Crescem 48% as vendas de implementos

São Paulo — As vendas de implementos rodoviários cresceram 48% até maio, para 46 mil 668 unidades vendidas, contra 31 mil 532 comercializadas no mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, na quinta-feira, 13.

 

Os reboques e semirreboques, da linha pesada, cresceram 63,1% no acumulado do ano, com 25 mil 597 implementos comercializados. O segmento leve, de carrocerias sobre chassis, que nas vendas de caminhões têm apresentado recuperação mais lenta, segue o mesmo ritmo, com alta de 33% no ano e 21 mil 71 unidades vendidas.

 

Dentro do segmento Pesado e Leve existem 22 categorias e, segundo Norberto Fabris, presidente da Anfir, a expectativa para esse ano é a de que a recuperação seja mais equilibrada: “É importante que todas as categorias reajam para termos um mercado sustentável. Nas vendas até maio apenas quatro categorias ainda não apresentaram crescimento, o que mostra um equilíbrio maior em 2019”.

 

Das quatro categorias ainda em queda três são dos pesados: Baú Frigorífico, Tanque Inox e Canavieiro. Já no segmento leve as vendas de Baú Lonado ainda não se recuperaram, mas essa diferença no acumulado foi pequena, segundo Fabris: “Nesse caso foram apenas seis unidades a menos. Então é como se no segmento leve uma categoria tivesse empatada até maio e as demais cresceram”.

 

As exportações também cresceram, para 1 mil 51 implementos, expansão de 17,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

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Doria envia IncentivAuto para a Assembleia Legislativa

São Paulo – O governo do Estado de São Paulo, João Doria, enviou o texto do IncentivAuto, o programa estadual de incentivo ao setor automotivo, para a aprovação pela Assembleia Legislativa — com pedido de urgência. Segundo Henrique Meirelles, secretário estadual da Fazenda e do Planejamento, não há prazo para que o PL seja aprovado pelo poder legislativo, mas há a expectativa de que o processo todo ocorra até o fim do mês.

 

Meirelles afirmou, na quarta-feira, 12, que até o momento estão credenciadas no programa as montadoras General Motors e Scania, que este ano anunciaram investimentos que se enquadram no escopo do IncentivAuto. As regras acerca da concessão dos descontos no ICMS, informou o secretário, estão sendo finalizada pela Fazenda do Estado e integrarão o texto, provavelmente, após a transformação do PL em lei: “Estamos formulando o cálculo que será aplicado no volume de vendas para se chegar ao desconto futuro na tributação”.

 

O decreto 64 130, que instituiu o regime estadual, foi publicado em 9 de março no Diário Oficial do Estado sem o trecho que contém as regras que estabelecem a habilitação ao programa afora as já divulgadas: o Estado concederá descontos de até 25% no ICMS em novos investimentos que superem R$ 1 bilhão, mas com a geração de, no mínimo, quatrocentos novos postos de trabalho. O governo vinha adiando a publicação das regras do programa e algumas montadoras, como a Toyota, aguardam a divulgação para poder se credenciar.

 

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Volvo e Uber desenvolvem carro autônomo de produção em série

São Paulo – A Volvo Cars apresentou, na quarta-feira, 12, seu primeiro carro autônomo com produção em série, desenvolvido em parceria com a Uber. O veículo é um XC90 equipado com sistema autônomo da Uber e as empresas trabalham juntas nesse projeto desde 2016.

 

O veículo é equipado com um sistema de backup composto por sensores que, caso a autonomia da bateria falhe — ou o sistema autônomo — , entra em ação imediatamente e para parar o carro. A intenção é que no futuro os veículos com a tecnologia desenvolvida pelas duas empresas integrem a frota de veículos da Uber, que oferecerá o serviço autônomo de transporte de passageiros.

