São Paulo – As vendas de veículos financiados reagiram em julho, com 639 mil unidades novas e usadas, incluindo leves, pesados e motos, o que representou alta de 14,2% frente ao mesmo mês de 2024 e de 2,1% com relação a junho. No entanto, no acumulado do ano, as 4 milhões de unidades ainda estão 0,3% aquém do volume de janeiro a julho de 2024.
Os dados foram divulgados pela B3, que opera o SNG, Sistema Nacional de Gravames, base privada que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia.
Na avaliação de Thiago Gaspar, superintendente de relacionamento com clientes e relações institucionais na B3, há de se ressaltar o desempenho positivo com relação ao mesmo período do ano anterior especialmente considerando a elevada base de comparação: “Já em relação a junho o resultado é influenciado pelo maior número de dias úteis, uma vez que a média diária de financiamentos foi 0,7% inferior em julho”.
No segmento de leves houve queda de 1,9% frente a julho do ano passado. Comparado a junho, porém, o saldo foi 16,6%. O número de vendas de pesados a prazo ficou 3,6% abaixo do mesmo mês do ano passado mas 11,5% acima de junho. E o de motos cresceu em ambos os comparativos: 17,9% no anual e 8,5% no mensal.
São Paulo – A escalada dos juros em 15% ao ano manteve estável o volume de recursos liberados ao financiamento de veículos no primeiro semestre, R$ 127,4 bilhões, com relação ao mesmo período do ano passado, que contou com R$ 127,3 bilhões. Os dados foram divulgados pela Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras. Para o presidente da Anef, Enílson Sales, a manutenção indica resiliência, uma vez que os primeiros seis meses do ano foram marcados por instabilidade econômica e incertezas fiscais, e no primeiro trimestre houve retração de 4,3% no comparativo anual.
O CDC, Crédito Direto ao Consumidor, segue como a modalidade com maior representatividade, com R$ 126,5 bilhões em recursos liberados. O saldo total das carteiras de veículos cresceu 13,4%, de R$ 450 bilhões para R$ 510,8 bilhões nos seis primeiros meses do ano.
Agora, alertou Sales, o mercado de financiamento de veículos entra no segundo semestre de 2025 com projeções cautelosas:
“Com o Banco Central mantendo a Selic em 15%, e sem perspectiva de redução no curto prazo, o custo do crédito continua elevado, restringindo o acesso principalmente para pessoas jurídicas. Ao mesmo tempo a volatilidade tributária e o cenário internacional instável adicionam camadas de incerteza à tomada de decisão de consumidores e empresas. A expectativa é de um desempenho moderado até o fim do ano, com o setor apostando em estratégias próprias”.
Apesar do cenário a Anef manteve sua projeção de expansão de 8,5% nos recursos liberados para 2025, mas com ressalvas: “Estamos atentos ao comportamento do mercado e à conjuntura econômica, que ainda impõem desafios à previsibilidade”, destacou, ao citar que ainda não se sabe o tamanho do impacto do tarifaço dos Estados Unidos no mercado de caminhões.
A inadimplência acima de noventa dias para pessoa física variou menos de 1 ponto porcentual, atingindo 6,3% e, para pessoa jurídica, permaneceu em 3%. E as vendas à vista aumentaram de 50% para 52% no caso de veículos leves, de 25% para 33% para pesados e, de motos, de 31% para 36%.
São Paulo – Robert Gaskell foi nomeado diretor da unidade de catalisadores automotivos da Umicore Brasil, responsável por liderar as operações do segmento na região. Formado pela Universidade de Bristol, Reino Unido, sucede a Stephan Blumrich.
O economista Gaskell acumula as funções de CFO regional para todas as unidades de negócios do grupo. Ele tem mais de vinte anos de experiência internacional em finanças corporativas, fusões e aquisições, com passagens por CMOC, Anglo American e Ernst & Young.
São Paulo – A Mercedes-Benz Cars e Vans vendeu 27 unidades da eSprinter para a transportadora Fedex. Todas são do modelo Furgão Street 320, com autonomia de até 478 quilômetros, dependendo do tipo de terreno e do modo de condução, e PBT de 3,5 toneladas a 4 t 25.
Os veículos serão usados na distribuição urbana nas cidades de São Paulo, Sumaré, SP, Curitiba, PR, Rio de Janeiro, RJ, e Betim, MG.
