Toyota GR Yaris chega ao Brasil por R$ 355 mil 

São Paulo – A Toyota anunciou a pré-venda do novo GR Yaris, desenvolvido pela divisão Gazoo Racing. Tanto a versão do câmbio manual, com seis marchas, como a automática, com oito marchas, têm preço de R$ 354 mil 990, exclusivo para a ocasião. Com série inicial limitada a 198 unidades, 99 de cada versão, os veículos serão identificados por placa comemorativa numerada no console e entregues a partir de abril.

Os primeiros clientes serão convidados para experiência de imersão no Autódromo Velocittà, incluindo atividades em pista e experiências de rali a bordo de um GR Yaris de competição.

Equipado com motor 1.6 turbo de três cilindros com 304 cv e 40,8 kgfm de torque o veículo vem com console central inclinado em 15 graus e há espaço para instalação de mostradores adicionais à frente do copiloto, em referência clara aos carros de rali. 

O painel digital de 12,3 polegadas oferece os modos normal e esportivo. Na versão automática há exibição dedicada para temperatura da transmissão e alertas para trocas de marchas.

Para postura de pilotagem mais fiel à dos carros de competição o painel foi rebaixado em 50 milímetros, o retrovisor reposicionado, e os bancos dianteiros foram rebaixados em 25 mímetros, para aprimorar a ergonomia.

Grupo Renault assume controle total da Flexis

São Paulo – O Grupo Renault, o Grupo Volvo e o Grupo CMA CGM assinaram acordo que concedeu à Renault o controle total da Flexis SAS, joint venture criada pelas três empresas em 2024 para desenvolver nova geração de furgões elétricos inovadores. O acordo prevê a aquisição das participações do Grupo Volvo e do CMA CGM, respectivamente de 45% e 10%, pelo Grupo Renault, o que deverá ser efetivado até o fim do primeiro semestre.

Desta forma o Grupo Renault concluirá o projeto, consolidado na França. O início da produção do primeiro modelo da gama, o Renault Trafic Van E-Tech elétrico, será realizada na fábrica de Sandouville, na França, até o fim do ano.

Por meio da Renault Trucks o Grupo Volvo também comercializará os veículos criados pela iniciativa a partir de 2027, dando continuidade à parceria de longa data das companhias em veículos comerciais leves.

Volvo Cars Brasil foi a que mais cresceu em todo o mundo

São Paulo – Após fechar 2025 com alta de 13% nas vendas, o maior crescimento dentro da Volvo Cars, e somar 9,7 mil unidades vendidas, recorde para o Brasil, Marcelo Godoy foi anunciado na segunda-feira, 23, novo chefe de vendas, logística e planejamento para a empresa na América Latina. Marcelo Kronemberger, que liderava a operação na região, acumulará as funções com a divisão brasileira.

Semanas antes, durante o lançamento de nova versão mais vitaminada do EX30, Godoy conversou com o Agência AD Entrevista sobre o recorde, as expectativas para o complicado ano 2026 e a visão da matriz da Volvo Cars para o Brasil, dentre outros assuntos. Os principais momentos da entrevista estão abaixo:

No ano passado a Volvo Cars bateu recorde de vendas no mercado brasileiro, com mais de 9,7 mil unidades emplacadas. Quais foram, na sua opinião, as principais razões para este bom desempenho, quase 13% superior ao de 2024?

Ano contra ano a Volvo Brasil foi, no mundo, a que mais cresceu. É uma conjunção de fatores, que inclui nossos processos internos. Somos muito enxutos, cortamos todas as reuniões desnecessárias e focamos no negócio. Estabelecemos um bom relacionamento com a rede de concessionários e fomos às ruas para visitar os pontos de vendas. Não vendemos o carro na Região Sul da mesma forma como vendemos no Nordeste. A rede está lá, são 52 concessionárias, mas nós precisamos estar perto, cobrando. O CRM é outro ponto importante: o cliente Volvo tem uma adesão forte à marca. Então estamos, também, próximos destes clientes: temos casos de compradores na quarta, quinta, sexta XC60, ou trocando para o XC90. Nós identificamos que a última compra já faz dois, três anos, e entramos em contato com ele, via e-mail, oferecendo bônus para a troca.

No meio do ano retorna a alíquota de 35% do imposto de importação para eletrificados. É possível pensar em novo recorde diante deste cenário?

