São Paulo – Os primeiros ônibus elétricos da Volkswagen Caminhões e Ônibus começaram a rodar na cidade de São Paulo na fase final de testes. Quatro unidades do modelo e-Volksbus 22L produzidas em Resende, RJ, serão usadas diariamente em operações reais de alguns clientes nos próximos meses.
Uma unidade já roda com a Transpass e as demais chegarão para outras empresas em breve. Nessa fase de testes as empresas terão acompanhamento permanente de funcionários da VW Caminhões e Ônibus, responsáveis por orientar a melhor forma de operar o veículo assim como algumas manutenções que podem ser realizadas nas garagens.
Ao mesmo tempo em que os testes são realizados a montadora está preparando sua rede de concessionários para o atendimento de pós-vendas dos ônibus elétricos e criando o estoque de peças necessário.
São Paulo – Otimista a Fenabrave mantém, por ora, a projeção de que o mercado doméstico de automóveis e comerciais leves encerrará o ano com 2,6 milhões de unidades, 5% acima dos 2,4 milhões de 2024. No entanto, ainda que alcance este número e retome o patamar pré-pandemia de 2019, estará 28% aquém do recorde obtido em 2012, de 3,6 milhões de unidades – no ano passado a diferença chegou a 31,6%. Foi o que afirmou o presidente da entidade, Arcélio Junior, durante a abertura do Fórum AutoData Perspectivas Automóveis 2025.
“O principal fator que nos anima é a aprovação do marco legal das garantias, pois acreditamos que ampliará o apetite por crédito apesar dos juros altos, que só deverão começar a diminuir no ano que vem. E o segundo semestre sempre traz tendência maior de vendas do que o primeiro.”
O dirigente afirmou, ainda, que no meio do ano será feita uma revisão da perspectiva, e que, a depender do cenário, a Fenabrave poderá elevá-la um pouco para cima.
Outro fator positivo, em sua avaliação, é o programa nacional de renovação da frota de veículos. Em 2025 a entidade foi escolhida para encabeçar o grupo de trabalho que conta com o apoio do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústrias, Comércio e Serviços, da Anfavea, do Sindipeças e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, dentre outros.
A primeira etapa contemplará caminhões, ônibus e implementos rodoviários, e ficarão para a segunda fase automóveis, comerciais leves e máquinas agrícolas: “Sabemos que é um projeto antigo, mas percebemos vontade política de tornar o programa permanente. É algo complexo e precisamos ir atrás de recursos financeiros, o BNDES deverá participar. Estamos acompanhando com lupa a fase de regulamentação”.
Arcélio Junior pontuou ainda que, mesmo que o segmento de motocicletas continue em expansão e rume para o recorde de 2 milhões de emplacamentos em 2025, parte pela questão econômica do País e parte pelo maior uso do veículo para trabalhar, não reduzirá o potencial de automóveis e comerciais leves:
“No pós-pandemia houve aumento da demanda por delivery e a moto tornou-se uma segunda opção de locomoção das famílias. Mas não acredito que se a oferta de crédito melhorar a venda de motos diminuirá. Creio que deverá continuar crescendo, assim como a de automóveis”, afirmou o dirigente, ao complementar: “Toda crise passa e esta também passará. Nosso setor é resiliente”.
“A Argentina tem tradição em produção de picapes e um mercado forte”, afirmou Cappellano a jornalistas em entrevista coletiva online na terça-feira, 13. “Existem muitos fornecedores próximos a Córdoba, o que permitiu que ampliássemos o conteúdo local da picape.”
Para Córdoba serão adicionados 1,8 mil postos de trabalho durante todo o ciclo de investimentos. A linha da Titano tem capacidade para produzir 45 mil unidades por ano. Cappellano fez segredo sobre quantos e quais serão os próximos modelos a serem introduzidos na fábrica, mas garantiu que todos serão exportados para a região e, quem sabe, para outros mercados.
A Titano terá mais de 50% do seu volume direcionado ao Brasil. A picape começará a chegar às revendas nas próximas semanas e é, de acordo com o presidente da Stellantis, bem diferente daquela produzida no Uruguai. Não tanto no design, mas na mecânica: “Motor, suspensão, elétrica e eletrônica são novos”.
Emanuele Cappellano presidente da Stellantis América do Sul. Foto Leo Lara/Divulgação.
O motor é o Multijet 2.2 turbodiesel, que até 2027 será também produzido em Córdoba – neste primeiro momento é importado da Itália. As demais novas configurações da Titano serão guardadas em segredo até o lançamento oficial da picape.
E as picapes produzidas no Brasil?
Cappellano garantiu que a transformação de Córdoba em polo de picapes não significa o fim de produção de três picapes Stellanis produzidas em fábricas brasileiras, a Fiat Strada, em Betim, MG, e a Fiat Toro e a Ram Rampage, em Goiana, PE:
“Elas continuarão em linha. A Strada é líder em vendas e as outras duas picapes também são bem aceitas, mas são de segmentos diferentes”, disse, sem entrar em pormenores.
E a Nordex?
