Vendas de veículos leves na Europa crescem em julho, mas acumulado ainda é negativo

São Paulo – As vendas de veículos leves voltaram a crescer em julho na Europa, com 914,7 mil unidades, expansão de 7,4% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Acea, entidade que representa o setor automotivo na União Europeia. Com relação a junho as vendas recuaram 9,4%.

Mesmo com a recuperação em julho o mercado de veículos leves acumulou queda de 0,7% na comparação com os primeiros sete meses de 2024, chegando a 6,4 milhões de unidades comercializadas. Vale ressaltar que o tamanho da queda foi reduzido uma vez que até junho o recuo era de 2%.

De janeiro a julho os veículos eletrificados continuaram ganhando participação de mercado, representando 58,9% do total, contra 58,8% até junho. Os híbridos convencionais conquistaram a maior parte dos clientes, com market share de 34,7%, os elétricos chegaram a 15,6% e os híbridos plug-in a 8,6%.

Os modelos com motor apenas a combustão representaram 41,1% das vendas, com 28,3% de participação para os modelos movidos a gasolina e de 9,5% para os veículos a diesel.

Case IH apresentará nova plataforma de corte na Expointer

São Paulo – A Case IH apresentará uma nova plataforma de corte para atender demandas dos produtores de arroz. A 3010 Pro Rice será mostrada pela primeira vez ao público na Expointer, que será realizada de 30 de agosto a 7 de setembro em Esteio, RS.

A primeira versão da plataforma de corte tem 25 pés, mas no futuro a companhia expandirá sua produção para outros tamanhos, com a intenção de atender todo o tipo de produtor, dos grandes aos menores.

Volkswagen Financial Services lança nova frente de captação de recursos no Brasil

São Paulo – A Volkswagen Financial Services informou a conclusão da emissão de seu primeiro fundo de investimento em direitos creditórios no formato revolving, o FIDC Driver Master Brasil I, com patrimônio líquido de R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 1,5 bilhão em cotas sêniores.

Diferentemente dos fundos tradicionais, que encerram a operação quando os créditos são pagos, o modelo revolving permite que, periodicamente, sejam realizadas novas cessões de crédito ao fundo. Desta forma a VWFS tem fonte contínua e perene de financiamento para sustentar o ritmo de negócios e abrir espaço para novas operações no mercado de capitais.

A operação bilateral foi estruturada e coordenada pelo Crédit Agricole CIB, tendo a BEM DTVM como administradora, o Banco Bradesco como custodiante e gestor e o escritório Pinheiro Neto Advogados como assessor legal.

Justiça do Trabalho condena Ford a pagar R$ 30 milhões por danos morais

São Paulo – A primeira turma do TRT-5, Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, condenou a Ford ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos em razão do fechamento da fábrica de Camaçari, BA, sem negociação coletiva com o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, em 2021. A ação civil pública foi movida pelo MPT-BA, Ministério Público do Trabalho da Bahia.

A decisão, no entanto, ainda não é definitiva, e pode ser objeto de recurso. De acordo com o MPT o pagamento da indenização por danos morais coletivos ocorrerá após o esgotamento de todos os recursos. “Só depois será aberto um processo de execução na 3ª Vara do Trabalho de Camaçari, onde a ação teve origem. Tanto o pagamento quanto a destinação das verbas serão discutidos após estas etapas.”

Advogado do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Diego Freire, disse que à época do fechamento da fábrica a Ford realizou uma comunicação linear, informando a todos ao mesmo tempo de sua decisão, tanto o governo quanto os trabalhadores, sindicato e imprensa: “Tanto que o sindicato provocou o MPT porque o encerramento se deu em meio à pandemia e, um ano antes, em 2020, havia sido aprovado acordo coletivo que previa estabilidade de quatro anos aos cerca de 6 mil empregados”.

O MPT atestou que a Ford encerrou a produção de forma unilateral e sem diálogo prévio com o sindicato, descumprindo compromissos assumidos em acordos coletivos e em contratos com o BNDES. O Ministério Público demonstrou que a negociação coletiva só ocorreu após sua intervenção, com o ajuizamento da ação civil pública.

Freire lembrou que a montadora então abriu negociação e remunerou os funcionários com os valores referentes aos anos que faltavam para completar o período de estabilidade: “Mas a indenização ficou aquém, pois não foram incluídos pagamentos de décimo-terceiro salário e férias, nem INSS. Então o MPT entendeu que eles ainda estavam sendo prejudicados”.

Valores têm tem caráter reparatório social

O Ministério Público do Trabalho esclareceu que o dano moral coletivo da ação civil pública é destinado à reparação da sociedade pelos danos causados. E reforçou que as indenizações a cada trabalhador estão sendo discutidas em processos individuais e coletivos.

De acordo com o órgão, em postagens nas redes sociais, “a entidade e seus diretores publicaram vídeo em que afirmavam que os recursos a serem pagos seriam destinados a um grupo de trabalhadores”, o que não é verdade.

