Volkswagen Polo foi o veículo mais vendido na América do Sul

São Paulo – O Volkswagen Polo foi o modelo mais vendido na América do Sul em 2024, somando 161,5 mil unidades, com todas as suas versões produzidas nas fábricas de Taubaté, SP, e Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP. A maior parte deste volume foi vendida no Brasil, principal mercado da marca na região, 140,2 mil.

A Volkswagen vendeu 497 mil veículos na América do Sul em 2024, crescimento de 13,6% sobre o ano anterior e bem acima do mercado total, que avançou 6,4%. No Brasil a Volkswagen vendeu mais de 400 mil unidades, o seu segundo maior volume dos últimos dez anos.

Heliar fornece bateria para modelos híbridos Fiat

São Paulo – A Heliar é a fornecedora da bateria de chumbo-ácido que equipa os novos modelos híbridos leves da Fiat, Pulse e Fastback, lançados no fim do ano passado e produzidos em Betim, MG. A bateria EFB GEN II faz parte do sistema dual-battery presente nos veículos, que também está equipado com uma bateria de íon de lítio importada da Coreia do Sul.

Este sistema gera torque para mover o veículo, substituindo parcialmente o torque do motor a combustão em diversos momentos da condução graças à potência de 3kW de um pequeno motor elétrico que equipa os dois veículos, trabalhando em conjunto com o motor T200 1.0 turbo de 130 cv de potência.

Fenabrave projeta crescimento de 5% nas vendas de veículos

São Paulo – Apesar de muitos pesares elencados pela equipe econômica da Fenabrave na entrevista coletiva à imprensa de quarta-feira, 8, as projeções para o mercado brasileiro de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus indicam crescimento de 5% sobre o volume registrado no ano passado. Serão 2 milhões 766 mil veículos emplacados em 2025.

As estimativas são menos otimistas do que as divulgadas pela Anfavea no mês passado, ainda sem os dados fechados do ano. A entidade dos fabricantes projeta mercado de 2,8 milhões de veículos, avanço de 6,2% sobre o resultado do ano passado – mas este número poderá ser corrigido na quarta-feira, 14, quando será divulgado o balanço consolidado de produção, vendas e exportação.

Foi Tereza Fernandes, da TF Consultoria, que colocou os poréns: a questão fiscal, segundo a consultora, joga contra o crescimento econômico e é ponto central do movimento de aumento da taxa de juros e na questão cambial: “Enquanto o governo não resolver esta situação o mercado continuará desconfiado e o crescimento econômico será prejudicado”.

Foram os financiamentos que puxaram o mercado no ano passado, elevando as vendas de veículos em 14,2%. Segundo Fernandes a concessão de crédito automotivo cresceu 31% em 2024 “mas deverá crescer menos este ano, embora continue crescendo. O problema é que com o aumento da Selic as parcelas ficarão mais caras”, disse, lembrando que a última ata da reunião do Copom já previa dois aumentos de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros, que deverá chegar a 14,25% ainda no primeiro semestre.

Este cenário negativo, porém, não será suficiente para levar a economia brasileira à recessão, avaliou Fernandes, que prevê aumento do PIB menor do que o registrado em 2024, mas ainda crescimento. O que dá ao presidente da Fenabrave, Arcélio dos Santos Júnior, dose de otimismo:

“Estas projeções são feitas com base nas avaliações da nossa equipe econômica com um pouquinho do sentimento de balcão. Fomos bem cautelosos na análise deste ano, como historicamente a Fenabrave costuma ser, então acredito que deveremos revisar estes números mais à frente”.

Ele lembrou da aprovação do Marco de Garantias no ano passado, cujos efeitos nas taxas de juros para financiamentos de leves deverão começar a surtir efeito nos próximos meses, pois as primeiras retomadas efetivas começaram a ocorrer. O bom momento do agronegócio, para caminhões, e o Caminho da Escola, para ônibus, são outros pontos positivos.

