84% dos brasileiros estão dispostos a mudar sua forma de mobilidade

São Paulo – Em todo o mundo três a cada quatro pessoas desejam optar por um meio de transporte que cause menor impacto ao meio ambiente. No Brasil essa pré-disposição é ainda maior, chegando a 84%. Mais: a maioria dos cidadãos brasileiros aceitaria parar de usar meios de transporte em que se tem um único passageiro, como carros e motocicletas.

Foi o que apontou levantamento realizado pela YouGov, empresa global de pesquisas online, apresentado pela Stellantis durante a segunda edição anual do Freedom of Mobility Forum, ou Fórum da Liberdade da Mobilidade, que busca debater como o planeta acomodará as necessidades de mobilidade de 8 bilhões de pessoas.

A ideia da enquete foi medir a disposição pela mudança de hábitos de transporte a partir das respostas de cerca de 5 mil entrevistados acima de 18 anos no Brasil, França, Índia, Marrocos e Estados Unidos, sendo em torno de 1 mil em cada um destes países.

Na média uma a cada quatro pessoas ao redor do mundo, ou 25% do total, declararam ainda não estar prontas para fazer qualquer mudança de transporte a fim de limitar o impacto no ambiente, “mas, ao se analisar que três em quatro estão prontos para mudar de hábito, tem-se algo muito encorajador”, disse Alexandre Devineau, gerente geral da YouGov na França, que apresentou os resultados em evento online organizado pela Stellantis.

A indisposição para alterar sua forma de mobilidade é ainda maior nos Estados Unidos, em que 40% dizem não estar preparados. E o porcentual chega a 51% se forem considerados moradores de zonas rurais e maiores de 55 anos, para quem este seria um desafio ainda maior. Considerando áreas urbanas a resistência alcança 31% das pessoas.

Na outra ponta, em países emergentes como Brasil e Índia, estes porcentuais são bem menores, sendo de 16% no meio dos brasileiros, o que indica a mais baixa resistência a mudanças na mobilidade nos cinco países envolvidos na pesquisa. Dos indianos 18% disseram que não querem mudar. Na França o porcentual é de 23% e de 26% no Marrocos, 26%.

Somente 10% dos cidadãos globais lançaram mão de mudanças radicais

Considerando que, na média, 75% das pessoas ao redor do mundo estão predispostas a optarem por um transporte de menor impacto no meio ambiente e que 40% delas já tomaram alguma atitude, a França lidera este tópico, uma vez que mais da metade da população começou a modificar seus hábitos de transporte. A Índia vem na sequência, com 48%, e o Brasil aparece logo atrás, com 45%. No Marrocos são 33% e nos Estados Unidos 31%.

Apesar das boas intenções se for posta uma lupa sobre os que adotaram mudanças drásticas trata-se de menos de 10% dos cidadãos globais. Neste ponto a Índia é o país com a maior proporção, chegando a 14%, seguido de Brasil e Estados Unidos, ambos com 9%, e Marrocos, com 8%, e a França com 6%.

“Isso claramente ilustra que a jornada para os meios de transporte mais verdes é longa e que ainda estamos no início de uma transformação radical.”

Nos países emergentes é maior a aceitação para reduzir o uso de transporte individual

Em resposta à mudança climática a pesquisa questionou também se os cerca de 5 mil entrevistados concordariam em parar de usar formas de mobilidade em que são o único passageiro, por exemplo, carros e motos. E o resultado foi que seis a cada dez cidadãos se dizem prontos para abandonar o transporte deste tipo.

“Aqui é muito interessante notar a discrepância da Índia, do Brasil e do Marrocos, de um lado, da França e dos Estados Unidos, de outro”, observou Devineau. “Nos três primeiros os cidadãos estão a fim de desistir dessa forma de mobilidade individual. A proporção chega a 82% na Índia.”

No Brasil 75% disseram que sim e no Marrocos 70%.

Estas respostas evidenciam uma forte disparidade dos mercados maduros com relação aos emergentes, uma vez que na França esse porcentual é de 50% e nos Estados Unidos de 40%. Aqui também a ruralidade exerce grande impacto pois, de fato, apenas 28% dos estadunidenses que moram em áreas rurais topariam a proposta, porcentual semelhante aos que têm mais de 55 anos, com 27%.