“Mesmo tendo apagado a postagem, a informação errada chegou a circular, gerando expectativas”, disse o MPT, que notificou o sindicato para explicar o motivo da publicação de informações falsas sobre a ação civil pública movida pelo órgão contra a Ford.

Na fábrica da Ford em Camaçari, fechada em 2021, trabalhavam cerca de 6 mil trabalhadores na produção dos da família Ka e do EcoSport. Foto: Soraia Abreu Pedrozo.

Freire justificou que a publicação foi feita nas redes sociais do ex-presidente do sindicato, Júlio Bonfim, hoje diretor da entidade, e que assim que percebeu que poderia dar margem a erro apagou a postagem: “Me parece que houve uma grande confusão, mas precisamos explicar o que induziu ao erro”.

De praxe, verbas obtidas por meio de ações civis públicas são enviadas ao FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador. Na Bahia, conforme o advogado, há algum tempo os recursos têm ido para fundo coletivo do Estado. Mas, em suas palavras, não haveria a garantia de que o valor seria redirecionado ao município.

“Existe uma discussão no CNJ [Conselho Nacional de Justiça] que entende que o sindicato, em situações do tipo, pode ser o gestor dos recursos, desta forma assegurando que serão administradas políticas públicas para os trabalhadores prejudicados. Não significa que o dinheiro irá para suas contas bancárias, mas que eles terão acesso a qualificação para serem reinseridos no mercado de trabalho”.

Freire disse que a realidade no município é tal que dificilmente estes profissionais conseguirão ser reabsorvidos pelo setor metalmecânico, diante da oferta cada vez menor do setor em Camaçari e região: “Mesmo a BYD não tem a obrigação de contratá-los e, diante do produto que propõem à fábrica, eles precisariam de capacitação específica para tal. A realidade é que muitos acabam no mercado informal, vendendo tapioca na praça”.

O advogado relatou ainda que, na prática, o efeito do encerramento da unidade de Camaçari foi muito maior, com efeito em cascata que prejudicou até cinco vezes o número de trabalhadores diretos, o que pode ter chegado a 30 mil pessoas: “Até mesmo clínicas médicas e comércios, como padarias, foram duramente afetados e chegaram a fechar as portas”.

Procurada a Ford informou que “não comenta processos em andamento”.

Golf GTI e Jetta GLI desembarcam no Brasil, mas ainda não estão a venda

São Paulo – Ao apostar no apetite de consumidores por veículos de modelo esportivo a Volkswagen anunciou a chegada dos novos Golf GTI e Jetta GLI ao País. Os dois modelos se juntam ao Nivus GTS e formam o trio de veículos esportivos no portfólio da montadora.

O Golf GTI, que era esperado por clientes da marca, será vendido com a nova geração do motor EA388, chamada de Evo4, que gera 245 cv de potência e tem câmbio automático DSG de sete marchas. O novo motor oferece 15 cv a mais do que o último vendido no País.

Junto com visual renovado o Golf GTI traz mudanças internas, como novo quadro de instrumentos digital com tela de 10,2 polegadas e nova central multimídia com tela sensível ao toque de 12,9 polegadas. A central traz, pela primeira vez ao Brasil, controles por comando de voz.

O Jetta GLI também vem equipado com o motor EA388 mas sua calibração gera um pouco menos de potência, 231 cv, enquanto o câmbio é o mesmo DSG automático de sete marchas. O visual do sedã esportivo foi renovado, assim como o interior que traz algumas mudanças. 

Os preços dos dois modelos, assim como a data oficial do início das vendas, serão divulgados em breve.

Dunlop é escolhida para equipar novo Nissan Kicks

São Paulo – A Dunlop Pneus, que tem fábrica em Fazenda Rio Grande, PR, foi escolhida para equipar o novo Nissan Kicks produzido em Resende, RJ. O produto 215/60R17 96H ENASAVE EC350+ estará presente nas versões Sense e Advance. Esta é a primeira vez que a marca da Sumitomo Rubber equipará um veículo da montadora no País.

A expectativa é de que a parceria se estenda também para a venda de pneus nas concessionárias Nissan, ampliando a presença da marca no segmento de equipamento original e reposição no Brasil.

Geely lança mais onze satélites para aprimorar conectividade de veículos

São Paulo – Para promover nova fase de conexão em ecossistema que integra satélites e mobilidade a Geely ampliou sua rede de cobertura orbital por meio da Geespace, sua subsidiária aeroespacial, com um novo lançamento. No início de agosto foram enviados onze satélites do quarto plano orbital da Geely Future Mobility Constellation, também conhecida como Geesatcom, a bordo de foguete que partiu de Rizhao, província de Shandong, China. Ao todo já são operados 41 satélites.

