Otimista com o cenário para este ano, projeta alta de 20% para o mercado e maior inserção de seu ônibus elétrico BZL, o qual cogita fabricar em Curitiba
São Paulo – A Volvo ampliou em 12% suas vendas de ônibus na América Latina em 2023, totalizando 1 mil 275 unidades, 700 delas no Brasil. Do restante destaque para 248 que foram embarcados para o Chile, onde a empresa venceu licitação, e 125 para o Peru.
Quanto ao volume comercializado no mercado brasileiro o presidente da Volvo Buses na América Latina, André Marques, chamou atenção ao fato de que a demanda por chassis rodoviários cresceu 60% ao longo do ano passado, o que contribuiu para que a empresa alcançasse fatia de mercado de 24,2%.
Para 2024 a perspectiva da Volvo é que o mercado de veículos acima de 16 toneladas avance 20%. Além de ser ano de eleição, o que tradicionalmente aquece o segmento de urbanos, a procura por viagens tem sido crescente, o que mantém a perspectiva por expansão e renovação de frota de rodoviários.
Reforça a projeção positiva o avanço dos testes e homologação com o ônibus elétrico BZL em Curitiba, PR, com resultados expressivos de eficiência energética, desempenho do veículo e conforto dos passageiros, segundo Marques. Em São Paulo este mesmo veículo está em fase final de homologação.
“Nas próximas semanas teremos o veículo disponível em Bogotá, Colômbia, e em Santiago, Chile, onde há licitação em processo de 1,1 mil ônibus elétricos e da qual queremos participar.”
Embora prefira não falar muito a respeito neste momento a Volvo vem estudando produzir seu ônibus elétrico em Curitiba assim que as vendas começarem a se desenvolver.
Chassi movido 100% a bateria da Volvo está sendo testado em Curitiba, São Paulo, Santiago e Bogotá. Foto: Divulgação.
Tempo para estabelecer infraestrutura em garagem chega a três anos
Sobre a pedra no sapato das fabricantes de veículos a bateria, que é a infraestrutura deficitária nas garagens, ao mesmo tempo em que as prefeituras começam a se movimentar exigindo modelos menos poluentes, caso de São Paulo, que tem como meta até o fim deste ano substituir frota de 2,6 mil veículos a diesel, Marques avaliou que o caminho é formar parcerias para dispor da solução completa:
“A eletrificação da frota não depende apenas dos veículos, mas das baterias, da recarga, da infraestrutura da rede elétrica e da parte civil de construção”.
É preciso saber em quais bairros esta energia está disponível, onde a rede está preparada, prosseguiu o presidente da Volvo Buses na América Latina, pois “onde não houver demorará de dois a três anos para fazer a adoção total”.
Em Curitiba, por exemplo, foi feito um mapeamento levando-se em conta a infraestrutura de carregamento, até porque o objetivo da cidade é eletrificar parte da frota até 2030 e concluir o processo em 2040.