Diretor de produção da GWM participou do Linha de Montagem da AutoData
São Paulo – A inauguração da primeira fábrica da GWM no Brasil foi um dos acontecimentos mais relevantes do setor automotivo em agosto. À frente do projeto está Márcio Alfonso, executivo com longa trajetória na indústria e responsável tanto pela implantação da unidade quanto pela adaptação dos produtos ao mercado brasileiro.
“Com quase 10 mil profissionais e milhares de patentes registradas a GWM mantém estruturas próprias dedicadas ao desenvolvimento de sistemas de propulsão. Eles desenvolvem tudo internamente, e isto nos permite ousar.”
Alfonso ressaltou que, graças a isto, a operação brasileira já pode iniciar seus trabalhos praticamente no estágio final das exigências do programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, o que, segundo ele, representará uma economia de quase quatro anos de desenvolvimento.
Além da fábrica já inaugurada a empresa confirmou a instalação de uma segunda unidade no País, cujo local ainda está em definição. A decisão, contou o executivo, levará em conta não apenas questões logísticas e a proximidade dos principais mercados consumidores mas, também. a possibilidade de formar mão de obra qualificada que compreenda a cultura da empresa.
O executivo também projetou mudanças importantes no perfil de consumo do mercado brasileiro. Para ele, em até cinco anos, os veículos híbridos poderão representar quase metade das vendas, com participação relevante dos híbridos plug-in. Neste processo a nacionalização de componentes terá papel estratégico: “Estamos analisando o carro inteiro com os fornecedores para que consigam desenvolver soluções aplicáveis à fabricação local. A fábrica já começou a operar com sessenta itens nacionalizados e a meta é chegar a cerca de 35% de conteúdo local em dois anos”.
Segundo Alfonso ter produção no Brasil é decisivo para consolidar a marca: “Ter uma chancela brasileira é muito importante para o crescimento da GWM no mercado”. E finalizou com uma avaliação sobre os próximos passos da indústria: “O Brasil precisa acompanhar a tecnologia que os chineses estão trazendo. Só assim conseguiremos ampliar nossa relevância no cenário automotivo mundial”.