Os elétricos do esvaziado Salão de Frankfurt

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São Paulo – Como nas últimas edições do Salão de Frankfurt a de 2019, que abre as portas ao público na quinta-feira, 12, é quase monotemática: carros elétricos. As principais novidades apresentadas trazem sob o capô um conjunto powertrain elétrico, tradução do esforço das fabricantes em atender às rígidas metas de redução de emissões da União Europeia.

 

A edição 2019 do tradicional salão alemão ficou esvaziada com a ausência de grandes fabricantes, como FCA, General Motors, Nissan e Toyota. Quem aproveitou os holofotes foram as fabricantes alemãs, especialmente a Volkswagen, que apresentou sua linha montada sobre a MEB, plataforma desenvolvida para a eletrificação.

 

O grande destaque foi o VW ID.3, tido pela companhia como o terceiro mais importante capitulo de sua história: “Com o Fusca a Volkswagen criou a mobilidade individual para todos e, depois, democratizou novas tecnologias com o Golf”, afirmou, em nota Ralf Brandstätter, COO da marca Volkswagen. “Com o ID.3 queremos tornar a mobilidade com emissão zero atraente para todos os clientes”.  

 

A produção em série sobre a plataforma MEB começa em novembro, na Alemanha. Durante o salão a VW anunciou que serão três tamanhos de bateria: a básica garante autonomia de até 330 quilômetros, por 30 mil euro, com recarga rápida de cerca de 90% da capacidade em 30 minutos. Mais em conta, o e-up! – 21 mil 975 euro, com autonomia de 260 quilômetros – é outro modelo apresentado no estande da VW, bem como o já difundido e-Golf.

 

A Mercedes-Benz destaca, ainda conceito, o Vision EQS, que dará origem à família EQ. Impressiona a autonomia: 700 quilômetros.

 

Melhor situado dentre as empresas alemãs na eletromobilidade o Grupo BMW ressaltou sua intenção de chegar a 1 milhão de modelos elétricos rodando nas ruas até o fim de 2021. O presidente do conselho de administração, Oliver Zipse, destacou, em nota, a posição de vanguarda: “Nenhum fabricante entregou mais carros eletrificados a seus clientes na Alemanha, neste ano, do que o Grupo BMW. Na Noruega três em cada quatro veículos novos vendidos por nós possuem conjunto motriz eletrificado”.

 

Por isso a empresa já começa a olhar adiante, as células de combustível de hidrogênio. A ideia é colocar veículos em teste em 2022, em um modelo baseado no atual X5.

 

Apesar da ausência da Peugeot e da Citroën o Grupo PSA participa do Salão com Opel. E apresentou uma novidade conhecida dos brasileiros, embora um pouco mais moderna: a sexta geração do Corsa, que por aqui chegou com o emblema Chevrolet, produzido pela General Motors. Com o visual completamente modificado o modelo agora passa a ser 100% elétrico – e não há previsão de desembarque no mercado brasileiro, até porque a empresa não tem planos de oferecer modelos Opel aqui.

 

Ainda no campo dos elétricos a Honda mostrou o E, seu primeiro elétrico, compacto – que segue as linhas do conceito anteriormente revelado. A Porsche exibe o seu esportivo Taycan, que alcança até 761 cv com motor elétrico.

 

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Saindo um pouco do tema principal a Renault usa o salão para mostrar a nova geração do SUV Captur – que, mesmo assim, tem uma versão híbrida plug-in – e a Land Rover apresentou o novo Defender, que troca o visual icônico, mais espartano, por uma espécie de versão gourmet.

 

Foto: Divulgação.