Isto passa pela necessidade de se propor alternativas viáveis aos meios de transporte individuais, reforçou Devineau.

Baby boomers são os mais resistentes a mudanças

Tal desafio enfrenta barreiras também na questão geracional. Os Baby Boomers, de 64 a 79 anos, são os que têm maior resistência a mudanças, uma vez que abrir mão do transporte individual pode afetar sua independência. Não à toa 47% deles discordam da proposta.

Considerando a geração mais jovem, no entanto — a geração Z, que inclui jovens de 18 a 27 anos –, 65% deles concordam em parar de usar formas de mobilidade em que são o único passageiro. Esse porcentual empata com a geração X, de 41 a 63 anos, e chega a 67% nos Millenials, de 28 a 40 anos.

Perguntados ainda sobre que partes interessadas exercem maior influência na opção por transportes com menos emissões a maioria respondeu: legisladores, para 36%, e os cidadãos, para 33%.

No Brasil os cidadãos estão em primeiro lugar, com 44% das respostas, seguidos de legisladores, com 38%, e da mídia, com 30%.

Marcelo de Godoy assume a presidência da Abeifa

São Paulo – Marcelo de Godoy foi eleito, em 13 de março, o novo presidente da Abeifa. Ele sucede a João de Oliveira, CEO da Jaguar Land Rover no País. Godoy seguirá à frente da entidade de 2024 a 2026, acumulando também a função de CEO da Volvo Cars no Brasil.

Juliana Lauro, gerente jurídica da Porsche, será a vice-presidente e Rodrigo Soares, gerente de relações públicas também da Porsche, o diretor financeiro.

Vendas de usados crescem 5% e superam 3,5 milhões no primeiro trimestre

São Paulo – Ao longo do primeiro trimestre foram comercializados 3,5 milhões de carros seminovos e usados. O volume supera em 4,9% as vendas dos três primeiros meses do ano passado, de acordo com a Fenauto. Apenas em março quase 1,2 milhão de veículos foram vendidos, alta de 3,7% em comparação ao mesmo mês de 2023. Frente a fevereiro o avanço é de 3,4%.

A média diária de vendas, segundo o presidente da Fenauto, Enílson Sales, tem se mantido em torno 60 mil unidades. Desempenho este que sustenta a expectativa de encerrar 2024 com resultado positivo: “Nossa projeção é fecharmos o ano com saldo de 14,5 ou 15 milhões de veículos usados vendidos”.

Os modelos mais comercializados no mês passado foram o Volkswagen Gol, com 57 mil unidades, seguido do Fiat Uno, com 32,1 mil, e do Fiat Palio, com 30,6 mil. Quanto aos comerciais leves a Fiat Strada liderou, com 26 mil unidades, e o pódio foi completado pela Volkswagen Saveiro, com 17,2 mil, e Toyota Hilux, com 12,3 mil.

Venda de importados da Abeifa cresce 213% de janeiro a março

São Paulo – As vendas das importadoras associadas à Abeifa somaram 20,5 mil unidades no primeiro trimestre, alta de 213,5% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela entidade na terça-feira, 2.

A BYD segue puxando esse crescimento, representando quase 75% das vendas totais. 

Do total vendido pelas associadas no trimestre 89,6% foram de veículos eletrificados.

Em março foram emplacadas 8,3 mil unidades, avanço de 198% sobre março do ano passado e de 38,6% na comparação com fevereiro. 

No acumulado do ano a BYD registrou 14,9 mil vendas e liderou o ranking dos importados da Abeifa. Em segundo lugar ficou a Volvo com 1,6 mil unidades, seguida pela Kia na terceira posição com 1,3 mil. 

No ranking por modelo os três mais vendidos são da BYD, com o Dolphin em primeiro lugar, 5,3 mil unidades. Em segundo lugar ficou o Song Plus, com 4,9 mil, e a terceira colocação ficou com o Dolphin Mini, 2,5 mil.

Automechanika argentina terá participação recorde de autopeças brasileiras

São Paulo — A participação de empresas brasileiras durante a Automechanika Buenos Aires, na Argentina, de 10 a 13 de abril, alcançará o número recorde de 52 fabricantes de autopeças, de acordo com o Sindipeças. Os produtos estarão expostos em 500 m² distribuídos pelos endereços 3H28, 3H30, 3H40, 3I40, 3I50 da mostra organizada pela Messe Frankfurt.

