Justiça do Trabalho condena Mercedes-Benz a pagar R$ 40 milhões por dano moral coletivo

São Paulo – A Justiça do Trabalho condenou a Mercedes-Benz, na segunda instância, a pagar indenização de R$ 40 milhões por dano moral coletivo a profissionais com lesões do trabalho discriminados e assediados moralmente na unidade de Campinas, SP – onde até o fim do ano a montadora realiza a manufatura de produtos e logística, atividades que serão terceirizadas a partir de então.

A decisão foi proferida pelo TRT-15, Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em ação civil pública ajuizada pelo MPT, Ministério Público do Trabalho, em 2019, a pedido do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. Cabe recurso no TST, Tribunal Superior do Trabalho.

De acordo com o MPT a Mercedes-Benz foi investigada a partir de denúncia do sindicato informando que trabalhadores lesionados estavam sendo isolados dentro da fábrica da empresa em Campinas durante o seu processo de reabilitação após afastamento pelo INSS.

“Em depoimentos de trabalhadores concedidos à procuradoria ficou claro que a empresa não possui programa específico de realocação de mão de obra reabilitada, fazendo com que os trabalhadores adoecidos fiquem expostos constantemente a situações vexatórias e humilhantes”, disse o MPT, em nota.

Uma dessas situações, segundo o MPT, refere-se ao isolamento desses trabalhadores em setores em que ficaram submetidos a inatividade forçada, ou seja, permaneceram durante toda a jornada de trabalho sem executar qualquer tipo de atividade: “Além disso os reabilitados são impedidos de participar de eventos com a presença dos demais empregados e deixam de concorrer a cargos mais elevados dentro da empresa”.

De acordo com o presidente do sindicato, Jair Santos, as provas estavam sendo reunidas desde 2013 e, dois anos depois, foram levadas ao MPT, quando foi registrado inquérito civil e, em 2019, foi ajuizada a ação. Ele afirmou que os recursos pagos pela Mercedes-Benz serão direcionados a instituições indicadas pelo MPT. Quem poderá receber parcela do montante, exemplificou, é o Centro Infantil Boldrini, hospital filantrópico especializado em oncologia e hematologia pediátrica.

Somado ao pagamento da indenização os desembargadores determinaram o cumprimento de todas as obrigações pleiteadas pelo MPT sob pena de multa de R$ 100 mil por trabalhador vítima de assédio ou discriminação, ou multa diária de R$ 10 mil, a depender do item descumprido. 

São mais de doze obrigações que devem ser cumpridas pela montadora, incluindo o fim das práticas de assédio moral, especialmente contra os trabalhadores reabilitados, a elaboração de programas internos de prevenção ao assédio e à discriminação.

De acordo com o MPT houve a tentativa de celebração de TAC, termo de ajuste de conduta, com a montadora, que negou que estivesse cometendo assédio moral ou discriminação e, portanto, a assinatura de acordo. Foi então que a procuradora Luana Duarte ajuizou a ação civil.

Procurada a Mercedes-Benz informou que “não comenta processos que estejam em andamento e reforça que adota todas as medidas de respeito, proteção, saúde e segurança de seus trabalhadores.”

Centro de distribuição de peças da Volkswagen completa 20 anos e ganhará investimento

Vinhedo, SP – O PAC, Centro de Peças e Acessórios da Volkswagen, instalado em Vinhedo, completou 20 anos de operação e receberá parte do investimento de R$ 16 bilhões previstos para o Brasil até 2028, dos quais R$ 13 bilhões no Estado de São Paulo, para elevar o nível de tecnologia e melhoria de processos. O valor destinado a ele, no entanto, não foi divulgado.

Instalado em uma área de 132 mil m² o PAC é o maior centro de distribuição de peças da América Latina e mantém estoque de 25 milhões de peças, que são recebidas de cerca de 650 fornecedores, e atende outras marcas como Audi e Volkswagen Caminhões e Ônibus. Por mês são faturadas cerca de 1,7 milhão de peças, de 78 mil tipos.

Por ano são faturados mais de R$ 2 bilhões em peças e acessórios que são distribuídos para o Brasil e outros 22 países, indo além da América Latina, chegando a Estados Unidos e Canadá, por exemplo.

Evento de celebração dos 20 anos do PAC

Segundo a Volkswagen o nível de satisfação dos proprietários de um modelo da marca está em 93%, porcentual que era bem mais baixo há alguns anos. No PAC também são armazenadas as peças de modelos que saíram de linha nos últimos dez anos, como Up!, Gol e Fox, por exemplo, e de clássicos como Fusca e Kombi. 