Por segmento as projeções da Fenabrave indicam avanço de 5% nas vendas de automóveis e comerciais leves, somando 2,6 milhões de unidades, 4,5% nas de caminhões, 127,6 mil veículos, e 6% de nas de ônibus, 29,3 mil.

Programa Ford Enter Bahia inicia suas aulas

São Paulo – As primeiras turmas do Ford Enter Bahia, programa gratuito de capacitação profissional para pessoas de baixa renda, iniciaram as aulas esta semana em Salvador, BA. Inicialmente são cinquenta alunos que terão a oportunidade de se capacitar para o mercado de trabalho na área de tecnologia, que tem grande carência de profissionais, segundo a Ford. 

Os alunos foram selecionados dentre oitocentos inscritos e assistirão a aulas em duas unidades do Senai, o Cimatec Orlando Gomes e o Cimatec Digital. Até dezembro a Ford abrirá mais trezentas vagas para o programa.

Iveco Bus entregará 500 ônibus para o Caminho da Escola no primeiro trimestre

São Paulo – A Iveco Bus confirmou a entrega de mais quinhentos ônibus escolares para o programa Caminho da Escola ao longo do primeiro trimestre de 2025. No ano passado entregou 2 mil veículos para o programa.

As demandas do programa Caminho da Escola são atendidas pelos modelos Iveco Bus BUS 10-190 ORE 2, BUS 15-210, ORE 3. O segundo é uma novidade da montadora, que ampliou o portfólio no ano passado.

Venda de veículos usados bate recorde em 2024

São Paulo – As vendas de veículos usados atingiram um novo recorde no mercado brasileiro em 2024, com 15 milhões 778 mil unidades, de acordo com a Fenauto, entidade que representa os revendedores. Na comparação com 2023 houve um aumento de 9,2% nas vendas. 

Em dezembro foram vendidas 1 milhão 470 mil unidades, incremento de 6,5% sobre igual mês de 2023, enquanto na comparação com novembro o aumento foi de 15,9%.

Enílson Sales, presidente da Fenauto, disse que para 2025 a projeção é de mais um bom ano para o mercado de veículos seminovos e usados: “Nosso segmento está cada vez mais forte e profissional, crescendo a olhos vistos e, se a economia não tiver nenhum sobressalto este ano, deveremos registrar novos resultados muito bons”.

Cenário econômico traz desafios e oportunidades ao setor automotivo

São Paulo – As novas projeções macroeconômicas de altas nos juros para este ano assustam mas abrem oportunidades para ampliar a exportação local com dólar que alcançou níveis recordes e deverá persistir na casa dos R$ 6. Conforme o mais recente Boletim Focus, do Banco Central, o mercado financeiro conjectura que a Selic, dos atuais 12,25%, salte para 15% durante o ano, a fim de combater o maior avanço do IPCA, que espera que conclua 2024 aos 4,9% e 2025 beirando os 5% – acima, portanto, da meta de 4,5%.

Para Ricardo Balistiero, coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, a favor dos índices projetados há o fato de que a taxa de desemprego está em baixa, 6,1% da população economicamente ativa, o que contribui para a maior atividade econômica e, portanto, para a continuidade no movimento crescente de intenção de compras, o que inclui carros 0 KM.

Demonstração é o próprio PIB, Produto Interno Bruto, que embora chegue perto dos 3,5% de incremento esperado para 2024 deverá, de acordo com o Focus, avançar 2% este ano: “O desafio maior ao setor automotivo é a taxa Selic. Ela está muito alta, deverá continuar subindo e chegará na ponta. No entanto este maior reflexo deverá acontecer apenas no segundo semestre, o que pode segurar um pouco a expansão do mercado, que talvez não crescerá na intensidade de 2024”.

