O especialista André Senador foi o entrevistado do primeiro Linha de Montagem AutoData de 2026
São Paulo — O Linha de Montagem AutoData abre sua temporada 2026 discutindo um dos temas mais estratégicos para o futuro da indústria automotiva brasileira: as oportunidades que poderão surgir com o possível acordo comercial do Mercosul com a União Europeia e, principalmente, o que as empresas instaladas no Brasil precisam fazer desde já para se posicionarem nesse novo cenário.
Para esta edição o programa recebeu André Senador, profissional de comunicação com longa trajetória no setor automotivo e que, nos últimos anos, aprofundou-se nos temas de ESG, área na qual possui doutorado.
Radicado hoje em Portugal Senador teve a oportunidade de acompanhar de perto as discussões no continente europeu sobre a formação de um mercado integrado que poderá reunir mais de 700 milhões de consumidores.
Em passagem recente pelo Brasil o executivo lançou o livro ESG e Comunicação para o Desenvolvimento Sustentável – A Transformação das Marcas de Automóveis, no qual analisa como a sustentabilidade deixou de ser um tema periférico para se tornar um propósito corporativo estratégico para marcas e organizações.
Na avaliação de Senador os efeitos práticos de um eventual acordo Mercosul–União Europeia tendem a se materializar a partir de 2028 ou 2029. Ainda assim ele é categórico ao afirmar que a preparação precisa começar imediatamente.
“Estamos falando de um movimento que exigirá mudanças estruturais. As empresas que quiserem aproveitar essas oportunidades terão de iniciar agora sua adaptação.”
Segundo o especialista a União Europeia encontra-se hoje um degrau à frente do Brasil, especialmente no campo da legislação ambiental. Esse descompasso deve pressionar fornecedores e fabricantes brasileiros que pretendam integrar essa nova cadeia global de valor.
Com o acordo o avanço do global sourcing permitirá que montadoras utilizem componentes de qualquer região do mundo. Neste contexto empresas que não estiverem alinhadas de forma consistente às práticas de ESG poderão perder competitividade em curto espaço de tempo.
Apesar dos desafios André Senador vê grande potencial no parque industrial brasileiro. Para ele, porém, será necessário acelerar avanços, sobretudo nas questões ambientais, para que o País consiga se integrar plenamente a essa nova realidade: “A sustentabilidade, na Europa, caminha para ter um peso equivalente ao da segurança veicular, por exemplo. Ela deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico”.
A entrevista completa com André Senador pode ser conferida no primeiro Linha de Montagem AutoData de 2026.