De olho na sustentabilidade da operação, 100% da energia elétrica utilizada no PAC vem de fontes renováveis. A unidade recebeu certificado do Instituto Lixo Zero, com nota de 99,9%, a mais alta já concedida pela entidade. A distribuição de peças também deverá reduzir o volume de combustível consumido anualmente:

“Vamos começar a usar o processo de cabotagem para levar peças e componentes de São Paulo até Manaus, realizando diversas paradas ao longo do trajeto”, afirmou o CEO da Volkswagen no Brasil, Ciro Possobom.

O uso da cabotagem para o Nordeste também começará em breve, utilizando vias marítimas. A VW calcula que o processo ajudará a reduzir o consumo de combustível, com ganhos ambientais que equivalem a 19 mil árvores plantadas, ou 3,5 mil m² de geleiras não derretidas.

Mercado poderá superar projeções da Anfavea, avalia CEO da Volkswagen

Vinhedo, SP – Com bom desempenho até setembro, quando alcançou quase 1,9 milhão de unidades vendidas, o mercado brasileiro em 2024 poderá superar as últimas estimativas da Anfavea, de 2 milhões 450 mil unidades, na análise de Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil. Ele acredita em vendas “um pouco acima” deste volume e melhor desempenho da marca.

Até setembro foram licenciados 276,6 mil Volkswagen, crescimento de 16,1% sobre os primeiros meses do ano passado. Desempenho superior ao do mercado, que cresceu 14,1%, e que garantiu fatia de 15,8% nas vendas de leves no País. Possobom acredita que possa chegar aos 16% a 16,5% de participação até o fim do ano:

“É uma das maiores participações da Volkswagen no mundo. Atualmente o Brasil é o nosso terceiro principal mercado, ficando atrás apenas da China e da Alemanha, que são os dois maiores. Hoje o Brasil é um mercado muito relevante para a nossa marca”.

O bom momento da Volkswagen é reflexo dos diversos lançamentos nos últimos anos, segundo o CEO, e uma gama completa de SUVs, que é o segmento que mais cresce no País. Atualmente possui o segundo modelo mais vendido do Brasil, o hatch Polo, com 97 mil emplacamentos. O T-Cross é o SUV mais emplacado no mercado local, com 55,4 mil unidades vendidas até setembro.

O CEO disse que a rentabilidade dos negócios também melhorou muito na comparação com quatro ou cinco anos atrás, o que agradou a matriz e possibilitou o aporte de R$ 16 bilhões que foi anunciado para o mercado brasileiro até 2028. Com esse investimento a montadora pretende lançar dezesseis novos modelos:

“Já lançamos o novo T-Cross, a nova Amarok e até dezembro vamos apresentar mais um modelo, que posso adiantar que ficou muito bonito e deverá agradar os consumidores, assim como os outros do portfólio, que caíram no gosto dos brasileiros. Também teremos, em breve, mais um SUV que se juntará a Nivus, T-Cross, Taos e Tiguan”.

Possobom disse ainda que a Volkswagen continuará apostando em grandes eventos musicais para promover a marca e atingir o maior número de pessoas. De acordo com ele enquanto algumas empresas apostam em futebol e outros segmentos a Volkswagen continuará colocando suas fichas no segmento musical, que permite a conexão com diversos públicos.

BMW anuncia investimento de R$ 1,1 bilhão em sua operação brasileira

São Paulo – Durante a comemoração dos 10 anos de produção na fábrica de Araquari, SC, a BMW anunciou investimento de R$ 1,1 bilhão em sua operação brasileira. O novo ciclo, de 2025 a 2028, sucede ao de R$ 500 milhões aplicados de 2022 até este ano e será concentrado em preparar as linhas de montagem para receber novos modelos, atualização de tecnologias e fortalecimento da equipe de engenharia nacional.

Milan Nedeljković, integrante do board global da BMW responsável pela produção, esteve no Brasil para anunciar o novo ciclo, na sexta-feira, 4, no escritório da companhia em São Paulo. Ele adiantou também que nas próximas semanas começará a sair das linhas de Araquari o X5 versão híbrida plug-in, o primeiro PHEV nacional.

Será, entretanto, tecnologia híbrida ligada a um motor a combustão a gasolina. Os híbridos flex, de acordo com Nedeljković, ainda não estão nos planos de curto prazo da BMW: “Teremos em Araquari produção de modelo flex, como os Serie 3, a gasolina e agora um híbrido plug-in. Mas por enquanto a tecnologia híbrida será adotada apenas com motor a gasolina”.