Nossa ambição ainda é alta este ano. A projeção é de estabilidade, pode ser um pouco abaixo das 9,7 mil, pode ser um pouco acima. O bom de alcançar este volume é que você bateu o recorde, o ruim é que agora a régua está lá em cima. E é um ano mais complicado, tem o aumento do imposto de importação, a competição está maior e há a questão da demanda dos clientes: não sabemos qual será. É um público do topo da pirâmide, que pode postergar a compra por fatores como a eleição: está tudo bem, ele está andando de carrão. Ele pode decidir mudar de país, já aconteceu no passado. O mercado premium é de 40 mil, 50 mil carros por ano e, se mantiver o volume, conseguimos fazer nosso resultado. Agora se ele baixar muito, fica difícil, em um mercado de 30 mil unidades, com todo mundo precisando vender… o esforço financeiro tem um limite.

Vocês têm alguma projeção de vendas?

Ainda estamos finalizando, mas é ao redor de 9 mil unidades. A minha promessa à matriz é de manter a relevância da Volvo no Brasil. E estamos conseguindo. Zero problema se o volume for menor do que o ano passado, o importante é manter a relevância, como nos últimos dez anos.

O dólar está em queda neste início de ano e no horizonte existe este aumento de tarifa. Existe algum planejamento para adiantar importações e evitar o repasse ao consumidor final? Ou será inevitável reajustar os preços?

É uma ferramenta que usamos no passado e voltaremos a fazer porque foi muito assertiva. Outro ponto que aprendemos é que precisamos de disponibilidade de carros, e rápida. Se determinado modelo de determinada cor não está no estoque, tem que chegar em poucas semanas. Porque do jeito que está competitivo, ele pode ser puxado por outra marca.

E isto pode implicar em reajuste de preço no segundo semestre?

Existe esta possibilidade sim. No ano passado realizamos um aumento de preço e foi tudo bem, foi tranquilo. É algo moderado que, como o número alcançado mostra, não impactou o negócio.

Qual a visão que a matriz tem do mercado brasileiro? 

É a melhor possível. O Brasil tornou-se referência de mercado de carro elétrico, de gestão e cada vez mais os olhos estão virados para cá. Nossa sorte, ou azar, é que o Hakan [Samuelsson, presidente global da Volvo Cars] trabalhou aqui no Brasil quando esteve na Scania e gosta muito do País, até fala um pouco de português. Então entende o contexto. Seria muito fácil para uma gestão decidir abandonar o mercado após um aumento de imposto de importação: faz o volume, vende o que estiver no estoque e fecha a rede. Mas o que recebemos foi mais autonomia porque eles conhecem, eles confiam.

Algum lançamento importante está previsto para 2026? O que podemos esperar do seu plano de produto?

Foram seis lançamentos nos últimos dois anos, nosso ciclo está bem acelerado. Teremos o ES90, sedã 100% elétrico, chegando no meio do ano e mais para o fim do ano tem a EX60, já aguardada por muitos.

Qual é o tamanho da rede de concessionárias da Volvo Cars no Brasil? Está em expansão?

São 52 concessionárias. Temos uma cobertura boa para este patamar de 10 mil carros, uma rede muito forte.

Brose alcança neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2

São Paulo – Desde 2016 em luta pelo controle de emissões a Brose do Brasil alcançou neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2. O resultado é fruto “de iniciativas de eficiência e otimização em suas três fábricas”.  O grupo também compensou os resíduos de emissão inevitáveis por meio da compra de créditos de carbono verificados.

A empresa comprou 45 créditos de carbono verificados para compensar as emissões remanescentes. 

Algumas das iniciativas que levaram a Brose à neutralidade de carbono foram ações de otimização operacional e redução do consumo de combustíveis e energia, contribuindo para uma queda de 70% das emissões nas três fábricas, otimização do acionamento de manutenção do gerador, utilizado em situações de falta de energia, abastecimento da frota da empresa apenas com etanol, substituição de lâmpadas para modelos mais eficientes e instalação de sistemas de desligamento automático.

Senai terá oferta de R$1,3 bilhão em recursos ao Mover até 2029

São Paulo – O Senai ofertará, até 2029, cerca de R$ 1,3 bilhão em recursos não reembolsáveis pelo programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação. O investimento será para as frentes de formação profissional, consultoria, pesquisa e desenvolvimento, apoio à criação de centros de competência e parcerias internacionais para intercâmbio de pesquisadores. 