Os veículos da marca que contam com atualizações over-the-air, acesso à internet de maneira remota e integração via aplicativo, como o recém-lançado Geely EX5, vêm com chips proprietários de 7 nanômetros que permitem amplo uso de inteligência artificial na interface com os ocupantes e também no gerenciamento das suas funções e componentes.

Todos os satélites entraram em suas órbitas designadas e estão operando normalmente, de acordo com a Geely, o que estabeleceu um marco no sucesso da missão. Para a companhia a conquista representa avanço significativo da Geesatcom nas comunicações de IoT, Internet das Coisas, via satélite em órbita terrestre baixa, e avança a visão do grupo para construir ecossistema integrado de mobilidade espacial e terrestre “que transformará a forma como os usuários vivenciam o transporte”.

A primeira fase do estabelecimento do projeto tem como alvo 72 satélites, com conclusão prevista para o fim de 2025. Nos próximos dois meses a Geespace acelerará a promoção da constelação para atingir 64 satélites operacionais, estabelecendo cobertura global abrangente de IoT via satélite, excluindo apenas as regiões polares.

Marcopolo entrega 242 ônibus em Goiânia

São Paulo – A Marcopolo entregou 242 ônibus para a Rápido Araguaia, operadora que está renovando sua frota de veículos urbanos que rodam em Goiânia, GO. O lote todo é do modelo Torino, de 12,6 metros, com espaço para transportar 33 passageiros sentados.

Os veículos também serão usados para atender a população de outros dezessete municípios da região metropolitana de Goiânia.

Anfavea e Fenabrave reforçam a importância da Lei Renato Ferrari

São Paulo – Tanto Arcélio Júnior, presidente da Fenabrave, como Igor Calvet, presidente executivo da Anfavea, aproveitaram seus discursos na abertura do 33º Congresso Fenabrave, na quarta-feira, 27, para reforçar a importância da Lei 6 729/89, também conhecida como Lei Renato Ferrari. Ela regulamenta pontos do relacionamento das montadoras com as redes de distribuição e vem sendo questionada no STF, Supremo Tribunal Federal, por meio da ADPF 1 106, arguição de descumprimento de preceito fundamental.

Para o presidente da Fenabrave a lei traz segurança jurídica e promove a concorrência sadia, que é benéfica aos consumidores brasileiros. Calvet seguiu a mesma linha e disse defender a manutenção da lei, que existe há mais de quarenta anos.

A ação foi proposta pela PGR, Procuradoria Geral da República, e questiona alguns itens, como a cláusula de exclusividade, que impede que no mesmo local sejam vendidos veículos produzidos por outras empresas, e a da exclusividade territorial, que estabelece os limites geográficos para a atuação de uma determinada concessionária. Ela está nas mãos do ministro Edson Fachin.

Durante a tramitação da ADPF diversas entidades pediram para ingressar como amicus curiae, ou amigos da corte, que tem como objetivo colaborar com informações e perspectivas para ajudar o tribunal a tomar a sua decisão. Segundo Arcélio Júnior apenas duas entidades se posicionaram de forma contrária à lei: Conarem, Conselho Nacional de Retífica de Motores, e o Sindirepa Brasil, Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Brasil.

Em recente manifestação a PGR mudou sua visão, de acordo com o presidente: “Temos Presidência da República, MDIC, AGU, Senado Federal, Câmara dos Deputados, com manifestações favoráveis à legislação. Acreditamos na análise da Justiça, mas o processo ainda está lá”.

Não há previsão de julgamento, ou arquivamento, da ADPF. O ministro Fachin assumirá, nas próximas semanas, a presidência do STF.

Caminhões aprofundam queda em agosto

São Paulo – Números divulgados pela Fenabrave durante o seu congresso, na quarta-feira, 27, comprovam que a queda nas vendas de caminhões está se aprofundando com o impacto do encarecimento do crédito e o aumento da inadimplência. Na primeira quinzena de agosto, considerando os onze primeiros dias úteis, foram emplacados 4,6 mil caminhões, resultando em retração de 12,1% sobre o mesmo período de julho e tombo bem maior, de 25,9%, na comparação com igual período de agosto de 2024.

Na comparação de julho deste ano com o do ano passado o recuo nas vendas de caminhões foi de 5%, demonstrando que no início de agosto o cenário piorou.

No acumulado de janeiro à primeira quinzena de agosto o número de caminhões emplacados soma 68,1 mil, volume 5,3% menor em comparação com o idêntico período de 2024. Na soma até julho a queda foi de 3,8%.

Segundo Tereza Fernandez, consultora econômica da Fenabrave, a retração está diretamente ligada ao avanço dos juros que encareceu muito os financiamentos, responsáveis por quase todas as vendas de caminhões no País.

Outro fator, ela relata, está ligado ao desempenho do agronegócio, o maior clientes dos veículos de cargas: “No ano passado a safra foi ruim, este ano está bem melhor, mas agora os preços estão baixos e não permitiram a recuperação do setor, o que fez muitas empresas entrarem em recuperação judicial, anulando o poder de compra de caminhões”.