Stellantis promove mudanças na estrutura da DPaschoal

São Paulo – Com o objetivo de fortalecer a atuação no mercado de peças e serviços a Stellantis e a DPaschoal anunciaram mudanças organizacionais. A direção da DPaschoal agora está a cargo de Alessandro Vetorazzi, que acumula a função com a liderança do IAM, Independent Aftermarket, na Stellantis.

Vetorazzi se reportará a Paulo Solti, vice-presidente de peças e serviços da Stellantis para a América do Sul.

Com quase três décadas de experiência no setor o executivo, formado em engenharia mecânica com especialização em gestão empresarial, fez carreira na Renault, passou pela PSA e em 2016 assumiu a direção de marketing pós-venda e, na sequência, a do IAM na Stellantis.

Vetorazzi sucede a Gérson Prado, que a partir de agora é e consultor sênior P&S S&M Global na diretoria de sales & marketing, dentro da estrutura de peças e serviços da Stellantis. Com trajetória de quarenta anos na indústria automotiva ele passou por empresas como Roles, Federal Mogul e SK Automotive.

Indústria de ônibus começa 2025 em alta e com boas perspectivas

São Paulo – A produção de chassis de ônibus cresceu 13,2% em janeiro, na comparação com o primeiro mês de 2024, somando 1,8 mil unidades. Comparado com dezembro também houve aumento de 6,6%, de acordo com dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 10. 

As vendas seguiram o ritmo da produção e somaram 1,8 mil unidades em janeiro, com forte alta de 55% na comparação com igual mês do ano passado e queda de 20,1% na comparação com dezembro. Eduardo Freitas, vice-presidente da entidade, disse que alguns fatores puxaram para cima as vendas no primeiro mês do ano:

“Dois segmentos explicam essa expansão. O primeiro é o urbano, que está em alta desde o ano passado, e o segundo é o Caminho da Escola, que registrou mais de trezentas unidades comercializadas em janeiro contra cerca de trinta no mesmo mês do ano passado”.

Assim como no segmento de caminhões as exportações de ônibus também registraram forte avanço, com alta de 163,7% sobre janeiro do ano passado e 298 unidades exportadas. Na comparação com dezembro houve queda de 24,4%.

Importados representaram 23% dos emplacamentos de janeiro

São Paulo – As importações de veículos alcançaram, em janeiro, sua maior participação no mercado brasileiro desde março de 2012, de acordo com a Anfavea. Dos 171,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus licenciados no primeiro mês do ano 39,3 mil, ou 23%, foram produzidos em outros países, incluídos aqueles com os quais o Brasil mantém ou não acordo comercial bilateral.

Ao passo em que as vendas domésticas subiram 6% de um ano para o outro as importações avançaram 24,8%. Metade do volume, 19,4 mil veículos, veio da Argentina e um quarto, 10,4 mil unidades, da China.

A diferença, como observou o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, é que com a Argentina existe intercâmbio comercial de peças e componentes e muitos dos veículos lá produzidos contêm conteúdo fabricado no Brasil. Há também o acordo comercial bilateral e, em janeiro, o saldo foi equilibrado: 19 mil 365 importações e 19 mil 393 exportações.

Com a China, no entanto, as importações, em sua maioria veículos eletrificados, são com tarifas mais baixas. De janeiro de 2024 para o mês passado o crescimento foi de 30,7%.

Dois movimentos, liderados pela Anfavea, estão em curso para tentar frear as importações: o primeiro, já nas mãos do governo, é o retorno imediato dos 35% do imposto de importação para veículos eletrificados, que tiveram as tarifas reduzidas no passado e estão voltando, de forma escalonada, até julho de 2026. O outro, ainda na fase de estudo, é o pedido de dumping contra veículos chineses – Lima Leite não tocou durante a entrevista coletiva à imprensa, online, na segunda-feira, 10.

Mas existe também a promessa de que dois grandes importadores, BYD e GWM, ainda não associados da Anfavea, iniciem a montagem local de carros ainda em 2025, o que poderá reduzir as importações e até expandir a produção brasileira.

Produção de caminhões inicia o ano com estabilidade

São Paulo – Em janeiro foram produzidos 8 mil caminhões no Brasil, leve alta de 1,3% na comparação com o primeiro mês de 2024 e queda de 24,7% na comparação com dezembro. Os dados foram divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 10, e o seu vice-presidente, Eduardo Freitas, disse que o segmento está estável:

“Agora temos bases normalizadas para realizar as comparações, uma vez que em 2024 a gente comparava com 2023, quando a chegada do Proconve P8 afetou o segmento, cenário que não ocorre mais em 2025, trazendo comparações mais assertivas”.