Do total previsto R$ 1 bilhão 250 milhões são do FNDIT, Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico, R$ 25 milhões do Senai e R$ 25 milhões de empresas participantes dos projetos de P&D. 

O programa é estruturado em três eixos de atuação: desenvolvimento de competências, consultorias hands on e pesquisa e desenvolvimento. Em seis anos R$ 350 milhões de reais já foram investidos em projetos de P&D e mais de 1,4 mil consultorias gratuitas realizadas. 

Trabalhadores da GM São José dos Campos pedem abertura de PDV

São Paulo – Trabalhadores da General Motors de São José dos Campos, SP, participaram de assembleia na segunda-feira, 23, convocada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, para votar a abertura de um PDV, plano de demissão voluntária, que teve a adesão de quase duzentos trabalhadores. A empresa acabou de encerrar PDV em São Caetano do Sul, SP, motivado pela queda nas vendas.

De acordo com o sindicato desde o início do ano a GM demitiu cerca de trinta trabalhadores na fábrica do Vale do Paraíba, a maioria do setor administrativo e aposentados. O secretário geral Renato Almeida disse que para evitar cortes gradativos está sendo reivindicado o PDV, ao justificar que neste modelo, além de haver adesão voluntária de profissionais, há possibilidade de inclusão de direitos adicionais à multa rescisória, como indenização maior e continuidade do plano de saúde, por exemplo.

“Embora a empresa diga que as vendas dos dois modelos fabricados aqui, a S10 e a Trailblazer, estejam bem, e que os cortes tenham sido pontuais, temos receio de que ela planeje uma reestruturação de cargos e salários para fomentar a entrada de trabalhadores com salários menores. Então, se esta for a intenção, que possam sair aqueles que desejarem com um pacote de incentivo.”

A ideia é que seja adotado programa de demissão voluntária nos mesmos moldes de São Caetano que, por sua vez, replicou modelo aplicado em São José dos Campos em junho de 2025, quando em torno de trezentos profissionais com restrições médicas aderiram ao pacote e outros cem, sem sequelas do trabalho, aderiram à proposta. 

Hoje operam na produção dos dois modelos e também na de motores e transmissões cerca de 3,2 mil profissionais, em dois turnos. Na avaliação do sindicalista a abertura do plano poderia incentivar em torno de 150 demissões voluntárias de profissionais aposentados e com idade próxima de se aposentar.

Reunião para tratar do tema foi agendada com a GM na sexta-feira, às 10h00.

Colaboração com Hyundai e produção no Ceará 

Além do PDV Almeida afirmou que é pleiteada conversa com o novo presidente da GM na América do Sul, Thomas Owsianski, que desde o início de fevereiro sucede a Santiago Chamorro, para discutir o cenário atual, incluindo a notícia da colaboração com a Hyundai e a produção de novos modelos na fábrica.

Em agosto do ano passado foi emitido comunicado segundo o qual as duas montadoras farão colaboração estratégica envolvendo o desenvolvimento de quatro veículos: um SUV compacto, um carro, uma picape e uma picape média, sendo que esta última deverá ficar a cargo da GM e os outros três da Hyundai. Um quinto veículo, uma van comercial elétrica, deve ter produção compartilhada nos Estados Unidos.

Quanto à produção destes novos modelos, que deverão ser comercializados nos mercados da América Central e do Sul, com opção híbrida, há quatro candidatas da GM, além de São José dos Campos: São Caetano do Sul, SP, Gravataí, RS, e Rosário, Argentina — além da fábrica da Hyundai em Piracicaba, SP.  Os trabalhos de design e engenharia deverão começar em breve e o lançamento do primeiro modelo é aguardado para 2028.

“Desde que foi feito o anúncio estamos em contato com a montadora para mais informações a respeito, mas, até agora, nada. Queremos trazer parte deste investimento para a nossa unidade, onde já é produzida a S10”, afirmou Almeida. “Considerando os dois modelos fabricados aqui são utilizados 70% da capacidade do complexo fabril, que é enorme, e tem condições de produzir muito mais.”