A coordenação do pavilhão brasileiro na feira argentina é do Brasil Auto Parts, programa desenvolvido em parceria com a ApexBrasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, para fomentar as exportações de autopeças.

Durante os quatro dias da mostra expositores de dezoito países mostrarão seus produtos a potenciais compradores. A feira registrou 23 mil visitantes de 33 países na edição de 2022.

Na quinta-feira, 11, o Sindipeças e a Embaixada do Brasil realizarão o seminário A Indústria de Autopeças e a Relação Comercial Brasil-Argentina: Panorama e Perspectivas, no prédio da embaixada, das 9h00 às 12h00.

O país vizinho mantém-se como o principal destino das exportações de autopeças brasileiras. Em 2023 os embarques brasileiros à Argentina somaram US$ 3,3 bilhões, 36,7% do total e 12% acima no ano anterior.

Volkswagen e Nissan crescem e ganham participação no trimestre

São Paulo – Ao fim do primeiro trimestre Volkswagen, vice-líder, e Nissan, oitava colocada, são as marcas com o melhor desempenho dentre as dez mais vendidas do mercado brasileiro. Com exceção, é claro, da BYD, que tem base de comparação extremamente baixa no ano passado e se consolidou no Top 10 nos primeiros três meses de 2024.

A Volkswagen registrou crescimento de 28,7% nas vendas de janeiro a março, somando 79,7 mil. Deixou para trás a Chevrolet, que viu suas vendas caírem 20,2% no período, para 56,9 mil, mas ainda está longe da líder Fiat, 101,5 mil licenciamentos e alta de 5% no período.

A vice-líder ainda fechou o trimestre com o carro mais vendido do mercado, o Polo, que superou a Fiat Strada. Sua participação nas vendas subiu de 14,5% no primeiro trimestre de 2023 para 15,9% no período encerrado em março.

Já a Nissan, oitava do ranking, registrou crescimento de 30,8% nas vendas, somando 19,6 mil unidades. Vê a Honda, com quem brigou até dezembro pela posição, cada vez mais distante. Sua participação cresceu de 3,3% para 4,1%.

A BYD, décima colocada, somou 14,9 mil emplacamentos e fechou o trimestre com 3,1% do mercado.

Veja o ranking:

ZF reforça produção local para crescer ao menos 7% em 2024

São Paulo — Otimista com o andamento da indústria automotiva e com os novos ares da economia, em meio à tendência de juros em queda e à maior aceitação das tecnologias Euro 6, a ZF anseia por confirmações que inspirem maior estabilidade, a exemplo do início de programas do governo e pormenores de investimentos de montadoras, para então ampliar seu processo de nacionalização.

Após encerrar o ano passado com leve crescimento de 2% a companhia projeta expandir a receita em 7% em 2024. Projeção classificada como conservadora por Carlos Delich, presidente da ZF América do Sul, porém mais garantida do que as perspectivas anteriores à transição da motorização de pesados, que alcançavam dois dígitos, uma vez que não se imaginava o tamanho do tombo do setor em 2023.

Em entrevista à Agência AutoData Delich ressaltou a importância da estabilidade da economia e do dólar, além de iniciativas do governo como o Mover, Mobilidade Verde e Inovação, segunda fase do Rota 2030, que estimulou o anúncio de investimentos de R$ 66 bilhões por parte das montadoras somente em 2024, para retomar o plano de localizar tecnologias.

“Este ano estamos incluindo análises de investimento para 2025. Ainda estamos estudando os anúncios das montadoras, alguns muito claros, como o da Toyota, outros nem tanto. O investimento da Stellantis, por exemplo, será até 2030, mas não sabemos exatamente como será feito. Temos de ver com eles.”

Nos últimos três anos, contou Delich, os únicos projetos trabalhados eram aqueles já existentes, cuja conclusão estava sendo postergada: “Houve uma estagnação. Então utilizávamos a tecnologia velha mas com volumes adicionais, o que nos colocava em situação cômoda, tanto a ZF como o setor, ao mesmo tempo em que havia temor acerca do que se passaria com o futuro da tecnologia”.