 

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Produção do VW Constellation atinge 230 mil unidades

São Paulo – A produção da família de caminhões Constellation, da Volkswagen Caminhões e Ônibus, atingiu a marca de 230 mil unidades na fábrica de Resende, RJ. Junto com o marco produtivo a empresa também comemora o bom resultado de vendas do modelo no ano, com alta de 64% até maio na comparação com o mesmo período do ano passado, o equivalente a 39 mil 93 unidades licenciadas.

 

Algumas versões do caminhão se destacaram no mercado e fizeram com que a empresa registrasse este crescimento, como o Constellation 23.230, que aumentou suas vendas em 418%. A versão 31.280 cresceu 148%, a 19.360 137% e a 17.230 112% até maio.

 

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Neobus fecha novo negócio em Sergipe

São Paulo – A Neobus vendeu dez ônibus para a empresa de transportes Águia Dourada, que opera no transporte de passageiros nos segmentos urbano, escolar, de fretamento, rodoviário intermunicipal e de turismo, em Aracaju, SE, e possui frota com mais de 180 veículos.

 

O modelo escolhido pela empresa foi o Spectrum 325. As dez unidades serão usadas nos segmentos de fretamento, rodoviário intermunicipal e linhas de curta e média distância. Segundo a Neobus as entregas serão realizadas até o fim do mês.

Setor busca opções para a demora nas reformas

São Paulo – Executivos da indústria automotiva brasileira trabalham na busca por alternativas para desatar o nó que atrapalha o crescimento da produção de veículos. Embora o mercado brasileiro mantenha sua trajetória ascendente e apresente, mês a mês, índices de avanço de dois dígitos, boa parte desta alta é sustentada pelas vendas a frotistas, com margens mais apertadas e sem impacto positivo significativo nos balanços financeiros das empresas.

 

Ao cenário doméstico se soma a situação econômica da Argentina, que sofre com mais uma crise e reduz as encomendas das fábricas brasileiras. O resultado reflete na produção de veículos – que, até maio, apresentou crescimento mas corre riscos se o estado atual das coisas não for alterado.

 

O apoio dos executivos às reformas, primeiro a da Previdência e depois a tributária, se mantém, mas já não é visto como ponto fundamental. Cinco meses já se passaram desde a posse do novo governo e o cenário é de PIB em queda e o índice de desemprego elevado. O País segue estagnado e é preciso atacar algumas ineficiências.

 

“Entendemos a situação fiscal do Brasil, mas não podemos ficar esperando a aprovação das reformas”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, durante o Fórum Estadão Exportar para Gerar Riquezas e Emprego, na quarta-feira, 12, em São Paulo, no qual apresentou proposta de aumento do Reintegra de 0,1% para 10% — o que, nas suas contas, permitirá exportar 1 milhão de veículos e criar 120 mil empregos em toda a cadeia.

 

Antonio Filosa, presidente da FCA na América Latina, disse que a companhia tem visão otimista acerca da agenda econômica do atual governo, mas “falta capacidade de execução e, principalmente, timing. Isso começa a se tornar um fator sensível. O importante para a nossa indústria é o tempo com que as coisas estão caminhando. O reflexo das reformas, uma vez aprovadas, demoram até dois anos para ser percebido. Precisamos de algo mais rápido”.

 

A vontade da indústria, porém, pode esbarrar no ritmo do governo. Segundo o secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles – que traz em sua opinião a experiência de anos trabalhando no governo federal –, os pleitos da indústria só poderão ser discutidos após a equalização do déficit fiscal do País: “Isso só será possível com as reformas. Só depois que o governo terá condições para discutir uma nova alíquota”.

 

Foi pensando nisso que o presidente da General Motors, Carlos Zarlenga, sugeriu algo inusitado para compensar essa perda de arrecadação com o Reintegra: aumento de impostos. Segundo ele há a possibilidade de elevar o IPI, por exemplo, para que o governo eleve o Reintegra.