O sindicalista demonstrou preocupação também com o fato de a GM ter optado por investir R$ 400 milhões até este ano para, em parceria com a Comexport, montar o Spark e a Captiva 100% elétricos em Horizonte, CE, na antiga fábrica da Troller. O plano é injetar mais R$ 500 milhões até 2030 para inserir outros modelos.

“Não faz sentido a GM optar por produzir estes modelos com empresa terceirizada, sendo que temos condições tanto aqui quanto em São Caetano. Isto é inédito. A guerra fiscal está empobrecendo o Estado e tirando o emprego de trabalhadores qualificados. Precisamos trazer mais investimentos para as nossas unidades.”

Corte de US$ 60 bilhões nas apostas do carro elétrico

Carros elétricos, fora da China, não morrerão mas estão matando as finanças de muitos fabricantes sediados nos Estados Unidos, Europa e Japão. A escolha obrigatória de uma só tecnologia para reduzir emissões de gases de efeito estufa dos meios de transporte terrestre – em vez de focar na redução de CO2 por todos os meios disponíveis – está cobrando preço alto da indústria, com redução de mais de US$ 60 bilhões nas apostas, até agora.

O valor com força de eletrochoque é a soma do que foi divulgado, desde o fim do ano passado até agora, por seis fabricantes de veículos em anúncios e balanços financeiros sobre cortes, cancelamentos, prejuízos, desinvestimentos e revisões de planos para produzir carros elétricos e seus componentes. Pode ser, portanto, que a cifra seja ainda mais alta ao ser adicionada por novos anúncios ou perdas ainda não divulgadas.

Com o cancelamento ou a redução de incentivos públicos, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, o custo do carro elétrico torna-se inviável pois o consumidor não quer ou não pode pagar o preço da descarbonização elétrica, enquanto a China segue incentivando e escalando a produção de modelos eletrificados com preços imbatíveis.

O resultado dessa combinação foi a adoção de medidas protecionistas contra os chineses – o que só ajuda a estancar o crescimento do mercado dos veículos a bateria nos países que adotam barreiras – e a consequente revisão dos planos das empresas fabricantes.

Futuro comprometido

Ao revisar os balanços das companhias os analistas estimam que de 25% a 30% destes US$ 60 bilhões sejam de prejuízos em dinheiro que impactam o caixa, causados por cancelamento de contratos com fornecedores ou de associações com outras empresas, as joint ventures, principalmente fabricantes de baterias.

A maior parte das perdas, portanto, está no futuro, no horizonte de 2028 a 2032, quando a situação refletirá a redução dos volumes de veículos elétricos que seriam vendidos – e não serão mais – e o consequente efeito cascata que isto provoca em toda a cadeia, com retração dos planos de investimento em pesquisa e desenvolvimento, recuo nas compras de máquinas, equipamentos e componentes que já estavam previstas para produzir os novos produtos, demissões em massa e apertos nas finanças que comprometem a evolução das empresas.

Com isto o orçamento da indústria para novas apostas fica sensivelmente apertado e a aversão ao risco cresce, colocando mais etapas para a aprovação de novos investimentos. O resultado é uma indústria mais lenta, muito menos propensa a gastar e a inovar, o que pode comprometer o futuro de alguns fabricantes tradicionais e seus fornecedores, que perderão terreno para quem ainda tiver recursos para investir em novas plataformas e tecnologias.

Ao reduzir volumes os fabricantes não estão apenas perdendo mercado: também perdem escala e o domínio dos custos de produção.

A tirada de pé do acelerador dos carros elétricos já é sentida pela nova cadeia de componentes que começou a ser formada na Europa e nos Estados Unidos. Investimentos em fábricas de baterias já foram cancelados ou sensivelmente reduzidos – essas linhas de produção tem custos fixos elevados e quando há qualquer variação para baixo nas vendas de veículos eletrificados o negócio não para de pé. Especialistas dizem ser uma questão de pouco tempo até que fornecedores de softwares e sistemas eletrônicos também comecem a sofrer com cortes e renegociações de pedidos.

Somente nos Estados Unidos, após a retirada de incentivos à eletrificação do atual governo imperial de Donald Trump, os fornecedores estimam que perderão contratos de fornecimento para um volume que era projetado em torno de 15 milhões de veículos elétricos e híbridos, que deixarão de ser vendidos nos próximos anos até 2030.

