São Paulo – A presidência da Audi no Brasil passará por mudanças nos próximos dias, com a saída confirmada do chileno Daniel Rojas, que voltará ao seu país de origem para ser o novo responsável por todas as marcas do Grupo Volkswagen, de acordo com informações apuradas pela Agência AutoData.
Ainda de acordo com estas apurações o novo CEO no Brasil deverá ser anunciado no fim da semana que vem, mas a data exata ainda não foi definida.
Rojas assumiu a operação da Audi no Brasil em fevereiro de 2022, sucedendo a Johannes Roscheck, que estava no País desde 2017. O executivo estava no Brasil desde 2019, pois antes de se tornar o principal executivo era o diretor de vendas, sendo responsável também pelas vendas diretas, gestão de usados, frota e desenvolvimento de rede.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Weller Gonçalves, a empresa reconsiderou a aferição das metas e ofereceu R$ 680 a mais. Ou seja, de R$ 160 o valor cresceu para R$ 840.
Inicialmente os operários pediam R$ 1,2 mil, ao alegarem que eram impedidos de conferir os resultados. A empresa, por sua vez, disse que os números eram divulgados e acompanhados mensalmente.
Após conversas realizadas na segunda e na terça-feira, 27 e 28, foi acordado com a Eaton, ainda, estabilidade de sessenta dias para todos os empregados — ou seja: até março ninguém poderá ser demitido — além do pagamento de duas horas que haviam sido descontados sobre paralisação realizada no ano passado.
Quanto ao pedido de inclusão de vale-alimentação no valor de R$ 450 nos benefícios, uma vez que hoje os funcionários realizam as refeições diárias no refeitório da companhia, ficou combinado que isto será discutido no fim de fevereiro.
São Paulo – O Sindipeças aguarda alta de 4% no faturamento das empresas de autopeças em 2025, para R$ 272 bilhões, conforme divulgou em seu boletim. No ano passado as receitas das fornecedoras totalizaram R$ 261,5 bilhões. Quanto aos investimentos totais aguardados para este ano, de R$ 6,6 bilhões, a expectativa é de aumento de 3,1% frente aos R$ 6,4 bilhões de 2024, o que deverá ser impulsionado pelo Mover.
A balança comercial deverá, por mais um ano, encerrar no vermelho, como vem ocorrendo desde 2019: o Sindipeças espera déficit de US$ 11,5 bilhões pois o volume de importações, US$ 19,5 bilhões, deverá ficar bem acima dos US$ 8 bilhões previstos como receita de exportações.
Em 2024 o saldo negativo foi de US$ 13 bilhões: as importações somaram US$ 20,9 bilhões e as exportações US$ 7,8 bilhões. Quanto ao emprego o Sindipeças projeta 291,8 mil postos de trabalho este ano, leve crescimento de 0,5% com relação aos 290,4 mil de 2024.
São Paulo – A Toyota estendeu o período da garantia de seus veículos de cinco para dez anos contanto que todas as revisões sejam feitas na rede concessionária. E tornou o benefício retroativo a seus carros usados fabricados a partir de 2020, como o Corolla sedã ano 2019 e modelo 2020.
Embora esteja comunicando a novidade a seus clientes, gradativamente, desde novembro a empresa lançou, agora, o programa Toyota 10, em que carros de pessoas físicas, para uso particular, têm direito a uma década de garantia de fábrica ou 200 mil quilômetros, o que chegar primeiro, e os de uso comercial de pessoas jurídicas estarão limitados a 100 mil quilômetros. O benefício é renovado anualmente ou a cada 10 mil quilômetros.
A decisão da companhia foi motivada pelo acirramento da concorrência tanto pelo aumento da oferta de modelos quanto pela maior presença de novos entrantes, o que torna mais difícil a missão de reter clientes. Foi o que contou o gerente geral de pós-vendas da Toyota, Jorge Mussi, em encontro com a imprensa na quarta-feira, 29.
“Queremos oferecer este, que chamamos de pacote de paz de espírito, não somente para os clientes que comprarem um carro 0 KM mas também para aqueles que adquiriram um Corolla 2019/2020 ou qualquer outro Toyota a partir de 2020. O benefício não é exclusivo para o primeiro proprietário pois a garantia é do carro.”
O benefício para o Corolla sedã é um pouco mais amplo porque em setembro de 2019, ano em que a garantia foi estendida de três para cinco anos, a Toyota realizou o lançamento de nova geração do modelo “e de lá para cá identificamos 18 mil Corolla elegíveis para usufruir do benefício e, em vinte dias, desde que foi avisado aos proprietários desta possibilidade, 1 mil 875, ou pouco mais de 10%, já retornaram à concessionária”.