Freitas disse que mesmo com a estabilidade na comparação com 2024 o segmento ainda está abaixo dos anos de 2021 e 2022, quando foram produzidos 8,8 mil e 9,5 mil caminhões, respectivamente, mostrando que existe espaço para avançar. 

As vendas somaram 9,4 mil unidades no primeiro mês do ano, incremento de 14,5% sobre janeiro de 2024 e queda de 17,8% na comparação com dezembro. Segundo Freitas o avanço foi puxado pela maior demanda por caminhões pesados e semipesados, como já aconteceu no ano passado, mas existem alguns pontos de atenção para os próximos meses:

“Apesar do resultado positivo dois pontos nos preocupam e devem ser monitorados de perto nos próximos meses: a alta do diesel, que começou a se refletir no preço dos fretes e a pressionar os transportadores, e a taxa de juros elevada, que é percebida pelos consumidores na hora de financiar um caminhão novo”.

Para os próximos meses a expectativa da Anfavea é de que a taxa de juros continue subindo, o que traz algumas incertezas para o segmento. Desta forma a entidade acredita que o desempenho no primeiro trimestre será decisivo para mostrar se a venda de caminhões crescerá em 2025 ou ficará em ritmo parecido com 2024, pois no primeiro semestre a safra de grãos deverá impulsionar a demanda, mas no segundo este efeito não será sentido e a taxa para financiamento estará mais alta. 

As exportações de caminhões somaram 1 mil unidades em janeiro, alta de 63% na comparação com igual mês de 2024, puxada pela maior demanda por caminhões no mercado argentino, principal parceiro comercial do Brasil. Com relação a dezembro recuaram 50,7%.

Puxadas pela Argentina exportações crescem 52%

São Paulo – O crescimento de 207% das exportações de veículos para a Argentina em janeiro, totalizando 19,4 mil unidades, estimulou a expansão das vendas externas. No mês passado foram exportadas 28,7 mil unidades, alta de 52,3% em comparação a janeiro de 2024, 18,8 mil.

De acordo com dados da Anfavea divulgados durante entrevista coletiva à imprensa na segunda-feira, 10, um ano atrás os embarques ao país vizinho haviam somado 6,3 mil unidades, o que correspondia a 34% do total das exportações. No mês passado, ao triplicar este volume, a participação argentina disparou para 68%, aproximando-se de fatia histórica sustentada por muitos anos, de 70%.

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, ressaltou a expansão do mercado da Argentina, que nos últimos anos girava em torno de 300 mil unidades, em 2024 chegou a 414 mil unidades – apesar da queda de 8% – e, este ano, poderá alcançar de 550 mil a 600 mil unidades: “Somente em janeiro o mercado argentino cresceu 103%. E, com isto, os veículos brasileiros aumentaram não só o volume como a participação”.

O otimismo é tamanho que mesmo com medida recente que reduziu em 20 pontos porcentuais o imposto para veículos elétricos no país, apesar do alerta que isto coloca às exportações brasileiras, Lima Leite estima que não deverá exercer grande reflexo este ano:

“A Argentina possui as mesmas dificuldades com infraestrutura que o Brasil. Então acredito que para 2025 não haja grande impacto. Para os próximos anos pode ser que gere algum efeito”.

O desempenho positivo do principal parceiro comercial do Brasil foi suficiente para camuflar problemas nos embarques para países como o México, onde, embora o mercado tenha crescido 6%. as exportações brasileiras encolheram 80%, de 3,8 mil para 778 unidades, na relação janeiro de 2024 ao mês passado. Desta forma a participação de veículos brasileiros despencou de 20% para 3%.

“Tivemos produção mais restrita de alguns produtos com boa penetração no México do fim de 2024 ao início de 2025. A maior entrada de outros fabricantes tem ameaçado a presença brasileira”, disse Lima Leite, ao lembrar que no ano passado as vendas ao México “salvaram as exportações brasileiras”.

Outro ponto de atenção refere-se ao fato de que diante da sobretaxação do governo de Donald Trump para veículos mexicanos com imposto de 25% é possível que haja redirecionamento de produto local para o próprio mercado: “As montadoras no México produzem 4 milhões de veículos por ano mas o país consome apenas 1 milhão de unidades. E 80% deste volume têm como destino os Estados Unidos”.

O Chile e a Colômbia também ampliaram seus mercados, respectivamente, em 3% e 24%. No entanto, os embarques brasileiros para estes países caíram 6% e 4%. O mercado chileno, que havia demandando em janeiro do ano passado 1,4 mil veículos brasileiros, este ano recebeu 1,3 mil, com redução da participação de 8% para 5%. E o colombiano passou de 1,3 mil para 1,2 mil, com queda na fatia de 7% para 4%, no mesmo período.

