Fortescue recebe autorização do governo para instalar fábrica de hidrogênio verde

São Paulo – O projeto da Fortescue de iniciar a produção de hidrogênio verde no Complexo do Pecém, CE, foi aprovado pelo CZPE, Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação. A decisão se deu cerca de duas semanas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar o PHBC, Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono e Investimentos.

A instalação da operação no setor 2 da ZPE, Zona de Processamento de Exportação, do Complexo do Pecém consolida, de acordo com a Fortescue, esforço conjunto do governo federal, do Estado do Ceará, do Congresso Nacional, da FIEC, Federação das Indústrias do Estado do Ceará, da ABIVH, Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde, e a própria empresa com o objetivo de fabricar e distribuir hidrogênio verde no Estado.

O Projeto Pecém visa a produzir cerca de 500 toneladas diárias de H2V a partir da eletrólise da água, utilizando 1,2 gigawatts de energia renovável. Além de gerar energia limpa o hidrogênio produzido pode ser utilizado no transporte e na fabricação de outros produtos verdes.

O pré-contrato assinado para execução do projeto prevê investimentos de R$ 20 bilhões para a construção de uma das maiores fábricas de hidrogênio verde do mundo. A expectativa da indústria gira em torno da regulamentação e certificação da lei para que investimentos sejam destravados. O avanço da iniciativa ainda depende, porém, de decisão final de investimento, que deve ser avaliada em 2025 pela diretoria da empresa.

Dados da CNI, Confederação Nacional da Indústria, apontam para a existência de sessenta projetos para a produção de hidrogênio verde, que somam R$ 188,7 bilhões. Apenas o Ceará conta com mais de quarenta memorandos de entendimento.

Volvo celebra marco de 1 milhão de XC40 fabricados na Bélgica

São Paulo – Apresentado ao mercado em setembro de 2017 como o primeiro SUV compacto premium da Volvo o XC40 alcançou, sete anos depois, a marca de 1 milhão de unidades produzidas em Ghent, Bélgica. O número inclui mais de 175 mil unidades totalmente elétricas deste modelo fabricadas desde 2020, quando a versão foi lançada.

Ao longo deste ano o XC40 elétrico foi rebatizado, passando a se chamar EX40. De acordo com a empresa faz parte da estratégia de simplificar os nomes dos modelos totalmente elétricos. Desta forma, a partir de agora, as versões híbridas leves, que seguem sendo produzidas, mas não vêm mais para o mercado brasileiro, continuam com a nomenclatura XC40.

O modelo é um dos três mais vendidos pela Volvo em todo o mundo. No ano passado ficou atrás apenas do XC60, fato que se repete em 2024.

O EX40 é um dos cinco modelos da marca sem motor a combustão. Outros cinco carros 100% elétricos estão em desenvolvimento, conforme a fabricante.

Shell lança nova geração de etanol V-Power com a marca Senna

São Paulo – Em parceria com a marca Senna, da família do piloto tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna, a segunda geração do etanol V-Power chega aos postos Shell, representados aqui pela Raízen. Catorze anos após o lançamento da primeira geração o combustível aditivado ganhou melhorias e a empresa espera triplicar o volume de vendas até 2030.

O novo etanol aditivado tem como grande diferencial a capacidade de limpar 100% dos resíduos que se acumulam no motor conforme o uso do veículo. O anterior limpava até 86%, sempre com uso contínuo, de acordo com o coordenador técnico de combustíveis, Gilberto Pose, durante o lançamento do produto realizado em São Paulo.

De imediato a Shell pretende que, assim como a gasolina, o etanol V-Power represente 25% dos abastecimentos com o biocombustível em seus postos. Mais adiante a meta é triplicar seu volume de vendas, sem revelar o atual.

“Os mais de 7 mil postos Shell instalados no Brasil já estão abastecidos com o nosso novo V-Power etanol, que tem todas as suas qualidades e ainda contribui significativamente com o meio ambiente”, disse Ricardo Berni, diretor de marketing da Raízen.

Um carro que roda com etanol, ainda que comum, emite 74% do CO2 gerado por modelo igual abastecido com gasolina. O diretor disse que este tipo de informação precisa ser mais difundida, pois isto não é de conhecimento de grande parte da população. O novo Shell V-Power etanol traz outros benefícios, garante a Raízen, como o uso de novo aditivo da série Infinity em sua fórmula, que previne a a formação de resíduos e novo redutor de atrito:

“Ele também tem maior aproveitamento da energia do motor, nova ação anticorrosiva, maior proteção do motor, melhora o desempenho no sistema de injeção e rejuvenesce o motor.”

