CNH expande centro de distribuição no Mato Grosso

São Paulo – A CNH anunciou a expansão do seu centro de distribuição de peças em Cuiabá, MT, que deverá estar pronto para operar no segundo semestre de 2025. A ampliação é para melhorar o atendimento dos clientes do agronegócio no Centro-oeste, região com forte produção agrícola, reduzindo em 50% o tempo de entrega das peças, segundo a companhia.

O novo centro de distribuição terá depósito de 8 mil m², três vezes maior do que a operação atual. Com maior capacidade de armazenamento a CNH pretende ampliar seu inventário disponível na região. Quando o novo centro entrar em operação a empresa espera melhorar também o atendimento dos clientes de Rondônia.

Chevrolet S10 ganha série especial para celebrar os 100 anos da GM no Brasil

São Paulo – A linha 2026 da S10 chegou ao mercado com inclusão da série especial 100 anos. Esta é a primeira de três séries comemorativas que serão lançadas ao longo de 2025, sendo Onix e Tracker os próximos modelos com a configuração especial adicionada ao portfólio.

A S10 100 anos teve o seu visual todo customizado pela equipe de engenharia nacional da General Motors, que mexeu na suspensão e nos amortecedores para tornar a picape 30 mm mais alta com relação ao solo, o que permite encarar trajetos fora-de-estrada mais pesados, segundo a montadora.

No total 22 itens foram personalizados na nova versão da S10, incluindo o novo revestimento dos bancos, pontos de iluminação de led no para-choque frontal, tons escurecidos de acabamento para retrovisores, rodas e maçanetas e um skid plate foi instalado na parte frontal.

A S10 100 anos será produzida em lotes limitados na fábrica de São José dos Campos, SP, e será vendida por R$ 325,7 mil.

Andrea Serra assume nova diretoria tributária e de comércio exterior da Anfavea

São Paulo – A Anfavea anunciou a criação de uma diretoria dedicada a tributos e ao comércio exterior. Andrea Serra é a escolhida para o cargo. A executiva é formada em direito pela PUC Campinas, com pós-graduação em administração contábil e finanças pela FAAP. 

Serra soma mais de 25 anos de experiência como advogada tributarista, com passagens por diversos segmentos. Seu último posto foi na General Motors, onde trabalhou por quinze anos em diversos cargos, lidando com temas tributários, aduaneiros e projetos de negócio.

BYD lança Dolphin Mini Cargo para entregas urbanas

São Paulo – A BYD lançou o Dolphin Mini Cargo de olho no crescimento da demanda por veículos elétricos usados na distribuição urbana. O modelo elétrico adaptado foi apresentado durante a Intermodal South America, realizada de 22 a 24 de abril em São Paulo, no Distrito Anhembi.

Externamente o modelo é igual a versão de passageiro, mas por dentro a BYD retirou o banco traseiro para aumentar o espaço de transporte de cargas leves, unindo a parte de trás ao porta-malas do veículo. Sua autonomia é de 280 quilômetros com uma carga e a capacidade de carga é de 289 quilos. 

Nas imagens divulgadas do BYD Dolphin Mini Cargo é possível ver uma unidade já com as cores e logotipo dos correios, deixando claro qual o seu público alvo: empresas que realizam entregas dentro das cidades.

Bosch planeja ampliar em 60% número de oficinas na América do Sul

São Paulo – A divisão de aftermarket da Bosch planeja ampliar em 60% o número de oficinas credenciadas com sua marca na América do Sul. A maior fabricante de componentes e sistemas automotivos do mundo já tem 2 mil centros de manutenção franqueados na região, 1,4 mil deles no Brasil, que empregam cerca de 14 mil reparadores e fazem 3 milhões de atendimentos por ano.

O plano foi anunciado na Automec – de 22 a 26 de abril no São Paulo Expo – por Robert Hilbert, presidente da divisão Mobility Aftermarket da Bosch na América Latina: “Temos potencial para ampliar nossa rede. Em um País continental como o Brasil algumas marcas não têm a nossa capilaridade e os clientes preferem fazer a manutenção mais perto de onde moram. Neste caso somos reconhecidos como a melhor alternativa fora das concessionárias”.