O X5 PHEV se junta aos Serie 3, X1, X3 e X4 produzidos em Santa Catarina. Outros modelos poderão ser incorporados durante o próximo ciclo, segundo Maru Escobedo, a CEO da BMW no Brasil, que, no entanto, manteve segredo a respeito dos próximos passos no portfólio.

Boa parte do valor será aplicada também na equipe de engenharia local, que já trabalha no desenvolvimento de tecnologias aplicadas em BMW e Mini produzidos em outros mercados. Como exemplos Nedeljković citou a chave digital usada em alguns modelos da marca e colaborou no desenvolvimento dos aplicativos My BMW e My Mini e do sistema de infotainment do elétrico iX.

Primeiro passo da eletrificação

Os primeiros resultados do novo ciclo de investimento da BMW no Brasil aparecerão já no X5 PHEV, que deverá circular nas ruas do País até o fim do ano. Segundo Maru Escobedo uma parte do valor foi direcionada para a preparação de Araquari para produzir modelos eletrificados.

O X5 PHEV será idêntico ao atualmente importado de Spartanburg, Carolina do Norte, Estados Unidos. Deverá ser o primeiro de uma série de híbridos produzido localmente, embora ainda sem confirmação oficial. 100% elétricos, no entanto, ainda não estão nos planos da BMW para Araquari, assim como exportação a partir da unidade catarinense: Nedeljković disse que as 11 mil unidades produzidas anualmente, volume alcançado após uma expansão promovida do final do ano passado para cá, serão direcionadas para atender às demandas dos brasileiros.

União Europeia aprova aumento de tarifas para veículos elétricos chineses

São Paulo – Os países membros da União Europeia aprovaram o aumento do imposto de importação para veículos elétricos produzidos na China, após votação na comissão que foi montada para debater o assunto. Com isto a taxação subirá para 35%, e não mais os atuais 10%, de acordo com o portal Automotive News Europa.

Na reunião realizada na sexta-feira, 4, dez países votaram a favor, cinco foram contra e doze se abstiveram. Após a votação um regulamento final deverá ser criado até o fim deste mês, afirmou a comissão.

A comissão criada para discutir o assunto afirmou que ainda pretende continuar negociando com a China em paralelo para buscar uma solução alternativa que deverá ser totalmente compatível com a OMC, Organização Mundial do Comércio, para lidar com os subsídios prejudiciais.

A decisão de votar o aumento dos impostos ocorreu após investigação da União Europeia que concluiu que a China “subsidiou de forma injusta a sua indústria automotiva”, dificultando a competição dos veículos produzidos pelas montadoras instaladas na Europa.

A China negou esta acusação e ameaçou elevar suas tarifas sobre alguns setores europeus, caso da produção de conhaque, laticínios, carne de porco e automóveis.

BYD abre pré-venda da picape híbrida plug-in Shark

São Paulo – A BYD abriu a pré-reserva para a compra da picape híbrida plug-in Shark, com condições especiais que incluem um kit de energia solar, carregador portátil de 3,5 kWh e seguro total por um ano grátis. Como cliente a marca tem em mente o produtor rural.

Primeira picape híbrida plug-in da BYD, com design inspirado em tubarões, a Shark foi desenvolvida a partir da plataforma inédita DMO Super Híbrida Off-Road. Lançada globalmente em maio chegará ao Brasil nas próximas semanas.

Interessados podem preencher cadastro em https://www.byd.com/br/shark-prereserva.

Fábrica da BMW em Araquari completa 10 anos de operação

São Paulo – O Grupo BMW celebra uma década de operação de sua unidade em Araquari, SC, onde já foram produzidos mais de 100 mil veículos. Segundo a montadora é a maior fábrica de carros premium da América do Sul, onde são montados os modelos Série 3, X1, X3, X4 e, em poucas semanas, o híbrido plug-in X5.

Em dezembro de 2023 o Grupo BMW anunciou aumento de 10% na sua capacidade produtiva, alcançando capacidade de fabricação anual de 11 mil unidades. De acordo com a companhia a mão de obra está sendo treinada para fabricar veículos eletrificados uma vez que a linha de produção é flexível e, portanto, está apta a fabricar modelos híbridos ou elétricos em um curto espaço de tempo, a depender da demanda do mercado.

As emissões de CO2 provenientes do consumo de eletricidade da fábrica, que ocupa área de 1,5 milhão de m², são compensadas pela geração de energia limpa. No total 1 mil 902 painéis solares instalados no telhado do edifício da montagem geram mais de 1 milhão de kWh/ano. E há o reúso de efluentes, o reaproveitamento de água e a redução do consumo de solventes nas áreas operacionais.

