Além do Spark foi confirmada a produção do Captiva, ambos 100% elétricos, na antiga Troller em Horizonte
Horizonte, CE — Antes mesmo de iniciar a montagem oficial do Chevrolet Spark EUV a General Motors encomendou a produção de um segundo modelo 100% elétrico à Comexport, que passou a operar a Pace, Planta Automotiva do Ceará, no mesmo local onde a Troller produzia seus modelos. Em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Comexport anunciou que o Captiva EV será nacionalizado e que os dois modelos terão 35% de itens locais já ano que vem.
“Esta é a terceira fábrica reinaugurada neste governo”, comemorou o presidente Lula, relembrando da GWM, em Iracemápolis, SP, na antiga Mercedes-Benz, e da BYD, em Camaçari, BA, outrora fábrica Ford. “O programa Mover e o Nova Indústria Brasil são um sucesso porque oferecem condições para a retomada da indústria e dos investimentos. Assim temos a volta dos trabalhadores a estas fábricas que estavam paradas.”
O evento no galpão com mais de trinta anos, que foi totalmente redimensionado para a montagem de veículos elétricos, marcou o início da produção do Chevrolet Spark EUV. As primeiras unidades nacionalizadas devem estar nas revendas Chevrolet “do fim de janeiro ao início de fevereiro”, disse o vice-presidente da GM, Fábio Rua. Ele contou que enquanto são validados os processos nacionais de montagem dos kits semidesmontados fornecidos pela SAIC-GM o Spark continuará sendo importado da China.
A expectativa da GM e da Comexport é que a partir do ano que vem sejam montados 8,8 mil unidades dos modelos elétricos no Brasil, sendo 3 mil Captiva EV e o restante Spark, de acordo com Rua. A capacidade inicial da Pace é de 10 mil unidades.
De acordo com Rodrigo Teixeira, vice-presidente da Comexport os modelos montados no Ceará terão 35% de peças nacionais: “Estamos instalando um parque de fornecedores ao lado da fábrica”.
Rua, da GM, afirmou que há “ao menos seis fornecedores já nomeados” e Teixeira acredita que este processo será acelerado e “superará rapidamente mais de dez parceiros nacionais, que virão para o Ceará”.
No entanto o plano inicial é atender à demanda interna com os dois elétricos antes de organizar uma operação de exportação na região, alertou Rua: “Obviamente temos interesse em exportar para a Argentina, pois o Spark já atende a regra de 35% de conteúdo localizado. Mas daremos um passo de cada vez. Hoje demos o primeiro passo, muito importante”.