São Paulo – A produção de veículos na Argentina chegou a 490,9 mil unidades no ano passado, queda de 3,1% na comparação com 2024, de acordo com dados divulgados pela Adefa, entidade que representa as fabricantes instaladas no país. O presidente Rodrigo Pérez Graziano revelou alguns fatores para a retração, uma vez que a expectativa no começo de 2025 era de crescimento no volume produzido:
“O ritmo da produção não se sustentou ao longo de 2025 como nós projetamos no começo do ano. O principal fator para o recuo foram as mudanças e transformações nas fábricas para a chegada de novos modelos já confirmados e outros que estão em fase de desenvolvimento”.
Ao contrário da produção as vendas registraram forte crescimento em 2025, chegando a 612,2 mil veículos, alta de 47,8% na comparação com 2024, de acordo com dados divulgados pela Acara, entidade que representa os concessionários argentinos.
No ano passado os veículos brasileiros representaram 48% do total comercializado no país, porcentual que foi de 37% em 2024. Já os modelos argentinos perderam participação, saindo de 55% em 2024 para 40% em 2025.
A Toyota liderou o mercado argentino no ano passado com 97,1 mil vendas, seguida pela Volkswagen, com 94,4 mil. Em terceiro lugar ficou a Fiat, 74,7 mil unidades.
No ranking por modelo a Toyota Hilux terminou 2025 em primeiro lugar, com 30,8 mil unidades. Em segundo lugar ficou o Fiat Cronos, com 29,9 mil, seguido de perto pelo Peugeot 208, 29,1 mil unidades.
Em 2025 as exportações, divulgadas pela Adefa, registraram queda de 10,8% na comparação com 2024, chegando a 280,6 mil unidades.
Diante do perfil exportador da indústria argentina o presidente da Adefa afirmou que o maior desafio para 2026 e para os próximos anos é melhorar a competitividade no Exterior e que, para isto, será necessário seguir trabalhando para reduzir a carga tributária sobre veículos exportados, ainda mais para concorrer com produtos de outros mercados que pagam menos impostos do que os argentinos.