São Paulo – A Volkswagen retomou suas exportações para o continente africano, para onde já enviou em torno de 62 mil veículos. Desta vez enviou lote produzido em São José dos Pinhais, PR, com duzentas unidades do T-Cross, para os mercados de Camarões, Costa do Marfim, Gana, Madagascar, Ruanda e Senegal via Porto de Paranaguá, PR, onde o grupo opera terminal próprio.
O SUV já havia sido exportado para o continente africano no passado e agora passa a ser enviado em sua nova versão.
De janeiro a abril a Volkswagen exportou 35,7 mil unidades, alta de 78% em comparação ao mesmo período do ano passado. Neste período o segmento de leves aumentou suas exportações em 46,4%, com 151,8 mil unidades, segundo a Anfavea.
Além da África a Volkswagen exporta para dezoito mercados da América Latina, sendo os principais a Argentina, com 19,7 mil unidades, o México, com 9,1 mil, e o Chile, com 1,7 mil. Os modelos mais exportados foram o Polo, com 15,4 mil unidades, a Saveiro, com 8,3 mil, o T-Cross, com 5,8 mil, e o Nivus, com 5 mil.
São Paulo – A Volvo iniciou a produção de ônibus biarticulados e articulados elétricos no Brasil, em Curitiba, PR. A unidade é a única no mundo que produz o modelo BZRT, em duas configurações, para atender demandas no Brasil e também de outros países que possuem sistemas BRT de transporte.
A primeira unidade do BZRT biarticulado foi produzida na quinta-feira, 8, com 28 metros de comprimento e capacidade para transportar até 250 passageiros, sem emissão de CO2. A produção dos chassis de ônibus elétricos faz parte do investimento de R$ 1,5 bilhão que a montadora iniciou em 2023 e terminará de aplicar até dezembro.
O BZRT tem dois motores elétricos que, juntos, geram potência de 540 cv, acoplados a transmissão automática de duas marchas, baseada no câmbio Volvo I-Shift. O veículo pode ser equipado com até oito baterias, com capacidade total de 720 kWh, e o tempo de recarga varia de 2 a 4 horas, dependendo da estação de carregamento.
A chegada dos ônibus elétricos na produção nacional é mais um passo da Volvo rumo a sua meta de descarbonização, que pretende zerar as emissões de seus veículos até 2040.
São Paulo – Até 2029 a DAF Caminhões investirá R$ 950 milhões para ampliar sua fábrica em Ponta Grossa, PR. A unidade, a primeira da empresa holandesa fora da Europa, foi inaugurada em 2013. O anúncio foi realizado durante encontro com o governador Carlos Massa Ratinho Júnior no fim de abril.
A informação oficial, no entanto, foi divulgada pelo presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, durante entrevista coletiva à imprensa na quinta-feira, 6. Procurada, a empresa apenas confirmou o investimento e disse que, neste momento, não fará nenhuma declaração.
Segundo o governo paranaense nesta nova etapa o plano é dotar a unidade de tecnologia semelhante à da fábrica da DAF da Bélgica. O novo aporte busca ampliar a participação da marca no mercado brasileiro e na América do Sul, e prevê também a produção de novo modelo na fábrica que emprega, hoje, 1 mil 50 funcionários em dois turnos, e tem capacidade de fabricar cinquenta caminhões por dia.
Em 2024 saíram da linha 40 mil veículos, que abasteceram não somente o país como Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Suriname. E em breve deverão ser embarcados também para a Argentina.
Instalado em área total de 2,3 milhões m², o complexo é o maior do grupo no mundo e começou a ser construído em 2011 após investimento de US$ 200 milhões realizado pela Paccar, controladora da DAF. Em 2018 foram injetados R$ 60 milhões a fim de estabelecer linha de montagem de motores. Foi quando começou a operar também um centro de distribuição de 15 mil m² no mesmo local.