A expectativa dos fornecedores é de passar de um modelo que era de contratos crescentes para o modo de renegociações, multas e conflitos com os fabricantes, que projetaram aumentos expressivos das compras de novos componentes para veículos eletrificados, instigando investimentos da cadeia de suprimentos, e que agora estão cancelando os planos.

Cortes e redefinições

Todos os fabricantes que anunciaram as perdas ou reduções de investimentos não desistiram do carro elétrico, mas rebaixaram as expectativas e estão remanejando seus planos para formatos mais flexíveis, com maior atenção a modelos híbridos – especialmente os EREVs, elétricos com autonomia estendida por geração de energia a bordo via motor a combustão – e retomada de aportes para produzir novos carros a combustão e seus motores.

Stellantis – US$ 26,5 bilhões: O grupo divulgou a maior cifra em perdas e redução de investimentos em carros elétricos. Dentre as iniciativas para sanear os prejuízos do balanço a empresa anunciou o desinvestimento em uma fabricante de baterias – a LG ficará com 100% do negócio. Na Europa a companhia está retomando a produção de veículos a diesel enquanto a demanda por elétricos está em queda na região. Também investirá na produção de novos motores quatro-cilindros e de modelos a combustão, dentre eles os novos Jeep Cherokee e Compass.

Ford – US$ 19,5 bilhões: A companhia pôs fim à sociedade com a SK On para produzir baterias para veículos elétricos nos Estados Unidos. Também anunciou que a próxima geração da picape elétrica F-150 Lightining migrará para a arquitetura EREV, veículo elétrico de autonomia estendida equipado com motor a combustão para gerar energia a bordo.

General Motors – US$ 6 bilhões: Retira investimentos de carros elétricos, assume perdas e redireciona US$ 4 bilhões para produzir motores V8 e picapes e caminhões a gás.

Volkswagen/Porsche – US$ 6 bilhões: Além da queda das vendas de modelos elétricos o Grupo Volkswagen projetou impacto de cerca de € 5,1 bilhões no seu lucro devido às mudanças na estratégia de eletrificação da Porsche, que após registrar o pior desempenho comercial em dezesseis anos anunciou o adiamento do lançamento de novos modelos totalmente elétricos e decidiu manter a produção de motores a combustão e híbridos plug-in por mais tempo.

Honda – US$ 1,7 bilhão: A fabricante japonesa revisou para baixo o investimento em carros elétricos, reduziu a meta de participação dos modelos a bateria em seu portfólio até 2030 e redobrou a aposta em híbridos.

Nissan – US$ 1 bilhão: Com prejuízos bilionários acumulados nos últimos anos a empresa sofre com produtos considerados desatualizado em comparação à velocidade da transição energética, com problemas de fornecimento de componentes e com a falta de uma linha forte de híbridos, que atualmente vendem melhor do que os elétricos puros nos Estados Unidos.

Ocidente desce, China sobe

Cada passo atrás dos grandes fabricantes ocidentais de veículos é uma doação de terreno à China. Bem menos por preocupações ambientais e muito mais por estratégia pragmática o país escolheu os elétricos para dominar a tecnologia e se livrar da tutela das empresas multinacionais. Hoje a China tem incentivos, escala produtiva gigantesca e o maior mercado do mundo para sustentar sozinha sua indústria e ainda vender os excedentes a preços imbatíveis em qualquer país que os deixem entrar.

Analistas avaliam que talvez esta seja uma guerra perdida, pois já é tarde demais para a indústria ocidental reduzir o abismo de competitividade que se abriu para produzir carros elétricos em comparação com a China – só restam as medidas de proteção para conter os chineses.

Às custas de salvar o balanço financeiro os fabricantes ocidentais estão promovendo a redefinição da sua cadeia produtiva e a diminuição da indústria.

BNDES aprovou R$ 11,9 bilhões em crédito para a indústria automotiva

São Paulo – O BNDES informou ter aprovado R$ 11,9 bilhões em crédito para o setor automotivo brasileiro de 2023 a 2025. O valor supera em 144% os recursos liberados de 2019 a 2022, R$ 4,9 bilhões – somente em 2025 foram R$ 5,2 bilhões, o maior valor para um ano desde 2016, quando somou R$ 4,7 bilhões. As montadoras obtiveram R$ 8,3 bilhões em crédito nos últimos três anos e R$ 3,5 bilhões ficaram com empresas de autopeças.