A ambição, informa Hilbert, não é só ampliar a rede de oficinas mas também aumentar a sua qualificação: “Precisamos acompanhar as evoluções tecnológicas, qualificando os centros de reparação para lidar com eletrificação e sistemas de conectividade e direção autônoma”.

Nesse sentido foi lançado este ano programa que qualifica oficinas para atender a carros elétricos e híbridos. A intenção é, até o fim deste ano, credenciar perto de cinquenta dos 1 mil Bosch Car Service no País, que atendem veículos leves.

Também está em curso plano para estender a digitalização para 80% da rede de oficinas credenciadas no Brasil, com instalação de plataformas que permitem a gestão completa de atendimento, desde o agendamento de serviços à encomenda de peças para manutenção. Em 2024 a empresa já somou 2,5 mil agendamentos pelo Meu Bosch Car Service e a estimativa é que este número dobrará em 2025.

Atualmente 60% dos componentes comercializados no aftermarket brasileiro pela Bosch são nacionais e outros 40% importados. A Bosch não divulga qual é a participação do mercado de reposição em seu faturamento.

Dana busca dobrar receita e participação no aftermarket até 2030

São Paulo – A partir da reintrodução da Dana no mercado de reposição em 2017, após o período de 2004 a 2016, em que o aftermarket ficou a cargo da Affinia, a empresa traçou plano estratégico para tornar-se mais competitiva no País. A primeira fase, de 2017 a 2020, foi de reestruturação de portfólio de produtos, a segunda, até o ano passado, foi marcada pelo crescimento de 2,2 vezes do faturamento, ao qual, para a terceira etapa, a meta é dobrar novamente até 2030.

Embora não tenha citado valores de receita, foi o que afirmou o diretor de aftermarket da Dana para a América do Sul, Marcelo Rosa, durante entrevista coletiva à imprensa na décima-sexta edição da Automec, feira dedicada ao mercado de reposição, realizada até sábado, 26, no São Paulo Expo.

“Agora queremos dar mais atenção ao varejo com programa especializado em eixo cardan para as oficinas. O próximo passo é estender a oferta deste conhecimento ao eixo diferencial e a retíficas. Com isto, mais uma vez, planejamos dobrar de tamanho nos próximos cinco anos.”

Para tanto o executivo contou que a divisão focará nos principais produtos da linha leve, além dos pesados, que representa mais de 90% do faturamento, e de motores. A ideia também é prover maior capilaridade à rede de distribuidores.

“Quando entramos novamente neste mercado e nos reestruturamos nossa participação foi a 5% e, no ano passado, conseguimos levá-la a 10%. O plano é aumentar esta fatia a 20% até 2030.”

Rosa referia-se a produtos como juntas homocinéticas para suspensão, eixos cardans e eixos diferenciais.

Foton mira 150 mil vendas por ano até 2030 na América Latina e Caribe

São Paulo – A chinesa Foton divulgou meta de vender 150 mil de seus caminhões por ano na América Latina e Caribe até 2030 e, no médio prazo, tornar-se líder de mercado em diversos países da região. O plano foi divulgado junto com o início da produção no Brasil, em Caxias do Sul, RS, onde a montadora instalou uma nova linha produtiva na fábrica da Agrale.

Para atingir suas projeções a Foton pretende instalar fábricas no Brasil, na Argentina e no México, que terão produção integrada. A fabricante tem a intenção de produzir veículos a combustão, híbridos e elétricos projetados especificamente para a região, iniciando com operações de CKD, veículos importados desmontados, e depois avançando para produção completa.

Com relação ao abastecimento de componentes a Foton contará com três centros de distribuição na China dedicados, que enviarão as peças para dois centros regionais no Chile e no Panamá, que serão responsáveis por exportar os itens para outros 32 centros de distribuição nacionais que instalará.