Quanto à receita, US$ 807, 8 milhões, houve acréscimo de 30,2% frente aos US$ 620,6 milhões de janeiro do ano passado. Para Lima Leite o avanço menor em termos porcentuais com relação à quantidade escoada pode se justificar na exportação de itens com valor um pouco abaixo no comparativo, assim como de CKDs.  

Mercado em janeiro foi o melhor para o mês desde o início da pandemia

São Paulo – O volume de veículos 0 KM comercializado em janeiro, 171,2 mil unidades, representou o melhor resultado para o mês desde 2021, 171,1 mil unidades. Foi o terceiro ano consecutivo de crescimento: em janeiro de 2022 foram 126,5 mil e, no mesmo período de 2023, 142,9 mil, alta de 13%. Em 2024 foram 161,6 mil, novo aumento de 13%. E, este ano, o incremento foi de 6%.

Os dados divulgados pela Anfavea, divulgados durante entrevista coletiva à imprensa na segunda-feira, 10, apontam, também, crescimento de 6% para a média diária de vendas, que no mês passado alcançou 7,8 mil veículos contra 7.3 mil em janeiro de 2024.

“Até o momento está em linha com o planejado para 2025″, disse o presidente da entidade, Márcio de Lima Leite. “Vamos ver se no decorrer do ano o volume nos surpreenderá.”

Um dos pontos de atenção para os próximos meses está concentrado no crédito. Nos últimos dois anos a participação das vendas financiadas veio crescendo: em 2023 o pagamento a prazo representou 30% do total e em 2024 subiu para 45%. Mas, diante de Selic em trajetória ascendente, a 13,25% ao ano, os percalços são maiores frente à missão de retomar o índice de 70% de parcelamento na compra do 0 KM, a média histórica: “Temos o grande desafio de fazer o mercado crescer mesmo com juros elevados este ano”.

A participação de veículos eletrificados tem se mantido estável. Em janeiro de 2024 o porcentual foi de 8%, correspondente a 12 mil unidades, e no mês passado chegou a 10%, o equivalente a 16,5 mil veículos. Apesar da pequena variação foi a primeira vez na história que uma a cada dez unidades comercializadas no Brasil foi eletrificada.

Em janeiro foram emplacados 6,5 mil veículos híbridos plug-in, 6,3 mil híbridos e 3,7 mil elétricos. Chama a atenção, porém, o fato de o número de veículos elétricos vendidos ter diminuído na comparação anual, uma vez que no primeiro mês do ano passado 4,4 mil unidades comercializadas eram elétricas.

Tanto as vendas de híbridos quanto de híbridos plug-in aumentaram, pois um ano atrás haviam eram 3,9 mil e 3,8 mil, respectivamente. Tanto que a participação de híbridos passou de 5% para 8% e a de elétricos de 2,9% para 2,3%.

“Ao contrário de China e Europa o Brasil apresentou leve queda na venda de elétricos, o que deve ter grande influência das dificuldades de infraestrutura. Diante do crescimento da participação dos híbridos é possível estimar que os eletrificados ocuparão fatia de 12% a 13% do nosso mercado em 2025.”

Produção de veículos inicia o ano com crescimento de 15%

São Paulo – Em janeiro saíram das linhas de montagem de veículos instaladas no Brasil 175,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, segundo dados divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 10. O volume representa crescimento de 15% sobre o primeiro mês do ano passado, quando a produção somou 152,6 mil veículos, e é o melhor resultado para janeiro desde 2021.

Para o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, o setor continua demonstrando trajetória positiva, mas existem, ainda, preocupações: “Ainda não temos o efeito da subida da taxa de juros na produção”.

De toda forma a produção acompanha o bom desempenho do mercado doméstico, que cresceu 6% em janeiro, e das exportações, que avançaram 52,3% no período, ainda que sobre uma base baixa.

O presidente destacou também o nível de emprego nas montadoras, o maior desde 2019: são 108,2 mil trabalhadores diretos. Em um ano foram gerados mais de 8 mil postos de trabalho pelas fabricantes de veículos leves e pesados:

“Calculamos que a cada emprego direto gerado outros nove surgem ao longo da cadeia. Podemos dizer, portanto, que no último ano foram mais de 100 mil empregos criados”.

Conjuntura global

Às preocupações internas, como a taxa de juros em elevação, somam-se sinais vindo do mercado externo, sobretudo dos Estados Unidos e das intenções de seu presidente, Donald Trump, de elevar taxas de importação. Há algumas semanas ele anunciou aumento para 25% do imposto de importação de produtos importados do México e Canadá e de 10% para os da China, embora tenha recuado no caso dos dois vizinhos.