Ao todo a empresa espera que 400 mil veículos – Corolla Cross, Hilux, SW4, RAV4, GR Corolla, Yaris e Etios – possam fazer parte do Toyota 10. Com relação aos custos adicionais que esta extensão deverá gerar Mussi garantiu que ficarão no centro de custos do pós-vendas e não serão repassados ao consumidor.
Jorge Mussi antecipou, sem pormenores, que a empresa prepara outros quatro programas para ampliar a fidelização à marca e retenção na rede. Foto: Divulgação.
Nos moldes do que já é praticado na Europa, caso o carro não tenha tido todas as revisões realizadas em concessionária, passará por inspeção em que será identificada eventual necessidade de trocas de peças e, desde que seu dono concorde com o reparo, também passará a ter direito aos dez anos.
“Nos últimos oito anos notamos que 52% dos clientes voltaram à concessionária para fazer a revisão. E, como a intenção do programa é ampliar a permanência do cliente na rede, já neste início pretendemos ampliar este índice para 60%.”
Quanto à constância do consumidor diante da marca ele disse que 75% dos que possuem um veículo Toyota trocam por outro – e com este programa ele espera que este índice vá a 100%. Mas Mussi não acredita que haja reflexo do programa sobre o total de concessionárias da Rede Toyota, que cresceu de 296 para 308 nos últimos dois anos: depende do potencial do mercado e do retorno das vendas.
Os veículos híbridos, que já contam com oito anos de garantia, também terão a extensão a uma década ou 200 mil quilômetros. Isto abrange universo de cerca de 108 mil unidades Corolla sedã, Corolla Cross, Prius e Lexus. O Toyota 10 oferece proteção estendida para componentes como motor, transmissão, sistema de arrefecimento, freios, peças de carroceria e sistemas elétricos e eletrônicos.
Mussi também antecipou, sem pormenores, que a companhia prepara outros quatro projetos de proteção estendida, envolvendo soluções digitais, soluções para revisões periódicas e relacionados à funilaria e à pintura: “Partimos do princípio que o principal objetivo do pós-vendas é reter e fidelizar o cliente e mantê-lo na rede. Então trabalhamos em mais iniciativas para que isto seja uma realidade cada vez maior”.
Veículos Lexus também terão acesso ao programa, com as mesmas condições dos Toyota. O lançamento do programa LexusCare, porém, é aguardado para o início de fevereiro.
São Paulo – A General Motors interromperá por trinta dias a produção da fábrica de Gravataí, RS, de onde saem os modelos Onix e Onix Plus, responsáveis por metade das vendas da empresa no Brasil a partir de 17 de fevereiro, de acordo com o Sinmgra, Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí. Esta parada já estava prevista e será realizada para ajustes técnicos nas linhas de produção.
Os quase 5 mil funcionários que trabalham divididos em dois turnos ficarão vinte dias em férias coletivas e outros dez em day-off.
Procurada pela reportagem da Agência AutoData a GM confirmou em nota que a paralisação corresponderá a modernizações e a adaptações que serão feitas em algumas áreas da produção.
No ano passado Onix e Onix Plus somaram 157,5 mil unidades vendidas.
São Paulo – A Turbi, empresa de locação B2C 100% digital, finalizou em 2024 a transição para uma frota totalmente própria, que foi consolidada após a captação de R$ 634 milhões. De acordo com o CEO, Diego Lira, a transição era fundamental para melhorar a eficiência e para impulsionar a rentabilidade:
“Essas captações permitiram que a Turbi expandisse sua frota para mais de 5 mil veículos, consolidando nossa posição como a quarta maior locadora B2C do País. Atingimos o break-even já em dezembro de 2024, um marco importante para sustentar nosso crescimento no longo prazo”.
Para 2025 a empresa projeta crescimento de 40% na receita de locação com a expectativa de captar mais R$ 1 bilhão no mercado e expandir sua frota. Também é esperado um incremento na receita a partir da venda de veículos seminovos, que deverá somar 2,4 mil unidades comercializadas, contra 1,2 mil que foram vendidas em 2024, primeiro ano de operação desse braço de negócios da Turbi, que busca diversificar suas fontes de renda.
O foco dos negócios continuará na Região Metropolitana da Grande São Paulo, onde a Turbi enxerga um grande potencial para avançar: “Entendemos que ainda há espaço para multiplicar nossa presença em São Paulo antes de expandir geograficamente. A expansão para outras regiões é um movimento natural no futuro à medida que consolidamos nossa operação aqui”.