O programa de visitas Inside BMW Group Brazil, lançado há dois anos, já levou mais de 3 mil pessoas para conhecer de perto a montagem dos carros. Gerenciada pela Serra Verde Express a iniciativa que permite que adultos e crianças com mais de 10 anos entrem na fábrica oferece o serviço em dois turnos, às 9h00 e às 13h00.

Mercado apresenta números positivos em todos os segmentos em setembro

São Paulo – Todos os segmentos do mercado automotivo apresentaram desempenho positivo na comparação de setembro com igual mês de 2023 e no acumulado do ano. Segundo divulgou a Fenabrave na quinta-feira, 3, foram comercializados 236,3 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mês, avanço de 19,6% sobre setembro do ano passado. De janeiro a setembro somam 1 milhão 859 mil veículos comercializados, crescimento de 14,1% com relação aos nove primeiros meses de 2023.

A comparação com agosto, porém, ficou negativa em todos os segmentos por uma razão: a menor quantidade de dias úteis de setembro, 21, contra o mês anterior, 22, segundo o presidente José Maurício Andreta Júnior.

Em automóveis e comerciais leves os licenciamentos subiram 18,8% na comparação anual e ficaram estáveis, leve recuo de 0,2%, na mensal, somando 222,7 mil unidades. No acumulado do ano as vendas somam 1 milhão 750 mil veículos, crescimento de 14,1%.

No segmento de caminhões houve incremento de 33,2% nas vendas comparado com setembro de 2023 e queda de 0,8% com relação a agosto, totalizando 11,2 mil veículos. De janeiro a setembro o saldo ficou 17,5% positivo, alcançando 89 mil unidades.

Em ônibus, com 2,4 mil unidades, as vendas cresceram 34,4% na comparação anual e caíram 15,1% na mensal. No acumulado são 19,6 mil unidades comercializadas, 4% de crescimento.

Senai divulga treze projetos aprovados pela Aliança Industrial do Mover

São Paulo – Treze projetos foram aprovados pela Aliança Industrial, categoria do Programa Mover que estimula o desenvolvimento de novas soluções para o setor automotivo por um grupo de empresas. Eles serão desenvolvidos em até dois anos em arranjo envolvendo a participação de ao menos três empresas e um ISI, Instituto Senai de Inovação. É possível incluir, ainda, startups e outras instituições de ciência e tecnologia.

De acordo com o Senai serão destinados para pesquisa, desenvolvimento e inovação, ao todo, R$ 34,2 milhões. As empresas aportarão, ainda, R$ 26 milhões nos projetos como contrapartida financeira.

As treze iniciativas aprovadas tiveram como companhias proponentes Stellantis, Brose, Engrecon, CNH Industrial, Hyundai, Central das Correias e Correntes, MKS Equipamentos Hidráulicos, Durametal, Renault e Scorpios Indústria Metalúrgica.  

Participarão, ainda, ISIs de cinco estados: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo. Confira abaixo os projetos aprovados.

1 – Metodologia de envelhecimento de catalisadores em único teste
Empresas: Stellantis, BASF, Newon
ISI: Engenharia de Superfícies – MG
Objetivo: Desenvolver metodologia com protótipo para testes simultâneos de envelhecimento de catalisadores automotivos, visando eficiência e redução de custos por meio de automação e coleta de dados.

2 – Democen Hybrid: metodologia para estudo da temperatura em motores híbridos
Empresas: Stellantis, WEG, Marelli
ISI: Engenharia de Superfícies – MG
Objetivo: Desenvolver metodologia para simular testes em baterias veiculares sob condições extremas, visando a analisar o impacto no desempenho inicial da combustão e reduzir as emissões de motores híbridos.  

3 – UAV semiautônomo para inventário logístico industrial
Empresas: Brose, Stellantis, Sulbras
ISI: Tecnologias da Informação e Comunicação – PE
Objetivo: Desenvolver veículo aéreo não tripulado, UAV, na sigla em inglês, ou drone com navegação semiautônoma e tecnologias de geolocalização, como Visual SLAM e UWB, para gestão de estoque em corredores e racks verticais em armazéns.

4 – Comparação de eficiência para hibridização paralela de veículos
Empresas: Engrecon, Kromi e BPN
ISI: Manufatura Avançada – SP
Objetivo: Desenvolver kit de hibridização paralela para veículos pesados e comerciais, com o objetivo de otimizar a eficiência energética e diminuir as emissões de CO2, servindo como uma solução transitória até a eletrificação total.