 

“IPI ou ICMS, por exemplo, são tributos que conseguimos articular com as vendas no mercado interno. O que não podemos fazer é exportar imposto, ou melhor, fazer com que o brasileiro pague o imposto que um chileno, que vive em um mercado aberto, não paga, pois é isso o que está acontecendo atualmente”.

 

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Indústria leva ao governo plano para ampliar exportações

São Paulo – A indústria automotiva articula medida para voltar a exportar mais, informou na quarta-feira, 12, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Na semana passada a entidade apresentou, em Brasília, DF, proposta que trata da elevação da alíquota do Reintegra dos atuais 0,1% para 10% para tornar viável incremento de 1 milhão de unidades ao volume de exportações de automóveis fabricados no País e, ainda, criação de 120 mil novas vagas na cadeia.

 

O planejamento foi apresentado a Carlos Alexandre Jorge da Costa, da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, vinculada ao Ministério da Economia. De acordo com o presidente Luiz Carlos Moraes o retorno do governo foi positivo, e a proposta deverá passar agora por ajustes finos, como no dimensionamento do mercado latino-americano e nas contrapartidas ao Estado:

 

“Em linhas gerais o estudo simulou o cenário ideal para que as exportações à América do Sul voltassem a crescer no curto prazo. Observamos demandas na região, a capacidade das fábricas instaladas aqui e qual porcentagem do Reintegra garantiria um nível de competitividade maior para os automóveis brasileiros em outros mercados. O que concluímos, a princípio, é que em pamatar de 10% seja possível adicionar 1 milhão de unidades às exportações”.

 

Neste ano o desempenho das exportações do setor vive momento inverso ao observado nos últimos dois anos, quando a indústria alcançou recorde. Em 2017, apontam dados da Anfavea, as exportações chegaram ao patamar histórico de 766 mil 13 unidades. No ano seguinte o volume foi reduzido em 17,9%, chegando a 629 mil 175 unidades, reflexo da crise argentina que ainda se reflete de forma negativa nos números em 2019.

 

O Reintegra, convertido em lei em 2014, serve como mecanismo que devolve parcial ou integralmente o resíduo tributário remanescente na cadeia de produção de bens exportados. Por meio dele as montadoras que exportam podem apurar crédito mediante a aplicação de porcentual estabelecido, hoje 0,1%, sobre a receita obtida com a exportação de veículos.

 

Com uma alíquota próxima aos 10% o setor afirma que seria possível fazer com que os veículos brasileiros competissem nos mercados da América do Sul – muito aberto aos veículos produzidos na Ásia e nos Estados Unidos – em pé de igualdade. Carlos Zarlenga, presidente da General Motors na América do Sul, também presente ao Fórum Estadão Exportar para Gerar Riquezas e Emprego, afirmou que, nas atuais condições, a empresa exporta imposto para região:

 

“A retomada do incentivo às exportações, desonerando parte do custo tributário, é uma resposta rápida que podemos dar ao declínio dos embarques, e também fará com que o veículo nacional seja mais competitivo nos mercados locais. Estamos falando de um mercado potencial de 5 milhões de unidades que está sendo explorado por competidores que não possuem fábrica aqui. A capacidade instalada consegue absorver a demanda”.

 

O executivo disse, ainda, que a indústria estaria disposta a “abrir mão de pontos no IPI”, o imposto federal que incide sobre produtos industrializados, como forma de não reduzir a arrecadação fiscal, um tema tratado pela atual equipe econômica do Governo como de maior prioridade:

 

“IPI ou ICMS, por exemplo, são tributos que conseguimos articular com as vendas no mercado interno. O que não podemos fazer é exportar imposto, ou melhor, fazer com que o brasileiro pague o imposto que um chileno, que vive em um mercado aberto, não paga, pois é isso o que está acontecendo atualmente”.

 

Em março, durante o Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, Zarlenga apresentou uma espécie de esboço do que viria a ser o pleito que, hoje, é feito em conjunto com as demais empresas sob a articulação da Anfavea. O movimento representa uma espécie de plano B caso as reformas tão esperadas pelo setor – a da previdência e a tributária – demorem para ser realizadas.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.

