Roberto Braun é o diretor de relações governamentais da Toyota

São Paulo – A Toyota nomeou seu novo diretor de relações governamentais e regulamentação veicular para o Brasil: desde a segunda-feira, 23, o engenheiro mecânico Roberto Matarazzo Braun assumiu as funções, anteriormente desenvolvidas por Ricardo Bastos – que atualmente está em período sabático.

 

Formado pela Faap e com MBA em relações internacionais pela USP, Braun acumula mais de 25 anos no setor automotivo, onde ocupou cargos associativos na ABVE, Associação Brasileira de Veículos Elétricos, e Anfavea, e acumulou experiência em empresas como Mercedes-Benz, Volkswagen e a própria Toyota, por doze anos. Antes de retornar à companhia estava na Audi, também na diretoria de relações governamentais.

 

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Cummins fornece geradores para obras da Copa no Catar

São Paulo – A Cummins Brasil fornecerá, por meio da sua divisão Power Generation, trinta grupos geradores da linha Rental Power para uma empresa de locação de equipamentos de energia e refrigeração no Catar. Os produtos serão usados a partir do ano que vem nas obras de infraestrutura da Copa do Mundo de futebol, agendada para 2022.

 

Os produtos – quinze unidades do modelo C300D2R, com potência máxima de 330Kva, e quinze do C400D5R, com 440Kva – estão sendo enviados em lotes e a expectativa é a de que todos desembarquem até novembro.

 

Segundo a empresa as negociações começaram em janeiro e contaram com suporte do distribuidor Cummins local – responsável por receber e encaminhar os equipamentos.

 

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Magneti Marelli agora é só Marelli

São Paulo – A partir de 1º de outubro Calsonic Kansei e Magneti Marelli adotarão de forma oficial a marca única Marelli, conforme anunciado em maio – e dando sequência à operação de aquisição do braço de autopeças do Grupo FCA pelo conglomerado japonês por € 6,2 bilhões, anunciada em outubro do ano passado.

 

Por aqui todos os nomes serão alterados: Marelli Cofap do Brasil, Marelli Sistemas Automotivos Indústria e Comércio Brasil, Marelli Indústria e Comércio de Componentes Automotivos – todas elas empresas de responsabilidade limitada.

 

A companhia, unificada, opera mais de 170 instalações e centros de pesquisa e desenvolvimento na Europa, América do Norte, América do Sul e na região da Ásia Pacífico.

 

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Nissan negocia novo ciclo de investimento

São Paulo – Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil, desembarcará no Japão, país sede da companhia, no mês que vem levando debaixo do braço o planejamento estratégico para os próximos cinco anos. Espera conseguir o sinal verde para um novo ciclo de investimento para o País, de 2019 a 2023 – e tem a esperança de conseguir valor superior aos R$ 2,6 bilhões liberados de 2012 até o ano passado.

 

“Este novo investimento é fundamental para a Nissan continuar crescendo no Brasil, que tem boas perspectivas para os próximos anos”, afirmou o executivo. “Conseguimos aprovar alguns pontos, mas para fechar todo o ciclo precisamos aprovar mais algumas questões. Está tudo no nosso radar.”

 

Aprovado, será o segundo grande investimento da Nissan no Brasil, dando sequência àquele que originou sua fábrica de Resende, RJ. Na unidade inaugurada em 2014 são produzidos, atualmente, o hatch compacto March, o sedã Versa e o SUV Kicks. A produção segue em dois turnos – Silva tinha a esperança de abrir o terceiro turno este ano, mas o desaquecimento do mercado argentino, especialmente, frustrou seus planos.

 

Segundo ele a retomada da produção nacional, que deverá bater 3 milhões de unidades este ano e manter ritmo semelhante em 2020, deu novo ânimo à matriz com relação ao mercado local – e ajudou nas negociações: “Retornando à marca de 3 milhões a indústria recupera grande parte do volume perdido durante a crise e mantém um patamar mais interessante”.

 

O presidente da Nissan admitiu a possibilidade de aumentar o portfólio com este novo aporte: “É uma das ideias para seguir crescendo. Até porque no ano que vem teremos Salão do Automóvel no Brasil, um evento muito importante”.

 

Em julho o executivo admitiu que uma versão de modelo hibrida está no radar de Resende, com projeção de início de produção estimada para 2022.

 

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Nissan doa dois March para o Senai RJ

São Paulo — A Nissan doou duas unidades do March para o Senai RJ, que serão usadas em treinamentos técnicos ministrados pela instituição. Segundo a montadora a intenção é apoiar a formação de profisisonais qualificados no Estado do Rio de Janeiro, onde a companhia opera fábrica em Resende.

