físicas: subiu 0,1 ponto porcentual de setembro para outubro, para 27,2% ao ano.
Desde março a taxa oscila na faixa dos 27% e não há previsão de recuo, pois a Selic, que baliza os juros cobrados no País, mantém patamar elevado. E também porque segue crescendo a inadimplência, que em outubro alcançou 5,3%, o maior índice dos últimos anos.
Também registrou crescimento: 0,1 ponto porcentual com relação a setembro e 1,8 pp acima do registrado em outubro de 2021.