Frente aos recentes anúncios realizados por clientes não só no País mas também na Alemanha, há uma mudança considerável de rota: “Queremos tirar proveito de todas estas oportunidades que estamos tendo. Estávamos à espera da possibilidade de poder fazer localização de novos produtos”.

Delich reforçou, conforme havia sido anunciado no fim do ano passado, que a prioridade da ZF neste quesito é fabricar localmente câmaras, com tecnologia de ponta, em Limeira, SP: “Fomos os primeiros a nacionalizar o electric power brake, ou freio automático de emergência, e seremos os primeiros também a produzir localmente as câmaras”.

Este será o primeiro passo para a nacionalização do sistema ADAS. E, segundo o executivo, a velocidade do início deste processo dependerá da demanda dos clientes. A empresa já está fazendo cotações com fabricantes locais.

Produção local de câmaras do sistema ADAS deverá ser feita na fábrica de Limeira, SP. Foto: Divulgação.

ZF aguarda maior venda de eletrificados para localizar componentes

Quanto aos planos de trazer componentes para veículos híbridos e elétricos Delich afirmou que as expectativas são positivas mas, por ora, ainda não há volume suficiente para fabricar no Brasil. No caso de veículos pesados elétricos, principalmente ônibus, assegurou que a empresa está preparada, uma vez que há clientes na Alemanha, e assim que houver quantidade adequada no Brasil será possível começar a nacionalizar.

O presidente da ZF na América do Sul acredita que a maior concorrência trará acomodação dos preços, o que tornará os produtos eletrificados mais acessíveis e, consequentemente, estimulará a fabricação em cadeia. “A Volkswagen Caminhões e Ônibus foi a primeira a lançar caminhão elétrico por aqui, o que foi muito positivo, mas ainda não foram vistas vendas massivas por causa do custo. Agora isso tem que se ajustar para tornar-se mais atrativo.”

Por isso, ponderou, são fundamentais políticas de Estado. Tanto para defender fábricas brasileiras de preços mais agressivos de produtos chineses importados, a fim de promover concorrência mais justa, como para preparar o ambiente a partir do momento em que eles decidirem produzir aqui.

“Está claro que se os chineses tiverem de fabricar no Brasil a diferença de valores não será grande como é hoje. E, quando isto acontecer, eles se darão conta de que também terão de localizar.”

Delich contou que a ZF possui também projetos na China, onde fornece para leves e pesados da BYD.

Chevrolet divulga primeiras imagens da nova picape S10

São Paulo – A Chevrolet revelou as primeiras imagens da nova S10, que entrará em pré-venda a partir de 5 de abril. A picape terá um novo motor diesel, que combinará eficiência com baixo consumo e baixa emissão de poluentes.

Interior da S10 tem novo quadro de instrumentos

Por fora o visual da picape foi alinhado à identidade visual global da Chevrolet, com novos faróis, grade frontal e para-choque dianteiro. Na traseira o para-choque e as lanternas foram redesenhados.

No interior nota-se um novo quadro de instrumentos digital, integrado ao kit multimídia e novos materiais de acabamento do painel, lateral das portas e bancos.

Programa de visitas da BMW em Araquari já recebeu mais 3 mil pessoas

São Paulo – A BMW já levou mais de 3 mil pessoas para conhecer a sua fábrica instalada em Araquari, SC, por meio do programa Por Dentro do BMW Group Brasil. Iniciado em outubro de 2022 o programa oferece dois horários para que os interessados visitem a fábrica, de segunda à sexta-feira.

Durante o tour guiado por um funcionário da BMW, com cerca de três horas de duração, os visitantes conhecem áreas como armação da carroceria e montagem. O programa também oferece uma volta na pista com um carro guiado por um piloto de testes da empresa.

Takashi Kurokawa é o novo presidente da Kawasaki no Brasil

São Paulo – A Kawasaki nomeou Takashi Kurokawa seu novo presidente no Brasil. Ele assumiu o posto na segunda-feira, 1º, sucedendo a Michiharu Hamabe.

O novo presidente tem 52 anos e começou a trabalhar na Kawasaki Heavy Industries em 1994, transferido anos depois para a Kawasaki Motors Enterprise. Lá ficou até maio de 2020, quando retornou para a primeira empresa para trabalhar na área de planejamento de produção e na gestão da expansão global.