5 – Logística conectada 5G: plataforma de gestão de AMRs e representação digital
Empresas: CNH Industrial, Comp e Methal Company
ISI: Manufatura Avançada – SP
Objetivo: Desenvolver plataforma de gestão para robôs móveis autônomos e digitalizar segmento da linha de montagem com visão computacional para aumentar a eficiência operacional e energética, reduzir falhas e melhorar a representação digital do processo produtivo.

6 – Intralogistics Supply Route  
Empresas: Hyundai, Seoyon Intech Automotive, Mobis Brasil
ISI: Logística – BA
Objetivo: Atualizar o abastecimento na linha de produção da Hyundai em duas macroetapas envolvendo o desenvolvimento de novo modelo de sistema de abastecimento e a criação de sistema de movimentação de materiais de alta saturação.  

7 – Revite – Revestimento para reduzir consumo de gás no processo de pintura
Empresas: Hyundai, Stellantis, CT Indústria e Comércio, Keratech e Nchemi
ISI: Engenharia de Superfícies – MG
Objetivo: Desenvolver revestimento cerâmico para skids, visando diminuir a absorção de calor e o consumo de energia e, consequentemente, as emissões de gases de efeito estufa, no processo de pintura.

8 – Integração Automatizada e Sustentável na Produção de Pisos e Pneus
Empresas: Central das Correias, Arametal e NewTrack Acessórios
ISI: Tecnologias da Informação e Comunicação – PE
Objetivo: Estabelecer linha de produção automatizada para produção de pisos emborrachados de alta qualidade para a indústria automotiva, além de uma linha de processamento de pneus para reciclagem.

9 – Soldagem 4.0: uso híbrido de ferramentais flexíveis e sistemas automatizados
Empresas: MKS Equipamentos Hidráulicos, Bucher, Vinilak
ISI: Manufatura Avançada – SP
Objetivo: Aumentar a agilidade de movimentação de plataformas e a produtividade da linha de soldagem, ao adotar processos mais eficientes com o uso de ferramentas automatizadas.

10 – Indústria 4.0 na Durametal: Otimizando a produção  
Empresas: CIE Durametal, Realize Software e Technoflow
ISI: Tecnologias da Informação e Comunicação – PE
Objetivo: Desenvolver sistema online para gerenciamento em tempo real da produção nos setores de fusão e refino da Durametal e aumento da eficiência operacional. O sistema permitirá monitorar manutenções, interrupções, controlar o tempo de fusão e a composição química, assim como registrar e controlar correções no forno.

11 – Cobot PE VE Latam
Empresas: Renault, Selettra e Tecnoprocess   
ISI: Sistemas de Manufatura – SC
Objetivo: Criar protótipo de robô colaborativo modular e dinâmico para montagem veicular, capaz de se adaptar e operar com segurança em diferentes operações, incluindo locais de difícil acesso.

12 – Sistema de visão
Empresas: Kaplan, Scorpios, Schioppa
ISI: Manufatura Avançada – SP
Objetivo: Desenvolver sistema de visão computacional avançado para análise automatizada de peças em linhas de produção e melhoria do controle de qualidade, redução de desperdício e aumento da eficiência.

13 – Tecnologia de aquecimento do ar de admissão e do etanol
Empresas: Stellantis, Marelli e Thermal Management Solutions
ISI: Engenharia de Superfícies – MG
Objetivo: Criar sistema eletrônico para aquecer o ar de admissão e o etanol em motores do ciclo Otto, especialmente durante partidas a frio, aprimorando a mistura ar-combustível para uma combustão mais eficiente, com menos emissões de gases orgânicos não metano, NMOG.

ABB desenvolve robô que faz a recarga de caminhões elétricos

São Paulo – A ABB apresentou protótipo de robô industrial criado para automatizar a recarga de caminhões movidos a bateria em locais em que é realizada a atividade de mineração. Batizado como eMine Robot Automated Connection Device, ou Robot ACD, foi projetado para evitar risco às pessoas que executam o processo neste ambiente.

Esta primeira versão demonstrada na feira Minexpo 2024, em Las Vegas, Estados Unidos, passa por testes nos laboratórios da ABB na Suécia. Até o fim do ano, no entanto, variante aprimorada do equipamento deve ser colocada em prática na mina de cobre Aitik, no Norte do país, operada pela mineradora Boliden. 

O robô desenvolvido para operar em condições adversas, como a exposição a temperaturas extremas, lama, poeira, riscos mecânicos e químicos, interliga de forma automatizada o carregador eMine FastCharge a conectores de baterias de caminhões de minério.

De acordo com a ABB ele foi criado para ter interoperabilidade com caminhões elétricos de todos os modelos, sendo compatível com conectores, interfaces e carregadores hoje disponíveis no mercado.