São Paulo – Em setembro a indústria automotiva argentina produziu 56,7 mil veículos, volume que, embora tenha ficado 10,6% aquém de agosto, que teve um dia útil a mais, superou em 8,7% o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano saíram das linhas 465,2 mil unidades, alta de 18,1% em comparação aos nove primeiros meses de 2022. Os dados foram divulgados pela Adefa, entidade que representa as fabricantes locais.
As exportações alcançaram 35,5 mil veículos, 23,2% acima do resultado de agosto e 0,5% a mais do que no nono mês de 2022. De janeiro a setembro as 245,1 mil unidades enviadas a outros países representaram incremento de 6,2% com relação ao acumulado no mesmo período do ano passado.
O presidente da Adefa, Martín Galdeano, avaliou que estes números e índices refletem “o grande esforço do setor em meio a contexto desafiador de maior restrição às importações, elevação de impostos, inclusive a peças fabricadas no Brasil, inflação descontrolada e período eleitoral”.
Galdeano assinalou que a fim de “manter a tendência do nível de atividade é fundamental continuar a trabalhar em conjunto com a cadeia de valor e o governo em busca de medidas focadas na sustentação da produção e das exportações”.
Em meio à crise as vendas recuaram 15,6% ante agosto, para 33,3 mil unidades, volume 4,3% inferior a setembro de 2022, segundo dados da Acara, que representa os concessionários. No acumulado do ano, entretanto, as 352,7 mil unidades estão 9,5% acima de igual período de 2022.