A fábrica uruguaia, da qual a Stellantis detém 49% de participação societária, deixou de produzir a picape mas segue com os utilitários Fiat, Peugeot e Citroën em linha. Cappellano disse que em breve novidades serão divulgadas para a fábrica, que manterá, segundo ele, o foco na produção de veículos utilitários. Novos modelos deverão ser introduzidos.
São Paulo – Após registrar US$ 4,5 bilhões de prejuízo no ano fiscal de abril de 2024 a março de 2025 a Nissan apresentou, na terça-feira, 13, seu plano de reestruturação global Re:Nissan. Para voltar a crescer e voltar ao lucro operacional já no ano fiscal de 2026 – para o atual, de 2025, a companhia evitou fazer projeções financeiras – serão fechadas sete fábricas e cortados 20 mil postos de trabalho até o ano fiscal de 2027.
A meta traçada pela área multidisciplinar criada e formada por trezentos especialistas, com poder de tomar decisões com relação aos custos, é a de reduzir em US$ 3,4 bilhões os custos fixos e variáveis, em comparação aos do ano fiscal passado. Será metade para cada: US$ 1,7 bilhão nos fixos, com os fechamentos de operações fabris, cortes de postos de trabalho e mudanças na política de desenvolvimentos, e outros US$ 1,7 bilhão nos variáveis, que inclui pausa nas atividades de produto avançadas para mobilizar 3 mil pessoas para focar em redução de custos e redução no número de fornecedores.
Não foram citados os locais onde serão promovidos fechamento de fábricas e demissões, mas a operação de Resende, RJ, deve, inicialmente, estar de fora do movimento de cortes. Iniciou, recentemente, a produção do Novo Kicks, que chegará ao mercado nas próximas semanas, e tem no seu horizonte a entrada de um SUV inédito, com alto potencial de exportação. O ciclo de investimento de R$ 2,8 bilhões, porém, se encerra no fim do ano.
Mudanças no desenvolvimento e fornecedores
Os processos de engenharia da Nissan serão reestruturados, com redução de custos e melhoria da velocidade. As instalações serão racionalizadas e a força de trabalho alocada para regiões mais competitivas. A meta é reduzir em 20% o custo médio por hora da área.
Outra medida de reestruturação será aplicada nas plataformas, que serão reduzidas de treze para sete até o fim do ano fiscal de 2035. A ideia também é reduzir em 70% a complexidade de componentes, o que significará menos fornecedores com mais volume, e encurtar os prazos de desenvolvimento para trinta meses.
São Paulo – Em encontro de seu fundador e chairman, Jack Wey, com a comitiva brasileira liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pequim, China, a GWM reforçou seu planejamento de investimentos e anunciou qual será o terceiro modelo produzido em Iracemápolis, SP, junto dos já confirmados SUV Haval H6 e picape Poer: o Haval H9, um SUV de sete lugares.
Conforme publicado pela Agência AutoDataa inauguração da fábrica está prevista para julho – Wey fez, pessoalmente, o convite para Lula comparecer à cerimônia –, com capacidade de produção inicial de 50 mil unidades e geração de oitocentos empregos diretos. Este volume crescerá gradativamente até alcançar 100 mil veículos por ano, com 2 mil empregos, segundo Wey:
“Ao mesmo tempo o Brasil se tornará um centro de pesquisa e engenharia, impulsionando o desenvolvimento das respectivas cadeias locais de fornecimento”.
Comitiva brasileira se reúne com executivos da GWM em Pequim. Fotos: Ricardo Stuckert/Presidência da República.
A companhia confirmou, também, o segundo ciclo de investimentos, de R$ 6 bilhões, para o período de 2027 a 2032. Serão aplicados na expansão da operação e se somam aos R$ 4 bilhões da primeira fase, completando os R$ 10 bilhões anunciados em 2022.
São Paulo – A BYD planeja a instalação de mais de 150 carregadores rápidos, com potência de até 120 kW, em lojas da marca em todo o País até o fim do ano. Até o momento existem cinquenta eletropostos em concessionárias de São Paulo, Salvador, BA, Brasília, DF, e Florianópolis, SC.
De acordo com a empresa os equipamentos estão disponíveis para qualquer motorista de carro elétrico, independentemente da marca. Disse, ainda, em nota, que já forneceu 1,4 milhão de kWh e evitou a emissão de 215 toneladas de CO2. Por meio do aplicativo BYD Recharge localiza-se aparelhos, reserva-se vagas, monitora-se a recarga em tempo real e ainda calcula-se o impacto ambiental.
Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e chefe comercial e de marketing da BYD Auto, a proposta da empresa vai além de vender veículos elétricos e híbridos: “Estamos ajudando a construir infraestrutura confiável para o Brasil avançar na transição energética, com foco na descarbonização do transporte. Cada carregador instalado é um passo a mais rumo a um futuro mais limpo e eficiente”.