São Paulo – A Audi iniciou a pré-venda de mais um modelo elétrico no Brasil, o A6 Sportback e-tron. Aqui será oferecido apenas na versão Performance Black e chega aos concessionários da marca no começo do segundo semestre por R$ 650 mil. Será o primeiro Audi no Brasil comercializado com as argolas iluminadas.
O A6 Sportback e-tron é o segundo modelo produzido na plataforma PPE, plataforma elétrica premium, equipado com nova bateria de íons de lítio que gera 445 quilômetros de autonomia, de acordo com as medições do Inmetro. O carregamento de 10% a 80% pode acontecer em 21 minutos, em eletropostos ultrarrápidos.
São Paulo – Em sua primeira entrevista coletiva como presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet repercutiu a decisão do Copom da quarta-feira, 7, de subir em 0,5 ponto porcentual a taxa Selic, agora em 14,75% ao ano. Fortemente dependente de financiamentos a indústria olha com preocupação a situação dos juros:
“Registramos recentemente a maior taxa média da história para compra de veículos 0 KM, de 29,5% ao ano. Caiu um pouco mas continua em patamares altos, o que dificulta o acesso ao crédito para boa parte da população e encarece os financiamentos”.
Como o movimento já vem de meses e o mercado brasileiro continua com saldo positivo na comparação com o ano passado Calvet disse que, ainda, não vão revisar as projeções da Anfavea para o ano: “O sinal de alerta foi aceso e analisaremos o desempenho da indústria e do mercado no segundo trimestre. Dependendo de como for, reavaliaremos”.
A previsão da Anfavea é de alta de 6,3% dos emplacamentos em 2025 e no quadrimestre o avanço foi de 3,4%. Para o presidente executivo o setor “ainda não precisa correr uma maratona para alcançar a projeção”.
Boletim Focus
A partir de maio a Anfavea passa a ser uma das instituições a enviar suas projeções para ajudar a compor o Boletim Focus, que, semanalmente, traz indicações de crescimento de PIB, inflação e juros. Editado pelo Banco Central, colhe expectativas de instituições financeiras e passou, recentemente, a agregar também de entidades da indústria e serviços.
A mais recente enviada pela Anfavea aponta crescimento de 2,2% do PIB, com 2,1% de alta na indústria, 6,3% da automotiva, 7% do agronegócio e 1,9% de serviços.
São Paulo – O crescimento do mercado brasileiro de veículos, que avançou 3,4% no primeiro quadrimestre do ano diante do resultado de 2024, totalizando 760,4 mil unidades, foi conduzido pelos modelos importados. Enquanto os emplacamentos de unidades produzidas localmente avançaram 0,2% os dos que vieram de outros países aumentaram 18,7%, segundo a Anfavea divulgou na quinta-feira, 8.
“Ainda que positivo o número traz observação de acompanhamento ao longo dos próximos meses”, disse o presidente executivo Igor Calvet. “Nosso intuito é uma produção maior e também uma captura maior desse aumento do mercado pelos modelos nacionais.”
De janeiro a abril ingressaram no País 105,1 mil veículos importados, 25 mil unidades a mais do que no mesmo período de 2024, sendo a maior parte da Argentina, 68,7 mil, alta de 21,5%, e da China, com 44,1 mil unidades e incremento de 28%.
“A diferença é que, com a Argentina, existe de fato uma relação bilateral: importamos, mas também exportamos. Para a China não há esta via de mão dupla, é só importação. E os modelos chineses representaram 6% de todos os emplacamentos no quadrimestre.”
Tailândia e Uruguai também ampliaram significativamente a entrada de veículos no Brasil, com aumentos de 70% e 72,1%, respectivamente, para 2,8 mil e 6,4 mil unidades. A Alemanha elevou sua participação para 10,1%, para 8,1 mil unidades.
Quanto ao México, assim como ocorreu com as exportações, por causa das questões geopolíticas em volta do aumento da tarifas por Donald Trump, também diminuiu os embarques para o País em 30,7%, totalizando 10 mil unidades.