O plano até 2030 é avançar com a localização de componentes na região, afirmou o vice-presidente de operações globais, Fu Jun: “Também aumentaremos, cada vez mais, nossa rede de fornecedores locais. A meta é que, até 2030, itens produzidos na América Latina e Caribe componham pelo menos 80% dos nossos veículos feitos na região”.

América Latina e Caribe são tratados como uma região estratégica para a Foton pois tem apresentado crescimento econômico sustentável e participação importante no PIB global. De 2021 a 2024 as vendas da Foton cresceram 45% na região, para 32 mil unidades.

Toyota mostrará protótipo da Hilux a biometano na Agrishow

São Paulo – A Toyota mostrará ao público pela primeira vez a picape Hilux movida a biometano. O protótipo deverá ser a principal atração no seu estande durante a Agrishow, maior feira do agronegócio que será realizada de 28 de abril a 2 de maio, em Ribeirão Preto, SP. 

O projeto foi mostrado apenas uma vez para autoridades e especialistas durante evento realizado em Foz do Iguaçu, PR, e faz parte de plano de pesquisa e desenvolvimento na busca da descarbonização com uso de biocombustíveis.

O biometano é considerado um biocombustível de grande potencial para substituir o diesel em veículos pesados e comerciais leves, uma vez que é derivado do biogás, que pode ser extraído de diversas matérias orgânicas, como lixo orgânico e efluentes, bem como bagaço e vinhoto de cana-de-açúcar produzidas no processamento de etanol e açúcar. O biometano também pode ser gerado por biodigestores em áreas rurais, principalmente na criação de porcos.

Durante a Agrishow a Toyota também apresentará seus veículos com a tecnologia híbrida flex desenvolvida no Brasil.

Randoncorp e Frasle mostram crescimento das operações de autopeças na Automec

São Paulo – As divisões de autopeças da Randoncorp – Master Freios, Jost Brasil, Suspensys e Castertech –, em conjunto com sua controlada Frasle Mobility, expõem todo o crescimento acelerado destas operações nos últimos anos no estande do grupo na Automec – de 22 a 26 de abril no São Paulo Expo. Com aquisições e ampliação da presença internacional o faturamento com a venda de componentes, principalmente no mercado de reposição, foi multiplicado algumas vezes nos últimos anos.

“Este ano devemos nos tornar uma empresa de US$ 1 bilhão”, afirma Anderson Pontalti, executivo chefe de operações da Frasle e vice-presidente internacional da Randoncorp. Ele se refere ao faturamento esperado para este ano somente da Frasle Mobility, que segundo estimativas da empresa deve alcançar R$ 6 bilhões, após o recorde de R$ 4 bilhões em 2024, crescimento de pelo menos quatro vezes desde 2016, quando a receita foi de R$ 813 milhões.

O crescimento acelerado do faturamento da Frasle, segundo Pontalti, é devido principalmente à maior aquisição da história do grupo, que este ano concluiu a compra, por cerca de R$ 2,2 bilhões, da mexicana Kuorefacciones, que atua 100% no aftermarket com a marca Dacomsa.

Com isto a participação do mercado de reposição nas receitas da Frasle subiu de já elevados 88% para 95%, consolidando a empresa como a maior do aftermarket automotivo na América Latina: “Nossa estratégia é atuar nos segmentos de maior demanda, produzimos peças que sempre têm de ser trocadas ao longo da vida dos veículos e isto nos protege das flutuações do mercado”.

A Frasle Mobility já soma 25 marcas de autopeças sob seu guarda-chuva, todas ligadas ao chamado undercar, de componentes de suspensão, direção e freios, com mais de 20 mil part numbers no portfólio, sendo oitocentos lançados no ano passado.

Nos últimos oito anos o número de parques industriais mais que dobrou, de cinco para doze, incluindo operações internacionais, o que elevou o quadro de funcionários de 3,1 mil para 7,5 mil hoje.

Também ajuda na estratégia de proteção contra volatilidades a expansão da Frasle para o Exterior: com a expansão, desde 2016, de cinco para quinze operações internacionais, a participação das receitas externas, com exportações e fábricas fora do Brasil, subiu de 40% para 55% do faturamento total, turbinado por várias aquisições.