Venda de veículos cresce 23% na primeira quinzena de outubro

São Paulo – Nos primeiros onze dias úteis de outubro foram licenciados 121 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, de acordo com dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. O resultado supera em 23% as 98,5 mil unidades da primeira metade de outubro do ano passado e em 9,3% as 110,7 mil registradas na primeira quinzena de setembro.

A média diária saltou de 10,1 mil veículos/dia da primeira metade do mês passado para 11 mil/dia, a melhor para o período no ano. Restam ainda doze dias úteis em outubro que, mantendo o ritmo, alcançaria 253 mil unidades emplacadas, resultado que superaria julho e seria o melhor mês do ano.

Este volume tornaria outubro, também, o mês com mais emplacamentos desde dezembro de 2019.

Ponto positivo é que, usualmente, a segunda metade do mês costuma ser mais aquecida do que a primeira, mais um fator favorável para a quebra dos recordes. Em setembro a média diária do mês cheio foi 11,3 mil veículos/dia.

O Hyundai HB20 liderou as vendas na primeira quinzena, com 7,5 mil licenciamentos. Na segunda posição ficou a líder do mercado no acumulado, Fiat Strada, somando 6,3 mil. Completa o pódio o Volkswagen Polo, 5,3 mil.

Grupo Sada adapta seus caminhões para uso de gás natural veicular

São Paulo – Parte dos caminhões do Grupo Sada será adaptada para que circulem com gás natural veicular em vez de diesel. A iniciativa integra compromisso da companhia de descarbonizar a frota: até o fim do primeiro trimestre de 2025 o total de veículos rodando com GNV passará dos atuais seis para 31.

De acordo com a empresa este movimento fará com que o grupo, sozinho, responda por um quarto da frota de caminhões GNV circulante no País, com investimentos da ordem de R$ 7 milhões. Estes primeiros aportes apoiam o transporte mais sustentável para as fábricas da General Motors e da Stellantis e nos pátios em São Bernardo do Campo, SP, e Betim, MG.

Os testes realizados com os caminhões percorrendo quilometragens similares utilizando diesel e GNV comprovam que a meta de redução de emissões está sendo cumprida, assegurou a companhia. Os comparativos em equipamentos utilizando diesel S10, S500 e GNV apresentaram resultado próximo à média de mercado, com redução de 15% em emissões de CO2.

Segundo o Grupo Sada o abastecimento com GNV traz outros benefícios que ajudam a promover práticas mais sustentáveis nas operações de transporte e logística ao refletir na redução de fumaça preta, melhoria da qualidade do ar e no combate às mudanças climáticas.

Stellantis poderá reduzir quantidade de marcas a partir de 2026

São Paulo – A Stellantis avaliará o desempenho de todas as suas marcas para determinar se será preciso reduzir o tamanho do seu portfólio em dois ou três anos. Foi o que afirmou o CEO da companhia, Carlos Tavares, a jornalistas italianos, conforme publicou a Automotive News Europe.

Considerando que Tavares se aposentará no primeiro semestre de 2026 e que seu sucessor será definido até o fim de 2025, a decisão acerca do futuro das catorze marcas do grupo de empresas montadoras poderá recair sobre o novo presidente. Segundo o atual CEO quando o grupo foi criado, em 2021, cada marca começou com um plano de produto aprovado por dez anos, no qual os primeiros cinco foram totalmente financiados.  

“Até agora cumprimos com os nossos compromissos. Lançamos a plataforma STLA Medium que estreou com o Peugeot 3008 e, quando necessários, reprogramamos alguns lançamentos de produtos devido a mudanças das condições, mas não cancelamos nenhum deles.”

Sobre a Maserati Tavares reiterou que os seus problemas se devem a questões de marketing e não de tecnologia, tampouco de produto.

Scania amplia presença no mercado com novos semipesados

Itu, SP – A Scania projeta estabelecer um novo recorde de vendas de caminhões no mercado brasileiro: após a queda de 5,9% no ano passado, marcado pela transição das tecnologias Euro 5 para a Euro 6, seu presidente e CEO Simone Montagna estima superar as 20 mil unidades comercializadas no ano, batendo a marca de 2013, quando 19,7 mil caminhões Scania foram licenciados no Brasil. De janeiro a setembro as vendas cresceram 70,5%, para mais de 14 mil unidades, acima de todo o volume de 2023, 12,4 mil veículos.