“Elevação tarifária nos afeta de duas maneiras: a primeira diretamente, com parte desta produção da China, México e Canadá podendo ser direcionada para cá, e a segunda indiretamente, com estes volumes entrando em países da América Latina, os principais destinos das nossas exportações.”

Lima Leite acrescentou que o cenário gera, ainda, volatilidade na economia global que impacta no câmbio. “Também gera efeito direto e indireto na nossa competitividade”.

Por fim existe a situação de insegurança jurídica, que pode obrigar a indústria a refazer sua configuração geográfica, uma vez que os acordos comerciais atualmente existentes tendem a ser modificados.

Teksid abre vagas para auxiliar industrial em Betim

São Paulo – A Stellantis Teksid está contratando interessados para trabalhar como auxiliar industrial em Betim, MG. É necessário ter ensino fundamental completo e estar disponível para trabalhar em um dos três turnos da operação. O número de oportunidades não foi aberto pela companhia.

A empresa oferece alimentação no local de trabalho, ônibus fretado, plano de saúde e odontológico, benefício farmácia, seguro de vida, desconto em academias e outros programas de bem-estar, cesta básica, acesso ao Clube SESI, programa Conte Comigo, kits escolar e de Natal, auxílio lactente para empregadas e auxílio creche. 

Inscrições podem ser feitas até 28 de fevereiro pelo link: https://stellantis.empregare.com/v102596 

IQA abre seleção de empresas para projeto gratuito de sustentabilidade

São Paulo – Empresas do setor que desejam implantar práticas sustentáveis, mas carecem de orientação para consolidar a ideia podem participar, gratuitamente, do Projeto ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas, do IQA, Instituto da Qualidade Automotiva.

A iniciativa inclui atividades como a sensibilização e capacitação de empresas e profissionais por meio de treinamentos, para que possa ser traçada análise sobre a situação atual das organizações neste processo. Também será desenvolvida cartilha com diretrizes para a aplicação das metas ODS na cadeia, além de atlas com diagnóstico da situação atual, visando contribuir à identificação de oportunidades de melhoria.

O intuito do projeto, integrante do IQA DS, Desenvolvimento Sustentável para Mobilidade, é mapear as ações do setor na adoção das 17 metas e 169 objetivos estabelecidos globalmente, com prazo para cumprimento até 2030, que visam promover práticas que equilibram o crescimento econômico, a proteção ambiental e a justiça social.

Podem participar empresas dos setores de indústria, comércio ou serviços automotivos, independentemente do porte ou nível de maturidade em sustentabilidade. Interessados devem entrar em contato com o IQA pelo e-mail marketing@iqa.org.br ou telefone (11) 3181-9181.

GM e sindicato acertam layoff de dois meses em Gravataí a partir de abril

São Paulo – A General Motors acertou com o Sinmgra, Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, layoff de dois meses e oito dias a partir de 22 de abril na fábrica que produz os Chevrolet Onix e Onix Plus. Segundo o presidente do sindicato, Valcir Ascari, em torno de setecentos a 1 mil trabalhadores dos dois turnos da fábrica, e também de sistemistas instalados ao redor, serão afetados com a medida.

O acordo foi fechado em reunião na sexta-feira, 7. Ascari disse que a montadora alegou necessidade de adequar o ritmo de produção à demanda do mercado. Em nota a GM confirmou a razão, o layoff, mas não o prazo:

“A General Motors informa que está em processo de negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí para a adoção de um período de suspensão temporária de contratos de trabalho, que deverá afetar parcialmente a produção. A medida, caso aprovada, tem como objetivo adequar a produção da fábrica de Gravataí, responsável pelos modelos Onix e Onix Plus, à demanda atual do mercado”.

Alguns pontos importantes para os funcionários foram negociados pelo sindicato: vale alimentação integral durante o layoff, o décimo-terceiro salário e PLR integrais e cursos para o pessoal que ficará parado.

A decisão ocorre dias após a montadora anunciar parada na produção da mesma fábrica de Gravataí por trinta dias a partir de 17 de fevereiro, conforme divulgado pela Agência AutoData. A medida afetará os 5 mil funcionários da unidade, que ficarão vinte dias em férias coletivas e outros dez em licença remunerada.

Em janeiro o Chevrolet Onix somou 5,6 mil emplacamentos, alcançando a posição de terceiro mais vendido do mercado. O Chevrolet Onix Plus registrou 3 mil emplacamentos. No total a GM vendeu 19,7 mil unidades no primeiro mês do ano.