Calvet reforçou a necessidade de haver a recomposição da alíquota do imposto de importação, decisão que ainda não foi tomada pela Camex, e lembrou que em junho o tributo sobe para 25%: “Se no todo não refreia a entrada de veículos ao menos dá uma reorganizada”.
Citou, ainda, que o mais preocupante é o pleito de empresas que estão iniciando sua produção para reduzir ex-tarifários sobre CKD e SKD: “É uma afronta ao trabalhador brasileiro. Não podemos aceitar a redução de imposto. Ainda mais com a previsão da chegada de mais um navio cheio de carros”.
No mês de abril foram licenciados 208,7 mil veículos, 6,7% acima de março, com 195,5 mil, mas 5,5% abaixo do quarto mês de 2024, com 220,8 mil. Um em cada quatro veículos emplacados foram pelas locadoras, com 49,5 mil total – volume, no entanto, menor que o de um ano atrás, quando 56 mil foram vendidos. Quanto à média diária de emplacamentos a curva está semelhante à do ano passado, com 10,4 mil por dia.
São Paulo – A produção brasileira de chassis de ônibus somou 10 mil unidades de janeiro a abril, alta de 8% na comparação com igual período do ano passado. O grande responsável por esse crescimento foi o programa Caminho da Escola, do governo federal, que registrou grande incremento nas entregas, como lembrou o seu vice-presidente Alexandre Parker:
“O Caminho da Escola tem puxado bastante o avanço da produção, uma vez que no ano passado tivemos poucas entregas e, em 2025, o volume entregue para o programa cresceu 450% até abril”.
Em abril foram produzidos 2,9 mil chassis, volume 2,4% superior ao de abril do ano passado, mas levemente menor do que o fabricado em março, com queda de 0,2%.
As vendas somaram 7,7 mil unidades no primeiro quadrimestre, avanço de 32,4% na comparação com iguais meses do ano passado. Em abril foram emplacados 2,2 mil ônibus, alta de 26,8% sobre abril do ano passado e de 22,8% com relação a março:
“Junto com o crescimento puxado pelo Caminho da Escola também notamos que o segmento ainda se recupera da pandemia e algumas empresas estão renovando suas frotas de ônibus urbanos, rodoviários e de fretamento”.
As exportações somaram 2 mil unidades de janeiro a abril, incremento de 51,7% na comparação com iguais meses do ano passado. No mês passado foram embarcados 577 chassis de ônibus, volume 28,8% maior do que o de abril do ano passado, e 10,1% menor do que o embarcado em março.
São Paulo – A produção de caminhões registrou mais uma queda em abril, com 11,7 mil unidades, recuo de 5,5% na comparação com igual mês do ano passado e de 6% com relação a março, de acordo com dados da Anfavea. Segundo Alexandre Parker, vice-presidente da entidade, a retração é reflexo de um ajuste realizado pelas montadoras:
“A produção foi menor para ajustar os estoques das fábricas e da rede de concessionários, uma vez que a demanda está baixa. Esse movimento reforça o sinal de alerta para o segmento e nos preocupa, mas ainda não é motivo para muita preocupação: temos que acompanhar o mercado de perto e entender como está a procura”.
No acumulado do ano a produção ainda é positiva em 4,3% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado, com 42,8 mil unidades. O crescimento foi sustentado pelo avanço das exportações: cresceram 79,3% de janeiro a abril, com 8,1 mil unidades. Em abril foram exportados 2,1 mil caminhões, volume 80,2% maior do que em idêntico mês do ano passado e 18,3% menor do que o resultado de março.
O mercado interno de caminhões somou 9,3 mil vendas em abril, volume 13,1% menor do que o de igual período do ano passado e 0,3% menor do que o vendido em março. O acumulado do ano, que era positivo até março, caiu para 0,4% até abril, com 37,1 mil caminhões.