A compra da Fedex faz parte do seu plano global em busca da neutralidade de carbono em suas operações a partir de 2040.
São Paulo – A Rio Riosulense, fornecedora de componentes do setor automotivo instalada em Rio do Sul, SC, está avançando no segmento de máquinas agrícolas após conquistar novos contratos com as principais montadoras do País. Gustavo Piovesan Correa, gerente geral de vendas da empresa, disse que as principais fabricantes estão desenvolvendo novas gerações de colheitadeiras e pulverizadores e que, nos novos projetos, a Rio fornecerá uma série de componentes:
“Com os novos contratos fechados as vendas para o agronegócio aumentarão a participação no nosso faturamento, chegando a 9% em 2025 contra 7% em 2024. Mas será em 2026 que esse porcentual terá forte impulso, chegando a 14%, pois todos os projetos estarão em produção”.
Serão mais de oitenta componentes que a Rio passará a fornecer para as fabricantes de máquinas e, em alguns casos, são peças maiores, de até 200 quilos, com 1 metro de comprimento. São itens que a empresa até então não fabricava no País, o que significa entrar no segmento de equipamentos maiores.
Para conseguir atender aos novos projetos a Rio comprou novos equipamentos para a sua fábrica em Santa Catarina: “Produzindo novos componentes, expandiremos também a nossa capacidade técnica como fornecedor. Investimos em novas máquinas de usinagem, assim como em uma área maior de armazenagem e expedição”.
Gustavo Correa, gerente geral de vendas da Rio
Segundo o gerente a maioria das máquinas já foi instalada, faltando apenas uma que chegará em 2026, e agora a Rio trabalha no processo de ramp up de produção para alguns projetos, produzindo amostras e protótipos que terão produção em série nos próximos meses.
Com os novos negócios puxando o faturamento para cima já em 2025 a projeção da empresa aponta para uma alta de dois dígitos até dezembro, impulsionada pelo agronegócio e pelo aumento no volume fornecido para montadoras de caminhões e ônibus, mas principalmente por uma demanda crescente no mercado de reposição.
Mercado de máquinas agrícolas
A Rio acredita numa retomada da produção de máquinas agrícolas em 2025 e 2026, uma vez que em 2024 a demanda por parte dos produtores rurais foi baixa e, com isto, os estoques das concessionárias estavam elevados, o que fez com que a produção fosse menor no ano passado. Para este ano o cenário é diferente:
“O estoque que existia na rede das fabricantes já foi consumido e, agora, elas precisam produzir em ritmo normal para abastecer suas revendas e, por isto, na comparação com 2024 o volume produzido será maior, o que puxará o nosso crescimento no ano”.
São Paulo – Criar ligações emocionais com os consumidores para estabelecer experiências memoráveis com a marca, e não somente com o produto, é a aposta da Fiat para ampliar sua fatia de mercado, dos atuais 22%. Por meio do marketing de experiência o plano é contar histórias relacionadas ao DNA da empresa e construir laços com ouvintes, e potenciais futuros clientes, como por exemplo fãs de séries televisivas.
Esta é a estratégia encabeçada por Alessandra Souza, que no início deste ano assumiu a posição de vice-presidente de marketing e comunicação da Stellantis para a América do Sul. Com mais de duas décadas de experiência no setor a executiva retornou ao Brasil após três anos na Itália, onde era diretora global de digital e experiência de marca Fiat.
“Acredito muito neste novo jeito de conversar com o consumidor. E a Fiat é uma marca ousada, incrível, moderna e que gosta de estar na conversa de forma não invasiva, em assuntos que devem gerar novos comportamentos, tendências e transformar a sociedade.”
Souza avaliou que este novo momento do marketing de experiência faz com que as empresas voltem a ser boas contadoras de histórias: “Ele traz algo que estamos perdendo, pois demos uma pasteurizada nisso. A proposta é que a identificação dos consumidores seja tão grande, forte e profunda que isto é o que assegurará que estejamos aqui nos próximos duzentos anos. Marcas históricas no automotivo nos mostraram isso”.
Ela reforçou a importância da estratégia principalmente em um momento em que o número de marcas tem aumentado. E que, para se destacar, e conquistar o consumidor, é preciso fazer com que o potencial cliente se identifique com algo que sinta que tenha sinergia com ele, e que também proponha alguma relevância cultural.