São Paulo – A Argentina anunciou a redução de impostos para automóveis e motocicletas de algumas faixas de preço. Segundo o seu ministro da Economia, Luis Caputo, serão eliminados os impostos internos para veículos com preços de 41 milhões a 75 milhões de pesos, que pagavam taxa de 20%, e os veículos que custam acima de 75 milhões terão seu imposto reduzido de 35% para 18%.
Desta forma, acredita o ministro, “haverá uma redução média nos preços dos veículos, de 15% a 20%, o que levará a um aumento na demanda”.
O governo também se mexeu para ampliar o mercado local de veículos elétricos e híbridos, reduzindo para zero a taxa de importação de modelos que custam até US$ 16 mil. A intenção é abrir um novo segmento de veículos com preços mais acessíveis.
No caso das motocicletas os impostos internos foram zerados para modelos que custam de 15 milhões a 23 milhões de pesos, que pagavam 20% de taxa.
São Paulo – A Horse iniciou a produção do motor HR13 de 1.3 litro, quatro cilindros e potência de 163 cv na unidade de São José dos Pinhais, PR, na quarta-feira, 29. A versão flex deste motor foi desenvolvida especificamente para o mercado sul-americano, seguindo os padrões de emissões do Proconve L8.
O novo motor faz parte do investimento de R$ 100 milhões que a Horse realizou no Brasil e o HR13 será um dos principais produtos da fábrica nacional, que tem capacidade para produzir até 600 mil motores por ano. O HR13 será produzido junto com o HR10 1.0, de três cilindros, que está sendo fabricado no País desde 2024, sendo o primeiro motor fruto do investimento anunciado.
Para produzir os novos motores a Horse investiu, no ano passado, em processo de fundição por gravidade para produzir cabeçotes de alumínio para o HR10 e para o HR13. Também foram expandidas as instalações de testes de propulsão e emissões para atender a fabricantes terceirizados na região.
O Grupo ABG atende aos principais mercados de montadoras e sistemistas, tanto para veículos leves como comerciais, ônibus e pesados, assim como equipamentos de construção, agrícolas e até empilhadeiras. Seus produtos servem aos segmentos de rodas em alumínio, estruturas de bancos, conjuntos de aço estampados e soldados, peças técnicas em alumínio injetado, peças em polímeros injetadas e sopradas, peças usinadas, conjuntos montados, peças eletrônicas para motores e extintores de incêndios.
Com um planejamento estratégico denominado ABG Way, que tem como foco o crescimento sustentável, através de novos negócios e investimentos, impulsionando as receitas e atendendo às crescentes demandas por qualidade e inovações do setor, o Grupo ABG segue investindo em pessoal qualificado nas engenharias, nos laboratórios e nas unidades produtivas, tanto para suportar ampliação da capacidade produtiva, como em novas tecnologias. O conglomerado conta com mais de 100 profissionais de engenharia e laboratórios, desenvolvendo simultaneamente mais de 150 novos produtos, espalhados por seus centros de desenvolvimento e unidades produtivas.
O ABG Way norteou a decisão de abrir uma futura fábrica de rodas na Argentina, bem como instalar novas unidades no Brasil, fortalecendo sua presença em termos de capacidade, tecnologia, competitividade e atendimento logístico dos clientes. Alexandre Abage, presidente e CEO do Grupo ABG, destaca a importância do plano: “Estamos fazendo uma mudança na cultura organizacional visando atender as necessidades e o crescimento dos nossos clientes, o que vai ao encontro do nosso novo Modelo de Gestão, com foco em potencializar as oportunidades que tem colocado o Grupo em destaque no cenário nacional e global”, explica.
Unidade especializada em soluções power train, a Neo PWT está localizada em Salto/SP
Ricardo Guerini, vice-presidente executivo do Grupo, completa. “As empresas do Grupo ABG vêm sendo nomeadas por montadoras instaladas no Brasil e na Argentina para projetos que irão fortalecer a nossa presença no mercado OEM nos próximos anos. Com a entrada de produtos e soluções em todas as suas unidades fabris que agregam novas tecnologias, estão sendo realizados investimentos em expansão da nossa capacidade produtiva, ampliação do parque de equipamentos e contratação de pessoal qualificado.”
Além de novos negócios, essas ações têm trazido importantes reconhecimentos para o Grupo ABG. Desde 2016 o Grupo recebeu diversos prêmios de clientes, da mídia (incluindo o Prêmio Autodata em 2017, recebido pela Neo Rodas) e de instituições ligadas ao setor. Recentemente, as unidades Neo Parts e Neo PWT foram premiadas pelo Instituto Metropolitano de Engenharia e Tecnologia de Minas Gerais (Imet) com o prêmio Top Master Engenharias 2024, em função da qualidade de suas soluções.