Vertical de autopeças

Para além da Frasle as divisões de autopeças da Randoncorp também vêm registrando crescimento expressivo nos últimos anos. O faturamento combinado de Master, Jost, Suspensys e Castertech quase dobrou em 2024, alcançando R$ 3,8 bilhões, impulsionado pelas receitas da fabricante de sistemas de freios EBS, do Reino Unido, que foi comprada pelo grupo e, no quarto trimestre, incorporada às operações da Master Freios.

A vertical de autopeças tem 4,5 mil funcionários, quinze fábricas no Brasil e no Exterior e comercializa produtos em quarenta países. Os principais clientes são fabricantes de veículos, responsáveis por cerca de 90% do faturamento.

Segundo Ricardo Escoboza, vice-presidente executivo da Randoncorp responsável pelas operações de carretas da Randon Montadora e da vertical de autopeças, após a aquisição da EBS, que tem oito centros de distribuição na Europa, o número de itens da Master saltou de 1,5 mil para mais de 35 mil.

De 2022 a 2024 as divisões de autopeças da Randoncorp já fizeram seis aquisições, incluindo uma fundição em Mogi Guaçu, SP, que passou a ser operada pela Castertech. De lá sairão 100% dos eixos dianteiros para os caminhões Mercedes-Benz produzidos em São Bernardo do Campo, SP. A estimativa é fornecer 65 mil unidades por ano.

DRiV lança três novas marcas para expandir em 25% seu faturamento

São Paulo – A DRiV, empresa do Grupo Tenneco dedicada ao mercado de reposição e que abriga em seu guarda-chuva trinta marcas, como Monroe e Monroe Axios, de 2019 a 2024 dobrou seu faturamento. E, para 2025, a meta é crescer 25%.

Para sustentar este crescimento a companhia anunciou, durante a décima-sexta edição da Automec, realizada até sábado, 26, no São Paulo Expo, que está trazendo ao Brasil componentes de mais três empresas: FP Diesel, peças para motores a diesel, Champion, velas de ignição, e Wagner, sensores eletrônicos, limpadores de para-brisa, radiadores, sistemas de aquecimento e ar-condicionado.

Em um primeiro momento os produtos destas marcas serão importados – hoje Monroe e Monroe Axios são as únicas fabricadas no Brasil. De acordo com o diretor comercial da DRiV, Daniel Fabbris Neto, conforme a aceitação dos novos itens e o aumento da demanda será possível nacionalizá-los na fábrica de Cotia, SP, de onde saem componentes de suspensão da Monroe Axios, e que possui espaço para crescer.

O investimento necessário não foi estimado pelo executivo, mas ele afirmou que o tempo de maturação de cada linha é de dois anos para então avaliar se vale a pena produzir aqui ou continuar importando.

No ano passado foram injetados aproximadamente R$ 60 milhões na fábrica de Mogi Mirim, SP, para ampliar a capacidade de produção de amortecedores da Monroe em 30%, para 7 milhões de unidades por ano. Também em 2024 a operação da DRiV no Brasil foi premiada, uma de oitenta fábricas ao redor do mundo, como a divisão que mais cresceu.

Este ano foi concuído aporte de R$ 5 milhões para que a companhia tivesse sua própria operação logística com a abertura de centro de distribuição de 20 mil m2 em Cajamar, SP, em março.

Segundo Fabbris Neto dentre os planos para este ano estão o desenvolvimento de produtos, a ampliação do portfólio e de parcerias com a extensão do canal de distribuição e o fortalecimento da empresa, que até abril era marca fantasia do Grupo Tenneco e, agora, possui CNPJ próprio e tornou-se uma filial.

“O mercado de reposição possui necessidades específicas, diferentes dos clientes da indústria. Ao contarmos com estrutura totalmente dedicada aos reparadores ganhamos mais velocidade e autonomia para a tomada de decisões. E, consequentemente, mais competitividade.”