São Paulo – Em janeiro foram produzidos 8 mil caminhões no Brasil, leve alta de 1,3% na comparação com o primeiro mês de 2024 e queda de 24,7% na comparação com dezembro. Os dados foram divulgados pela Anfavea na segunda-feira, 10, e o seu vice-presidente, Eduardo Freitas, disse que o segmento está estável:
“Agora temos bases normalizadas para realizar as comparações, uma vez que em 2024 a gente comparava com 2023, quando a chegada do Proconve P8 afetou o segmento, cenário que não ocorre mais em 2025, trazendo comparações mais assertivas”.
Freitas disse que mesmo com a estabilidade na comparação com 2024 o segmento ainda está abaixo dos anos de 2021 e 2022, quando foram produzidos 8,8 mil e 9,5 mil caminhões, respectivamente, mostrando que existe espaço para avançar.
As vendas somaram 9,4 mil unidades no primeiro mês do ano, incremento de 14,5% sobre janeiro de 2024 e queda de 17,8% na comparação com dezembro. Segundo Freitas o avanço foi puxado pela maior demanda por caminhões pesados e semipesados, como já aconteceu no ano passado, mas existem alguns pontos de atenção para os próximos meses:
“Apesar do resultado positivo dois pontos nos preocupam e devem ser monitorados de perto nos próximos meses: a alta do diesel, que começou a se refletir no preço dos fretes e a pressionar os transportadores, e a taxa de juros elevada, que é percebida pelos consumidores na hora de financiar um caminhão novo”.
Para os próximos meses a expectativa da Anfavea é de que a taxa de juros continue subindo, o que traz algumas incertezas para o segmento. Desta forma a entidade acredita que o desempenho no primeiro trimestre será decisivo para mostrar se a venda de caminhões crescerá em 2025 ou ficará em ritmo parecido com 2024, pois no primeiro semestre a safra de grãos deverá impulsionar a demanda, mas no segundo este efeito não será sentido e a taxa para financiamento estará mais alta.
As exportações de caminhões somaram 1 mil unidades em janeiro, alta de 63% na comparação com igual mês de 2024, puxada pela maior demanda por caminhões no mercado argentino, principal parceiro comercial do Brasil. Com relação a dezembro recuaram 50,7%.