O desempenho é majoritariamente composto pelo segmento de pesados, responsável por 13 mil licenciamentos. Nesta faixa de mercado a Scania já está consolidada no País, com 28% das vendas e atrás apenas da sua compatriota Volvo, líder em vendas de pesados. O espaço para crescer está em um segmento em que ingressou há poucos anos e ainda vinha atuando de maneira mais modesta, o de semipesados – embora, até setembro, tenha dobrado as vendas, para pouco mais de 1 mil unidades.

Duas novidades que ampliam a presença da Scania nesta faixa de mercado serão apresentadas na Fenatran. Com inédito motor de 7 litros o P 280 passa a oferecer trações 4×2 e 6×2, com 250 cv e 280 cv e a competir em segmento que vende de 20 mil a 25 mil caminhões por ano, segundo Alex Nucci, diretor de vendas de soluções da Scania Operações Comerciais do Brasil.

P 280 6×2. Foto: Divulgação.

“Antes oferecíamos apenas o 8×2, com motor de 9 litros e 320 cv. Agora passamos a competir na faixa de 250 cv a 320 cv, em que há mais volume”.

Os semipesados contam com motor de 7 litros, com seis cilindros em linha, aliado à transmissão G25 automatizada de catorze marchas com overdrive, presente nos modelos pesados da linha Super. Seu foco são as operações urbanas e regionais.

Outra novidade para o mercado é o vocacional P 280 6×4 XT, também com o motor de 7 litros. Seu foco, no entanto, é a construção civil leve: segundo o gerente de vendas de soluções off-road Luciano Piccirillo é um segmento que demanda em torno de 10 mil caminhões por ano: “E vem mantendo crescimento médio de 2% a 3% por ano. É o que melhor desempenho tem registado no pós-pandemia”.

P 280 6×4 XT. Foto: Divulgação.

Nova arquitetura eletrônica

A partir de 2025 toda a linha Scania, dos semipesados aos pesados, sairá de fábrica com novo painel digital, módulos, chicotes e softwares. A nova arquitetura eletrônica dos veículos integra o painel de instrumentos de 12,3 polegadas à central multimídia, que poderá ser de 10,1 a 12,9 polegadas. Foram atualizados também módulos de telemetria, com suporte para o 5G, e o sistema poderá ser atualizado remotamente, sem precisar ir à concessionária.

Ele permite também que sejam instalados, de fábrica, rastreadores, bloqueadores e câmeras. Assim não será mais preciso desmontar toda a parte dianteira do veículo, cortar e remendar cabos, dentre outras práticas que podem comprometer a segurança e a vida útil do caminhão: vem tudo pronto de fábrica.

Também recebeu melhorias o sistema ADAS, com aprimoramento dos sensores que previnem acidentes e novas funções.

Venda acumulada de importados da Abeifa soma 71 mil veículos

São Paulo – As associadas da Abeifa comercializaram 70,9 mil veículos importados de janeiro a setembro, alta de 204% sobre iguais meses de 2023, de acordo com dados divulgados durante entrevista coletiva à imprensa realizada na terça-feira, 15. No mês passado foram vendidas 8,1 mil unidades, volume 111,1% maior do que o de igual mês do ano passado, mas 11,1% menor do que o comercializado em agosto.

Marcelo Godoy, presidente da Abeifa, ressaltou o bom desempenho das importadoras associadas: “Das doze associadas, seis apresentaram crescimento até setembro. É necessário lembrar que esta alta ocorreu mesmo com a volta do Imposto de Importação, que no ano passado estava zerado e agora está em 20% para híbridos plug-in e 18% para elétricos”.

As marcas que cresceram de janeiro a setembro são BYD 742%, Volvo 11,6%, Kia 18,1%, Porsche 22,5%, JAC 104% e Suzuki 6,3%. Diante do bom resultado apresentado em nove meses a projeção da Abeifa para o fechamento do ano é de 94 mil a 95 mil unidades.

Além das vendas de modelos importados a Abeifa está atenta aos movimentos em Brasília, DF, e segue lutando contra o retorno imediato do imposto de importação para 35%, conforme demandou a Anfavea: “Qualquer movimento diferente será resultado de rearranjo interno, mas não é o que estamos esperando”.

Aumentar o quadro de associadas é outro foco de trabalho do presidente, que afirmou ter conversado com seis empresas nos últimos meses e acredita que conseguirá levar três ou quatro para a Abeifa: “Com algumas empresas já estamos conversando sobre formas de pagamento da taxa para se associar. Há, inclusive, marca espanhola que quer voltar ao País”.