Segundo o BNDES os recursos foram destinados para, dentre outras finalidades, apoio para inovação e para impulsionar as exportações. Descarbonização foi outro tema relevante.

Segundo o presidente Aloízio Mercadante a política para o setor automotivo posicionará o Brasil em nova fronteira tecnológica: 

“Ao apoiar a descarbonização e estimular a produção de veículos híbridos fortalecemos nossa base industrial, geramos empregos qualificados e reduzimos emissões, transformando capacidade produtiva em liderança ambiental. Investir nesta agenda é garantir competitividade hoje e soberania tecnológica amanhã”.

Pesquisa da KPMG aponta que 87% dos CEOs confiam na expansão dos negócios

São Paulo – Pesquisa realizada anualmente pela KPMG com CEOs de companhias do setor automotivo e de manufatura industrial demonstrou, em sua edição mais recente, a Perspectivas Globais de CEOs da KPMG para 2026, que 87% desses executivos confiam no crescimento dos negócios. Além disso 75% deles estão otimistas com relação ao desenvolvimento da empresa e 71% afirmam que a função desempenhada nas organizações evoluiu devido às novas expectativas e à maior complexidade de suas atividades.

Pouco mais da metade dos profissionais do mais alto escalão do setor automotivo, 55%, consideram que nos próximos três anos a rentabilidade será impulsionada por produção e processos de excelência, seguida por novos modelos de negócio, para 49% deles. O levantamento apontou, ainda, que 81% dos executivos que lideram operações de manufatura industrial acreditam no potencial de avanço do segmento, que 77% mantêm visão promissora sobre o progresso da companhia e que 48% relatam que tiveram impactos nas rotinas de trabalho.

Mais: 47% dos CEOs do setor automotivo e 63% [dos CEOs] da manufatura industrial disseram que a cadeia de suprimentos é prioridade. Outros 44% do setor automotivo esperam que as atividades de negociação sejam de alto impacto –para os executivos de manufatura industrial a taxa é de 49%.

Oito em dez CEOs do setor consideram investir em IA

A inteligência artificial demonstrou-se tópico de alta relevância, o que foi considerado por 81% dos executivos da indústria automotiva e por68% da manufatura industrial, interessados em realizar investimentos na tecnologia. Quanto aos desafios do uso da ferramenta para 29% do setor automotivo e 33% de manufatura industrial eles estão na atração e retenção de talentos em IA, para preencher a lacuna das habilidades e as competências necessárias.

Por outro lado 22% de ambos os setores reconheceram o inquestionável aumento da eficiência e da produtividade como os principais benefícios de implementar a inovação em suas rotinas laborais. 

Executivos estão atentos aos distintos ambientes regulatórios

O levantamento da KPMG mostrou, ainda, que 66% dos participantes do setor automotivo e 69% da manufatura industrial admitem que as organizações estão em fase de aprendizagem e de adaptação para lidar com os diferentes ambientes regulatórios e políticas do mercado.

Sobre a sustentabilidade dos negócios 58% dos executivos do setor automotivo e 43% de manufatura industrial estão focados na colaboração e em parcerias para impulsionar a inovação, enquanto aderem a requisitos ambientais e a exigências legais.

Carlos Lomonaco é o novo diretor de logística da Yamaha

São Paulo – A Yamaha anunciou Carlos Lomonaco como seu diretor adjunto de logística e da Yamalog, empresa de soluções logísticas do grupo. Com quinze anos de experiência em logística e supply chain Lomonaco ocupou cargos de gestão nas áreas de projetos, desenvolvimento de negócios e operações na FM Logistic, na Ceva Logistics, na Geodis e na Maggion.   

Engenheiro de produção graduado na Universidade Paulista Lomonaco tem pós-graduação em gestão logística e extensão em finanças pela FIA, participou de programa executivo de tecnologia da informação e gestão estratégica na FGV e realizou cursos de extensão no Ibmec de gerenciamento de projetos e de ciência de dados e inteligência artificial para negócios.

A chegada do executivo ocorre em um momento de expansão da Yamalog, primeira empresa de logística do Grupo Yamaha no mundo, que nasceu em 2017 em Manaus, AM, como operadora dedicada às demandas da fabricante e evoluiu para modelo de negócios dedicado também ao atendimento de novos clientes.