A despeito das perspectivas do Focus Balistiero acredita que a mudança na direção do Banco Central, que agora tem à frente Gabriel Galípolo, abre a possibilidade do uso de outros instrumentos prudenciais que possam auxiliar que a inflação chegue à meta sem estrangular a demanda “Embora a Selic seja um remédio para combater a inflação não precisa ser a única ferramenta, a fim de que não seja o freio da economia”.

Caso chegue aos 15% ao ano será a maior taxa desde 2006 e, de acordo com as expectativas do Focus, neste ritmo apenas em 2027 os juros atingirão patamar inferior ao de hoje, ao recuar a 10% ao ano.

Quanto ao dólar, ainda que o economista estime que o pico de 18 de dezembro, quando a moeda estadunidense chegou a R$ 6,26, não se repita, acredita que o câmbio não voltará, por ora, à casa dos R$ 5 e deverá gravitar em torno de R$ 6 ao longo do ano.

“Isso causa problemas à indústria por causa do encarecimento de componentes importados, mas abre possibilidade interessante para a substituição de peças de fora. É possível estimular a inovação e o desenvolvimento de tecnologia local quando fica difícil importar. E cria-se uma oportunidade com o câmbio neste patamar.”

Na avaliação de Sílvio Paixão, professor da Fipecafi e do Pecege, o combo de juros e dólar nas alturas ocasionado por política fiscal expansionista sem contrapartida de arrecadação fará o mercado automotivo sofrer e, possivelmente, andar de lado, ficando no zero a zero com o ano passado, com promoções e financiamentos facilitados pelos bancos das montadoras.

“Acredito que os automóveis para particulares, de menor valor, e comerciais leves, sofrerão menos, podendo apresentar crescimento de 2% neste ano. As empresas de transporte, por sua vez, potencialmente adiarão ou cortarão parcialmente a renovação das frotas. Enquanto que o segmento de ônibus tem pouca ou baixa expectativa em ano não eleitoral e apenas veículos direcionados ao setor agro manterão os níveis de 2024.”

E todo este contexto se dá em meio a um ano relevante para o setor, em que novos veículos híbridos made in Brazil começarão a sair das linhas de produção locais e o Mover, Programa Mobilidade e Inovação Verde, – que ainda carece de algumas regulamentações –, deverá propulsionar o investimento de R$ 130 bilhões por parte das montadoras e R$ 50 bilhões na cadeia de suprimentos.

Paixão lembrou que a injeção de recursos em P&D tem grandes possibilidades de dar passos mais largos do que o programado no ano passado. “E, considerando que os investimentos se pautam pelo fluxo de caixa disponível, que pode ser afetado por maiores estoques, caso as vendas não apresentem o desempenho desejado, e o faturamento das montadoras se mostrar menos alvissareiro, é factível imaginar que os investimentos em P&D serão desacelerados”.

Produção de veículos recua 17% na Argentina

São Paulo – A produção de veículos somou 506,6 mil unidades na Argentina em 2024, recuo de 17,1% na comparação com 2023, de acordo com dados divulgados pela Adefa, entidade que representa as montadoras instaladas no país. O ano foi classificado com desafiador pelo presidente, Martin Zuppi, mas que alcançou um resultado superior ao projetado inicialmente:

“Conseguimos enfrentar um ano desafiador de forma favorável graças ao trabalho junto a cadeia de fornecimento e ao governo, que eliminou impostos e ajudou a melhorar o cenário local”.

O presidente também ressaltou que os investimentos anunciados pelas montadoras para os próximos anos, que passam de US$ 1,7 bilhão, e a melhora na produtividade das fábricas, ajudaram a reduzir o tamanho da queda.

As exportações registraram retração menor, de 3,4% na comparação com 2023, somando 314,7 mil unidades, reforçando perfil exportador das fabricantes instaladas na Argentina. O Brasil consumiu 71,6% do total exportado pela indústria argentina, seguido da América Central com 11,3% e do Peru com 4%. 