Importados no Salão do Automóvel 2025

Nos próximos dias a Abeifa terá reunião com a Anfavea quando será convidada oficialmente para participar do Salão do Automóvel 2025, confirmado nas últimas semanas. Essa é a expectativa de Godoy, que depois se reunirá com suas associadas e ouvirá de cada uma a intenção de participar ou não. 

O executivo é a favor da volta do evento e da participação de suas associadas, uma vez que o Salão deverá ajudar a movimentar o mercado e tem um peso relevante para todas as marcas que atuam no Brasil.

Scania traz ao Brasil seu cavalo mecânico elétrico

Itu, SP – Uma das grandes novidades da Fenatran, que será realizada de 4 a 8 de novembro no SP Expo, em São Paulo, deverá ser o 30 G 4×2, o primeiro caminhão elétrico Scania vendido no mercado brasileiro. Importado da Suécia, complementa o que a companhia chama de linha sustentável, que oferece também versões a gás e 100% biodiesel dos seus caminhões.

O Scania 30 G é da terceira geração dos BEVs da empresa. A versão trazida ao Brasil tem um motor elétrico posicionado no centro do chassi e dois packs de bateria, que garantem de 250 a 300 quilômetros de autonomia, a depender da carga e da rota transportada. O motor tem 300 kW de potência, o equivalente a 410 cv.

“A nossa visão é que o caminhão elétrico atenda distâncias urbanas e regionais de até 250 quilômetros, em rotas da fábrica ao centro de distribuição e vice-versa, e na última etapa da entrega”, afirmou Alex Nucci, diretor de vendas de soluções da Scania Operações Comerciais do Brasil. “Já o gás natural e o biometano atendem rotas de 200 a 600 quilômetros e o diesel e o biodiesel os trajetos de distância superiores”.

Embora esteja na Fenatran 2024 as primeiras unidades, com preço estimado de R$ 2,5 milhões, só chegarão aos clientes em janeiro de 2026. A ideia, segundo Nucci, não é ter grandes volumes de vendas nesta primeira etapa:

“Estamos na curva de aprendizado, como há alguns anos fizemos com os modelos a gás. Precisamos entender como será a demanda por infraestrutura, que tipo de rede elétrica os usuários precisarão instalar, onde serão feitas as vendas e as primeiras rotas. Acredito que os elétricos só começarão a ganhar tração, no Brasil, dentro de cinco anos”.

O caminhão

Para atender a legislação brasileira de pesos e medidas a cabine escolhida para o elétrico foi a G, embora lá fora existam outras opções. Desta forma o 30 G é um caminhão que faz a sua estreia global no Brasil. A bateria é fornecida pela Northvolt e o motor elétrico é o EMC1-4, posicionado entre as longarinas do chassi e ligado a um câmbio de quatro marchas. O sistema pesa 350kg.

Os dois pacotes de bateria, NMC, lítio-níquel-manganês-cobalto, fornecem 416kWh, o que assegura a autonomia de cerca de 250 quilômetros. É possível carregá-las em cinquenta minutos, com carregadores que suportam até 375kW e 500A. A garantia é de 1,2 milhão de km.

Nucci disse que existem conversas com clientes em potencial, ainda sem revelar nomes. O foco são grandes embarcadores, especialmente indústrias, que têm metas de redução de CO2.

Mitsubishi lança Eclipse Cross Motorsports com produção limitada a 100 unidades

São Paulo – Conforme antecipado pela Agência AutoData a Mitsubishi estava trabalhando nos últimos meses em uma nova versão do Eclipse Cross, que foi oficialmente apresentada na terça-feira, 15. A nova configuração é a Motorsports para celebrar os 30 anos do rally Mitsubishi, com produção limitada a cem unidades.

Os clientes participaram do desenvolvimento e puderam opinar sobre o desenho da edição especial do SUV, que é baseada na versão HPE-S S-AWC, equipada com tração com 4×4, rack de teto e visual aventureiro. Por fora o Eclipse Cross Motorsports é pintado na cor cinza exclusiva para a versão, com pormenores de acabamento em preto fosco nos para-choques e nas  molduras das caixas de roda.

O interior tem pormenores na cor preto brilhante e recebeu uma plaqueta exclusiva no painel. O SUV já está em produção na fábrica de Catalão, GO, e chegará em breve nas 121 concessionárias da Mitsubishi, com preço de R$ 229 mil. 

O motor é o mesmo das demais versões, o 1.5 turbo de 165 cv de potência, movido apenas a gasolina, acoplado a câmbio automático de oito marchas, que também é usado em outras configurações do SUV.