Ford lança série especial para Ka e Ecosport

São Paulo – Em comemoração aos seus primeiros 100 anos no Brasil a Ford lançou duas séries limitadas, para o Ka e para o Ecosport. Ambas as versões terão um emblema na lateral com a bandeira do Brasil e o numeral 100 e se juntam as outras versões especiais, como a Freestyle.

 

A produção da série 100 Anos do Ka será limitada em 1 mil unidades, com motor 1.5 de três cilindros e 136 cv e câmbio automático de seis velocidades, e a do Ecosport em quinhentas unidades, com o mesmo motor 1.5, mas de 137, cv e câmbio automático de seis marchas.

 

Internamente o acabamento das duas versões também será diferenciado, usando preto no painel e no teto, novos bancos e multimídia SYNC 2.5 com tela de 7 polegadas e conectividade com Apple CarPlay, Android Auto e Waze. Os modelos oferecem direção elétrica, ar-condicionado, trio elétrico, faróis de neblina e computador de bordo.

 

O Ka 100 Anos será vendido por R$ 65 mil 990 e o Ecosport 100 Anos por R$ 89 mil 990.

 

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Volkswagen exige conduta sustentável de seus fornecedores

São Paulo – A Volkswagen passa a exigir de seus fornecedores, a partir do mês que vem, o cumprimento de processos de sustentabilidade como um dos critérios para a nomeação para novos projetos. A empresa informou, por meio de comunicado, que os fornecedores também precisarão atender aos seus padrões de condutas sociais, ambientais e de compliance.

 

As regras seguirão o Sustentabilty Rating, um sistema desenvolvido pela companhia. Os fornecedores precisarão compartilhar informações de sustentabilidade por meio de uma plataforma digital e a VW, com esses dados, avaliará e ranqueará as empresas. A análise pode, ainda, incluir visitas presenciais para ajudar a empresa a decidir se habilitará ou não o fornecedor.

 

“Temos a sustentabilidade como parte fundamental para o sucesso do nosso negócio e com esse programa queremos incentivar nossos parceiros a seguirem a mesma linha, especialmente no que diz respeito aos direitos humanos, saúde e segurança, meio ambiente e combate à corrupção”, disse, em nota Martin Fries, vice-presidente de compras da VW América do Sul e do Brasil. “A partir do resultado da avaliação as empresas também receberão sugestões de melhorias contínuas. Com isso damos um passo importante para o desenvolvimento de uma rede de fornecedores ainda mais sustentáveis”.

 

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Bridgestone apresenta dois pneus para a reposição

São Pedro, SP – Dois segmentos crescentes do mercado brasileiro de automóveis ganharam pneus Bridgestone para a reposição. A empresa apresentou na terça-feira, 11, o Firestone Destination LE2, para os utilitários esportivos, e o Bridgestone Turanza T005, para os modelos de alto desempenho.

 

Um deles, na verdade, já é equipamento original do T-Cross – e não é o destinado aos utilitários esportivos. Além do SUV da Volkswagen, o Turanza R005 equipará a nova geração do Toyota Corolla que chega ao mercado em setembro ou outubro.

 

Segundo Marília Padrão, executiva de marketing da Bridgestone, este pneu atenderá a modelos como Volskwagen Jetta e Passat, Honda Civic, Ford Fusion e Fiat 500. São onze medidas diferentes nos aros 17 e 18.

 

Já o Destination LE2, desenvolvido especialmente para o SUV, será oferecido nos aros 16, 17 e 18, com oito medidas, capaz de equipar modelos como Suzuki Vitara, Hyundai Tucson e Santa Fé, Mitsubishi ASX e Jeep Compass.

 

Ambos os pneus serão vendidos nos mais de quinhentos pontos de vendas Bridgestone no Brasil.

 

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