A próxima investida da Fiat será na quinta e última temporada da série Stranger Things, de autoria dos Irmãos Duffer, produzida pela Netflix e com data de estreia agendada para novembro. Souza não entrega pormenores, por ora, mas diz que a ideia é trazer algo disruptivo e inserir a marca no universo do fandom, ou seja, na comunidade de fãs.
Stranger Things se passa na década de 1980 e conta a história de grupo de jovens amigos que se envolvem em eventos sobrenaturais e enfrentam criaturas monstruosas, como o Demogorgon, antagonista do mundo invertido, dimensão paralela da aventura, também marcada por projetos militares secretos.
Equipe de marketing liderada por Alessandra Souza e que está envolvida diretamente no projeto de Stranger Things. Foto: Divulgação.
Como um veículo Fiat, moderno, pois, poderia ser inserido no seriado ambientado quarenta anos atrás? Souza respondeu que, como princípio criativo, a série vem deste lugar de ousadia, tanto que os Irmãos Duffer relataram a dificuldade que tiveram para que um estúdio topasse produzi-la.
“Tem uma proposta de procurar novos caminhos, de inovação, rever pensamentos e conceitos. E isto é Fiat, por essência. Dentro do meu perímetro sempre buscamos encontrar este lugar inexplorado, inusitado. Se ele já é pavimentado, pensamos em como usá-lo de uma forma que não seja mainstream, tradicional, regular.”
As conversas foram iniciadas no ano passado, ainda sob a gestão de Frederico Battaglia, nomeado em janeiro vice-presidente da Fiat e da Abarth na América, e envolvem equipe de 25 pessoas do marketing da Fiat. Trata-se de projeto a seis mãos, uma vez que, nas palavras de Souza, a Fiat conhece seu consumidor, a Leo Burnett, agência de comunicação da Stellantis, entende de marketing, e a Netflix sabe tudo sobre Stranger Things, seu fandom e como conversar com eles.
“Para nós este momento é contundente. Quase que uma pedra angular na nossa forma de trabalhar para aprender muito sobre como fazer um marketing que vai além de uma peça de 30 segundos. Costumo brincar: ou você faz parte do problema ou da solução, mas você não fica mais no meio da conversa.”
Souza lembra que esta experiência já foi tateada na segunda temporada da série The Last of Us, da HBO Max, com o Jeep Gladiator.
“Entramos no meio da conversa, o que foi muito interessante. Ninguém tinha feito igual, mas ainda não é a forma que o consumidor e, até mesmo eu, penso: como eu gostaria que uma marca me abordasse? Exemplo é o que fazemos na Tardezinha [turnê de shows com o artista brasileiro Thiaguinho] com a Citroën. Considero que nós exploramos, mas não exaurimos. Agora queremos entrar nele com maior profundidade.”
Campanha do Jeep Gladiator para a série The Last Of Us. Foto: Divulgação
Referências para a executiva são a forma de se conectar ao consumidor adotada pela Natura no remake da novela Vale Tudo, da TV Globo, em que os produtos são apresentados à vilã Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch, e ela os critica. Mas, na sequência, entra o intervalo e a atriz diz que sua personagem é assim, mas que ela, a atriz, não só aprova como usa os produtos: “Esta abordagem que conecta, que é única, é o que vamos buscar”.
São Paulo – Julho foi o melhor mês de vendas no mercado colombiano em 2025, com 23,9 mil veículos. Na comparação com igual período do ano passado houve crescimento de 44,7% e com relação a junho o avanço foi de 32,7%.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano as vendas na Colômbia somaram 128,9 mil unidades, volume 26,7% maior do que o registrado em iguais meses do ano passado, segundo dados divulgados pela Andemos, entidade que representa o setor automotivo na Colômbia.
Os SUVs representaram mais da metade do mercado, com 71,5 mil unidades entregues aos clientes. Em segundo lugar ficaram os demais automóveis que somaram 21,8 mil vendas, seguidos pelas picapes com 8,8 mil.
No ranking por marca até julho a Kia passou a Renault e assumiu a primeira posição com 17,3 mil unidades. A Renault comercializou 17,1 mil unidades e em terceiro lugar ficou a Toyota, com 14,5 mil.