Além disso, a Neo Rodas foi reconhecida em maio de 2024 pela Volkswagen, com indicação ao prêmio “The One”, que homenageia os melhores fornecedores do ano em várias categorias. Em setembro de 2024, a Neo Rodas também foi indicada como uma das melhores fornecedoras globais da Stellantis, sendo convidada para o evento de premiação anual em Turim, na Itália. Em dezembro de 2024, duas unidades do Grupo foram reconhecidas pela Volkswagen, como fornecedores de destaque em qualidade, na planta de motores em São Carlos/SP.
A empresa também foi uma das finalistas do Prêmio Autodata 2024, na categoria de Fornecedor do Ano. Alexandre Abage foi finalista na categoria de Personalidade do Ano, confirmando a relevância do executivo e da empresa no cenário automotivo brasileiro. “Ser reconhecido entre os principais executivos do setor e entre as principais empresas do universo automotivo brasileiro, por uma entidade tão tradicional e respeitável como Autodata, é uma grande honra e a confirmação de que estamos no caminho certo, na nossa trajetória do crescimento sustentável e excelência junto ao mercado”, salienta Abage.
As intensas chuvas que têm atingido a cidade de São Paulo, causando um tremendo estrago, estão intimamente conectadas com as condições climáticas de Vancouver, no Canadá. Por aqui as últimas semanas foram um desastre climático experimentado pela última vez há noventa anos. Em janeiro a expectativa dos meteorologistas era de 22 dias com chuva e precipitação em torno de 162 mm. Hoje é o vigésimo-oitavo dia que estou em Vancouver e em apenas cinco deles choveu. Foram 30 mm de água até agora.
Desde 1º de janeiro fomos obrigados pelos eventos extremos a apreciar o céu azul e o sol iluminando a cidade pouco antes das 8 da manhã. Aqui no Hemisfério Norte, especificamente na ilha de Vancouver, ele se põe de forma exuberante em dois pontos: no píer da Granville Island e na English Bay Beach, minutos antes das 5 da tarde.
Faz calor. Órgãos especializados em condições meteorológicas informam que já ocorreram picos de 14,3º C, mas agora as expectativas de máximas e mínimas oscilam de 0º C na madrugada para 6º C boa parte do dia. Nesta quarta-feira, 29, a previsão do tempo de sol o dia todo era máxima de 8º C e mínima de 2º C, o que, convenhamos, para um canadense, dá para sair na rua de bermuda e camiseta. Este é o cenário do extremo climático que uma cidade que está a apenas 4 mil quilômetros do Círculo Polar Ártico enfrenta neste inverno: todo mundo nas ruas, tomando sol no rosto às 2 da tarde, frequentando os muitos bares e restaurantes ou ainda promovendo encontros ao ar livre durante o dia como se estivéssemos no verão.
Mas assim como pouco se tem feito na cidade de São Paulo para enfrentar as surpresas dos extremos climáticos Vancouver não está nem aí para o Global Warming. O governo da Columbia Britânica encaminhou projetos para a expansão do setor de combustíveis fósseis, mesmo tendo o compromisso de reduzir as emissões na província do litoral Oeste do Canadá em 40% até 2030 e em 80% até 2050. Algumas poucas notícias nas mídias do Canadá dão importância para o registro do aumento das emissões na Província da Columbia Britânica desde o fim da pandemia. Quanto tempo para o extremo climático ocorrido em Los Angeles, Califórnia, chegar aqui, distante apenas 2 mil quilômetros?
Diante desses acontecimentos e a reação que deveria ser imediata mas que quase nunca acontece, parece que a vida em 2025 reproduz o filme da Netflix Não Olhe para Cima, uma sátira ao negacionismo.
Esta é uma reflexão para lembrar que a indústria automotiva, especialmente a indústria nacional, tem muitas oportunidades de apresentar alternativas que diminuirão o impacto que a humanidade tem feito na biosfera. O aquecimento global, que produz eventos extremos, não vai deixar de existir de uma hora para outra, mas com ônibus elétricos circulando nas grandes cidades, veículos mais novos, movidos a etanol, e uma frota de caminhões que utilize combustíveis renováveis, já estaríamos dando um grande passo.
A segunda grande oportunidade para o Brasil seria tornar viável o hidrogênio verde como combustível. A matriz energética é tão importante quanto os produtos com tecnologias limpas, pois é a partir dessa eficiência em termos de emissões que será possível descarbonizar de fato a atmosfera
2025 está aí. Só é preciso ter coragem para assumir que a emergência climática é, de fato, algo emergencial e lutar para que as coisas certas realmente aconteçam. Já.