São Paulo — No quarto programa da série Linha de Montagem AutoData o professor Antônio Jorge Martins, coordenador da área de cursos automotivos da Fundação Getúlio Vargas e consultor empresarial, apresentou como as empresas brasileiras do setor automotivo devem se preparar para enfrentar um possível novo ciclo industrial que se iniciará no País a partir do crescimento cada vez maior da presença da indústria automotiva chinesa no cenário global.
Durante a entrevista o professor destacou a importância da melhoria da competitividade e do aumento da capacidade de produção como palavras-chave que devem guiar o setor automotivo brasileiro com força no futuro. Ele ressaltou que, para que o Brasil continue se destacando, é fundamental que atue nestas frentes.
“A indústria automotiva chinesa opera hoje com uma capacidade produtiva anual de 50 milhões de veículos e com um custo operacional imbatível. Para continuar sendo viável como produtor no futuro o Brasil precisa se posicionar rapidamente como provedor principal da América Latina e de parte da África, elevando sua capacidade produtiva para, no mínimo, 10 milhões de unidades anuais.”
O professor sugeriu que, no curto prazo, a colaboração com a indústria chinesa pode representar plano de negócios viável, oferecendo oportunidades de transferência de tecnologia e conhecimento que podem beneficiar o setor automotivo nacional, especialmente no que se refere à tecnologia eletrônica: “O Brasil é muito rico em terras raras, o que é especialmente relevante para a produção de baterias. Isso é de grande interesse para a indústria chinesa”.
Além disto Antônio Jorge sugeriu que o setor automotivo brasileiro deveria buscar acordos com a indústria da Europa e da Ásia, que também estão enfrentando desafios devido à forte presença da indústria chinesa. Essa colaboração poderia fortalecer a posição do Brasil no mercado global.
A importância da sustentabilidade como diferencial competitivo e o papel da inovação na adaptação da indústria brasileira também foram temas da conversa. O professor enfatizou que a capacitação da mão de obra é crucial para lidar com as transformações trazidas pela crescente presença da indústria chinesa.
A entrevista completa está disponível no programa Linha de Montagem AutoData, oferecendo uma visão aprofundada sobre as perspectivas e desafios que o setor automotivo brasileiro enfrentará nos próximos anos.
São Paulo – A receita líquida da Randoncorp chegou a R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 25,8% na comparação com iguais meses do ano passado, segundo balanço divulgado pela companhia. O Ebitda ajustado no período foi de R$ 425,1 milhões, 22,5% maior na mesma base comparativa.
De janeiro a março a Randoncop registrou avanço dos negócios na reposição, representando a maior parte da receita líquida, com participação de 45,7%. Este crescimento foi fundamental para ajudar na expansão, uma vez que houve redução dos negócios ligados ao agronegócio no Brasil e, no mundo, a guerra tarifária pressionou os negócios da companhia.
As receitas internacionais, que consideram os negócios em outros mercados e as exportações a partir do Brasil, quase dobraram de tamanho no primeiro trimestre, com alta de 99,4% com relação ao período de janeiro a março de 2024. O valor total gerado com negócios externos foi R$ 184,5 milhões, puxado pela aquisição de empresas no México, Estados Unidos e Reino Unido:
“A boa demanda do mercado de reposição e a ampliação das nossas receitas internacionais foram fundamentais”, disse o diretor financeiro, Paulo Prignolato, “para mitigar os impactos desse cenário macroeconômico desafiador do momento.”
São Paulo – A Kia anunciou a chegada do Bongo K2500 4×4 ano modelo 2025/2026 nas concessionárias, com um ano a mais de garantia, passando de três para quatro anos ou 100 mil quilômetros rodados. Outra novidade é o intervalo maior para realizar as revisões, que antes era a cada 10 mil quilômetros e que teve um aumento de 50%, passando para 15 mil quilômetros.
De acordo com o diretor técnico da Kia no Brasil, Gabriel Loureiro, estas mudanças foram possíveis por causa das melhorias que o motor do Bongo recebeu, com nova calibração e componentes de maior durabilidade. O executivo acredita que as novidades terão peso positivo para os frotistas.
São Paulo – As vendas de implementos rodoviários somaram 48 mil unidades no primeiro quadrimestre, queda de 3,7% na comparação com idêntico período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Anfir. A retração foi maior do que a registrada nas vendas de caminhões, que recuaram 0,4% de janeiro a abril.
A menor demanda foi puxada pelo segmento pesado, de reboques e semirreboques, que registrou 24,4 mil vendas, volume 19,1% menor do que o comercializado no primeiro quadrimestre do ano passado. O segmento leve, de carroceria sobre chassis, apresentou alta de 19,8%, 23,6 mil implementos.
O novo aumento da taxa Selic, para 14,75%, traz preocupação para o presidente da Anfir, José Carlos Sprícigo: “Juros altos afastam investimentos e, sem aportes aos negócios, as empresas não renovam nem ampliam suas frotas. Com o novo aumento na taxa de juros fica difícil estimar quando o desempenho do segmento de reboques e semirreboques apresentará melhora, porque as empresas não querem se endividar”.
As exportações apresentaram crescimento de 20,3% de janeiro a abril, 895 unidades.