As vendas internas, conforme já divulgado pela Agência AutoData, caíram 7,9% com relação a 2023, com 414 mil veículos comercializados, de acordo com dados da Acara, entidade que representa o mercado distribuidor. A retração, que estava acima de 20% no primeiro semestre, foi reduzida ao longo do segundo semestre com aumento dos estoques, lançamentos e a melhora no cenário macroeconômico.

Dezembro

No último mês do ano foram produzidos 38 mil veículos, volume 2,8% maior do que o de dezembro de 2023 e 17,1% menor do que o volume de novembro, por causa do menor número de dias úteis. As exportações somaram 26,7 mil unidades, alta de 22,3% sobre dezembro do ano passado e recuo de 17,3% com relação a novembro. 

As vendas em dezembro chegaram a 21,6 mil unidades, o melhor resultado para o mês nos últimos seis anos. Na comparação com igual mês de 2023 houve aumento de 16,3% e com relação a novembro a queda chegou a 40,3%.

Venda de eletrificados cresce 89% e bate recorde em 2024

São Paulo – Com 177,4 mil unidades o segmento de veículos eletrificados bateu recorde no ano passado, com crescimento de 89% sobre o resultado de 2023, divulgou a ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Somente em dezembro foram 21,6 mil unidades vendidas, o melhor mês da história.

Do total comercializado no ano passado a maior parte foi de veículos híbridos plug-in, PHEV, mais de 64 mil unidades, ou 36,1% do total. Os BEV, 100% elétricos, representaram 34,7% dos licenciamentos, 61,6 mil unidades. Os híbridos flex somaram 20,3 mil unidades, 11,4%, os híbridos leves, MHEV, 16,2 mil, 9,1%, e os híbridos puros, HEV, 15,3 mil.

Para o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, “foi um ano espetacular para a eletromobilidade, um ano de crescimento sustentável e números muito expressivos. Temos muito a comemorar”.

São Paulo foi o Estado que mais comprou veículos eletrificados, 56,8 mil unidades. Seguido de Distrito Federal, 16,1 mil, e Rio de Janeiro, 12,8 mil. As respectivas capitais também foram as três que mais licenciaram: São Paulo 24,4 mil, Brasília 16,1 mil e Rio de Janeiro 7,8 mil.

Híbridos leves

A ABVE decidiu, a partir das estatísticas de janeiro, retirar os MHEV de sua base estatística. Bastos alegou que estes modelos não necessariamente dão ao consumidor e ao meio-ambiente uma experiência real de eletromobilidade: “Teremos considerar a separação das estatísticas desses modelos daquelas dos veículos que efetivamente podem ser considerados eletrificados”.

Excluindo os híbridos leves as vendas de eletrificados somaram, em 2024, 173,5 mil unidades, avanço de 85% sobre o resultado do ano anterior. Em dezembro foram 18,9 mil, também o melhor da série histórica: “Para a ABVE é importante manter o foco na eletrificação real, ou seja, no crescimento da nossa indústria, na contribuição ao meio ambiente, nas vantagens econômicas efetivas e no esclarecimento do consumidor quanto ao que ele pode obter de retorno de cada uma das tecnologias”.

Marcopolo volta a integrar o Ibovespa

São Paulo – Dez anos depois de integrar pela última vez o Ibovespa a Marcopolo foi incluída, em 2025, no principal índice de desempenho de ações negociadas na B3. O Ibovespa é uma carteira teórica de ações que é referência para investidores brasileiros e estrangeiros, com empresas que representam em torno de 80% do volume financeiro.

Segundo o diretor de relações com investidores da companhia, José Antônio Valiati, “a inclusão da Marcopolo no Ibovespa retrata o aumento do interesse dos investidores na companhia a partir dos resultados crescentes observados nos últimos anos”.

O índice é reavaliado a cada quatro meses, com priorização da liquidez e do volume financeiro no mercado à vista. As empresas listadas precisam atender a critérios como ser dos 85% maiores índices de negociabilidade e apresentar presença em pelo menos 95% dos pregões.