São Paulo – Com apenas 5 mil carros Kia vendidos no mercado brasileiro em 2023 seu presidente no Brasil, José Luiz Gandini, definiu o ano com uma palavra: “Terrível”. Segundo ele o resultado reflete os primeiros meses, quando a Kia ainda enfrentava dificuldades globais de abastecimento e logística e conseguia enviar para o Brasil pouquíssimos veículos, de vinte a trinta por mês.
“Foi uma fase terrível, não gosto nem de lembrar. Mas a partir de agora eu acho que teremos momentos melhores, começando por dezembro, em que temos 1,1 mil carros disponíveis.”
Para o ano que vem, mesmo que o mercado recue, a Kia espera crescer. Mas Gandini ainda não tem a projeção para 2024: “Fizemos uma reunião recente com a matriz, mas o número ainda não está fechado”.
A expectativa de um mercado menor para os importados é reflexo da volta do imposto de importação dos eletrificados, anunciado pelo governo para janeiro. Para modelos híbridos o imposto será de 7% no começo de 2024 e, em julho, subirá para 15%, afetando os negócios de todas as empresas. A Kia não pretende repassar, inicialmente, todo o aumento de custo para o consumidor, de acordo com Gandini.
Para o ano que vem a Kia também pretende ampliar o seu portfólio com o lançamento do K3, previsto para o final do ano nas carrocerias sedã e SUV. A operação no Brasil aguarda o início da produção das versões híbridas do K3 no México, de onde importará os veículos.
Também está prevista uma expansão de rede para 2024, abrindo cinco lojas em praças em que a companhia ainda não está presente, como Barueri, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Jundiaí, SP, e Campo Grande, MS.