Com os dois veículos a instituição poderá oferecer cursos no segmento automotivo com aulas práticas, de acordo com Joselaine Rampini, gerente operacional do Senai fluminense, que participou da entrega realizada na quinta-feira, 19, junto com Flavio Presezniak, gerente de projetos da Nissan no Brasil.

Ford testa direção remota com internet 5G

São Paulo – A visitantes da SCE, Smart China Expo, uma feira internacional de tecnologia em Chongquing, a Ford demonstrou uma experiência de direção remota usando uma rede de internet 5G. Localizado em Xiantao Big Data Village um Lincoln MKZ Hybrid com plataforma de direção autônoma foi pilotado na sala de operações da feira via internet, a três quilômetros de distância.

 

O “motorista” tomou, dali, as decisões para acelerar, frear ou movimentar o volante por meio dos sinais de áudio e vídeo enviados pelo veículo. Por precaução, outro motorista ficou sentado no banco do automóvel – assumiria a direção em caso de necessidade.

 

O teste contou com parceria do Caeri, Instituto de Pesquisa de Engenharia Automotiva da China, Datang e China Telecom. O objetivo, de acordo com a Ford, foi analisar o desempenho da tecnologia que, acredita a empresa, terá um papel central para o futuro avanço da conectividade e da automatização, segurança e mobilidade do trânsito.

 

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Os elétricos estão chegando. Mas… e a transição?

São Paulo – Os corredores do Salão de Frankfurt 2019 deram clara indicação de qual será o rumo da indústria automotiva europeia nos anos a seguir: eletrificação. Desafiadas por metas agressivas de redução de emissões as montadoras não tiveram alternativa senão esconder os motores a diesel e a gasolina e valorizar o futuro da propulsão elétrico – embora ninguém saiba dizer, ao certo, se o consumidor desejará pagar a conta.

 

No Brasil, desconfiamos: ele não quer pagar. O que se ouve é que o consumidor duvida da estrutura, tanto de rede elétrica, embora as concessionárias de energia garantam que não haverá problemas, quanto da oferta de pontos de recarga no País. É consenso que ainda demorará um tempo para que os elétricos vinguem por aqui, mas eles chegarão.

 

De todo modo, aos poucos a tecnologia vem sendo lançada por aqui, ainda que a preços exorbitantes. O mais barato, oferecido pela chinesa Jac Motors, sairá por R$ 120 mil – um modelo compacto, iEV20. O Nissan Leaf é encontrado por R$ 195 mil, o Renault Zoe não sai por menos de R$ 150 mil e o Chevrolet Bolt chegará em outubro por R$ 175 mil.

 

Somados aos híbridos elétricos representaram 0,2% do total comercializado de janeiro a agosto deste ano, ou 4,2 mil unidades. Parece pouco, mas é o dobro da porcentagem registrada no mesmo período do ano passado – e, se analisarmos os dados de agosto isoladamente, sobe para 0,4% do mercado.

 

Porcentual que tem potencial de crescer com o primeiro lançamento de volume com a tecnologia: o Corolla híbrido flex produzido em Indaiatuba, SP. A Toyota projeta vendas de 1 mil unidades/mês – meta que, se alcançada, quase dobra o volume registrado até agosto. É, por enquanto, a única em apostar em híbridos no mercado brasileiro:

 

“Faz todo o sentido porque o Brasil tem o etanol”, justificou Masahiro Inoue, CEO e chairman da Toyota América Latina. “Apostamos que a tecnologia híbrida será bastante difundida por aqui e ainda demorará para chegar a elétrica”.

 

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A opinião é compartilhada por muitos executivos da indústria, mas só a Toyota fez o movimento. Os planos de veículos híbridos flex das concorrentes estão guardados dentro da gaveta, já aberta e com a mão do executivo por cima: basta que o Corolla caia no gosto do brasileiro para que este puxe o papel para a mesa de reunião.

 

Mas nem todos. Renault e Nissan há anos têm o discurso único de eletrificação. Carlos Zarlenga, presidente da General Motors América do Sul, segue a mesma linha: “No longo prazo a América do Sul terá 100% de propulsão elétrica, como em todo o mundo. A transição é impossível de prever, dependerá de muitas coisas, mas a GM só terá elétrico, não lançaremos híbridos”.

 

Segundo Zarlenga o tempo de transição pode, inclusive, ser mais curto do que o esperado. Ele cita como exemplo os SUVs, que demoraram bem menos tempo para cair no gosto do consumidor brasileiro do que a média lá fora: “Tem um fator aí que é o tempo de desenvolvimento. Quando o brasileiro começou a pedir SUV a tecnologia desses modelos já estava pronta. O mesmo acontecerá com o elétrico: não precisará de novo desenvolvimento, eles já estarão disponíveis”.