Igarapé, MG – Conhecido por sua diversificação de negócios, que vão do transporte e logística, concessionárias e fabricante de autopeças a time de vôlei e veículos de comunicação, o Grupo Sada prepara-se para sua nova investida: a reciclagem de veículos. Com aporte de R$ 200 milhões o plano é, assim que o governo federal regulamentar o capítulo do Mover, Programa de Mobilidade Verde e Inovação, que dispõe sobre a reciclabilidade, iniciar a operação na unidade de Igarapé, MG. A previsão da empresa é fim deste ano, mais tardar no início do próximo.
“A Igar vem para ser o túmulo do carro, o fim de vida do ciclo”, disse Mark Watson, gerente de operações da recicladora. Com capacidade de processamento de 300 mil carros por ano a operação ocupa área de 80 mil m² e dispõe de 1 mil 245 vagas para veículos e/ou carcaças e 22 para cegonhas.
O espaço, que se assemelha a uma linha de produção com alto índice de automação, até por questão de segurança, será, segundo Watson, o maior centro de reciclagem da América Latina: “Hoje não existe operação como esta na região. Trata-se de projeto pioneiro que desmonta cem carros por hora, o equivalente a 1 mil carros por dia”.
O primeiro passo é a descontaminação, quando as baterias são enviadas a recicladoras especializadas. Depois as rodas são trituradas, assim como os arames de dentro dos pneus e, estes, são cortados para evitar recapagem, e enviados a empresas de borracha. Os vidros removidos caem em uma esteira que junta os cacos, os óleos são refinados e o catalisador é removido e torna-se sucata.
“É diferente do conceito de remanufatura, em que, por exemplo, aproveita-se uma porta que não sofreu dano estrutural. Aqui tudo se transforma em matéria-prima”, disse, ao contar que o centro é capaz de gerar de 100 a 120 toneladas de sucata geral por hora, e o moinho que praticamente amassa a estrutura metálica do carro absorve até dois veículos por minuto.
Watson contou que o Grupo Sada amadureceu o projeto ao longo de dez anos e que acabou sendo impulsionado pelo Mover, que trará regras para a atividade: “A rastreabilidade é algo imprescindível, e estaremos em linha com as normas para que possamos emitir certificado da desmontagem do veículo no fim de sua vida útil”.
A Igar também terceirizará sua operação para empresas que precisem do certificado. O gerente de operações estima que haja 45 milhões de veículos com idade de 20 a 25 anos e 8 milhões de carros parados em pátios de Detran e de seguradoras.
“O potencial é enorme. Agora vamos esperar se no dia 1º de novembro serão validadas as regras da reciclabilidade para iniciar a operação que, no momento, está em fase pré-operacional. É preciso que haja política pública clara que incentive a desmontagem deste tipo de veículos antigos para que o Brasil inicie uma mudança de cultura.”
O centro de desmontagem começará a operar com quatro linhas mas há potencial para expandir para nove conforme a demanda para a reciclagem de todo tipo de veículo – de outros objetos recicláveis, como eletrodomésticos, inclusive – e avance. Afinal de contas a pulverização dos negócios é intrínseca ao DNA do Grupo Sada.
São Paulo – A Volkswagen superou a marca de 26 milhões de veículos produzidos em 72 anos no Brasil. Um Polo, o carro de passeio mais vendido no mercado, simbolizou o marco.
Hoje a companhia produz em São Bernardo do Campo e Taubaté, SP, e São José dos Pinhais, PR. Da primeira saíram 14,9 milhões de veículos, da segunda 7,9 milhões e da unidade paranaense 3,2 milhões de unidades.
O Gol foi o veículo mais produzido: 8,5 milhões. Na sequência estão o Fusca, mais de 3 milhões, e os Fox-Crossfox, 2,1 milhões.
São Paulo – A Renova Ecopeças, recicladora de veículos do Grupo Porto, anunciou a expansão da sua operação. As obras começarão em outubro: um novo prédio será construído no terreno vizinho ao da operação atual, em São Paulo, e tem previsão de iniciar os trabalhos em janeiro de 2026.
Com a nova estrutura a Renova Ecopeças dobrará sua capacidade de armazenamento de veículos para desmontagem, para atender ao crescimento orgânico da demanda e ter um portfólio maior de peças remanufaturadas à disposição dos clientes.
A projeção da Renova Ecopeças é de superar a marca de 3,1 mil veículos desmontados em 2025, número que deverá subir para 4 mil no ano que vem.