Esses números comprovam a demanda menor citada por Parker e, mesmo com a previsão de uma safra recorde de grãos em 2025, os transportadores não estão investindo em novos caminhões porque a taxa de juros está muito alta e tem afastado os clientes:
“Caminhão é ferramenta de trabalho e quem compra precisa de financiamento, seja por meio do Finame, que representa o maior volume das vendas, ou pelo CDC. Compras à vista representam uma pequena parcela e nos caminhões leves, pois dos médios para cima as compras a prazo são o que movimentam o mercado”.
São Paulo – As exportações de veículos brasileiros, que somaram 161,9 mil unidades de janeiro a abril, superaram em 44,8% o volume registrado no mesmo período do ano passado, 109,6 mil unidades. A razão: maior demanda da Argentina, principal parceira comercial do Brasil no setor.
De acordo com dados divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 8, na primeira entrevista coletiva à imprensa concedida pelo seu primeiro presidente executivo, Igor Calvet, a participação do mercado argentino nas exportações subiu de 34,8% no primeiro quadrimestre de 2024 para 59,1% este ano. A quantidade de veículos adquirida aumentou em 151% no período, para 95,7 mil unidades.
“Os dados que nos surpreendem e alegram foram influenciados pelo fim do imposto Pais, em dezembro do ano passado, aliado à alteração na legislação argentina para que veículos importados possam ser pagos em até trinta dias, e ajudado pela valorização do peso e pela desvalorização do real.”
O dirigente assinalou que trabalhará para fortalecer ainda mais as relações comerciais bilaterais, uma vez que as previsões para o mercado argentino, que eram de 500 mil unidades no ano, já apontam para 600 mil a 650 mil unidades, o que pode ser suprido, em parte, pelos produtos brasileiros e, assim, continuar estimulando os embarques.
Nos quatro meses iniciais do ano também se destacaram os envios ao Chile, com 8 mil unidades, alta de 22,9% diante de igual período de 2024, e ao Uruguai, com 11,5 mil unidades, incremento de 5,4%. A Colômbia comprou 9 mil veículos, aumento de 3%.
O México, em virtude das questões geopolíticas que envolvem o tarifaço de Donald Trump, reduziu as aquisições em 14,1%, totalizando 24,3 mil unidades.
Somente em abril foram embarcados 46,3 mil veículos, 69,3% acima do mesmo mês em 2024, 27,3 mil unidades, e 18,9% além de março, 38,9 mil.
São Paulo – A produção brasileira de veículos somou, de janeiro a abril, 811,2 mil unidades, divulgou a Anfavea na quinta-feira, 8. O volume representa crescimento de 6,7% sobre o mesmo período do ano passado, 760,1 mil veículos, e o melhor primeiro quadrimestre desde 2019, antes da pandemia, 965,4 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus.
O desempenho do mercado doméstico e, mais ainda, a recuperação das exportações puxaram o ritmo das fábricas brasileiras, segundo o presidente executivo, Igor Calvet. Em abril foram produzidos 228,2 mil veículos, avanço de 2,8% sobre o mesmo mês do ano passado e de 20,1% sobre março.
Foi também o melhor abril desde 2019, quando a produção somou 267,6 mil veículos. E o maior volume de produção desde novembro, que registrou 236,1 mil unidades.
Calvet destacou a criação de 7,5 mil postos de trabalho, somente pelas montadoras, nos últimos doze meses. A indústria emprega 109,5 mil pessoas diretamente: “E há ainda o efeito indireto na cadeia”.
Fatores como o aumento da Selic, entretanto, ainda acendem o sinal amarelo. Segundo Calvet será avaliado o desempenho do segundo trimestre para, então, a Anfavea decidir se mexerá ou não em suas projeções, que indicam 2 milhões 750 mil veículos produzidos em 2025, alta de 7,8% sobre o volume do ano passado.