 

Sergio Habib, presidente do Grupo SHC, que representa a Jac Motors no Brasil, acredita no caminho único: o motor elétrico. “Hoje o preço das baterias é o principal entrave. Quando esse custo cair os veículos elétricos dominarão o mercado.”

 

Ele alega que as vendas de híbridos caíram no ano passado e no primeiro semestre deste ano – la fora –, o que demonstraria o fim do seu ciclo: “O segmento híbrido perderá espaço antes mesmo de ter o volume esperado. Esse tipo de veículo não reduz os problemas de emissões como um 100% elétrico”.

 

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Fundo de programas prioritários já tem R$ 100 milhões

São Paulo – Foi assinado na sexta-feira, 20, na sede da Anfavea, em São Paulo, o protocolo de lançamento dos Programas Prioritários do Rota 2030, os PPPs que, a partir de agora e pelos próximos cinco anos, passarão receber de montadoras e de empresas fabricantes de autopeças 2% do que seria recolhido em impostos de importação no regime ex-tarifário.

 

Os programas escolhidos pelo Conselho Gestor foram divulgados em evento que teve a participação de representantes da Anfavea, do Sindipeças, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, de Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, e de Antonio Megale, presidente da Anfavea durante toda a discussão do 2030.

 

Por ora o fundo reservado para receber os depósitos das empresas tem disponível cerca de R$ 100 milhões, disse Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, que foram arrecadados ao longo do primeiro semestre por algumas empresas do setor que ajudaram a criar a lista de componentes com importação em regime ex-tarifário.

Os recursos não passam pelo governo federal. Nessa primeira etapa serão depositados diretamente pelas montadoras e fabricantes de autopeças nas contas das cinco instituições hoje anunciadas. Em alguns meses, quando já houver uma cesta de projetos selecionados pelas cinco instituições, os fabricantes poderão depositar os valores diretamente na conta dos projetos de empresas, instituições ou startups. Cabe à empresa decidir onde alocar os recursos, sempre com a supervisão e acompanhamento do Conselho Gestor.

 

Até dezembro a expectativa da indústria é a de que nesse fundo sejam depositados R$ 200 milhões em recursos por ano para os seis programas prioritários das cinco entidades escolhidas pelo Conselho Gestor, somando R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos. Cada uma, segundo Gustavo Ene, secretário do Desenvolvimento, Indústria, Comercio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, terá um teto máximo de aporte a receber para desenvolver o seu programa.

 

No caso do Senai, por exemplo, com o programa Alavancagem de Alianças para o Setor Automotivo, o teto estabelecido é de R$ 40 milhões por ano. A Embrapii também terá acesso a R$ 40 milhões anuais para financiar projetos de empresas dentro do seu programa de desenvolvimento da cadeia de fornecedores. BNDES, Finep e Fundep, essa com dois programas, são as outras instituições selecionadas.

 

Existe a possibilidade, segundo Luiz Carlos Moraes, de que programas com baixa ou nenhuma procura pelas montadoras e autopeças deixem de ser atendidos pela medida vinculada ao Rota 2030, sendo substituída por novos projetos. Ao todo, 34 programas foram enviados a Brasília, DF, para serem escolhidos pelo conselho.

 

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Randon lançará produto conceito na Fenatran

São Paulo — A Empresas Randon mostrará na Fenatran um produto conceito que promete ser conectado às novas tendências de tecnologia do mercado. Seu lançamento está marcado para 14 de outubro, o primeiro dia do evento que vai até 18, em São Paulo.

 

A Randon também levará implementos que se diferenciam no mercado pela redução de peso, graças ao trabalho da equipe do CTR, Centro Tecnológico Randon, que foi responsável pelo desenvolvimento. Segundo Alexandre Gazi, COO da divisão montadora da empresa, as novidades mostradas no evento oferecem mais segurança, produtividade e durabilidade, com custos operacionais menores.

Ricardo Ochiai é o novo diretor comercial da Volvo Cars

São Paulo — Ricardo Ochiai, que há três anos e meio ocupava a gerência nacional de vendas da Volvo Cars Brasil, assume agora a diretoria comercial, sucedendo a João Oliveira — que se transferiu para a Citroën.

 

O novo diretor terá como principal objetivo manter o ritmo acelerado das vendas Volvo e consolidar a chegada do novo S60. De janeiro a agosto a Volvo Car vendeu 4 mil 863 automóveis, alta de 20% na comparação com o mesmo período de 2018. Ochiai disse que a companhia tem meta agressiva de crescimento contínuo de vendas.

 

Até dezembro a empresa espera chegar a 8 mil automóveis vendidos, crescimento de 17% com relação ao ano passado.