São Paulo – A fabricante indiana de motocicletas Bajaj, com fábrica instalada na Zona Franca de Manaus, vendeu 19,7 mil unidades de janeiro a setembro, volume 214% maior do que o de iguais meses de 2024.
Em setembro a Bajaj atingiu seu novo recorde mensal de vendas, 2,9 mil motocicletas, superando em 15% o recorde registrado em agosto. No mês passado a marca foi a sexta mais vendida no mercado brasileiro.
Desde que iniciou suas operações, em dezembro de 2022, a Bajaj somou 34,8 mil vendas, sendo 31,2 mil motocicletas fabricadas no País. A empresa produz todo o seu portfólio disponível em Manaus, AM: Pulsar N150, Dominar NS160, Dominar NS200, Dominar 250 e a Dominar 400.
São Paulo – A Ram divulgou vídeo teaser com as primeiras imagens oficiais da versão de produção da picape Dakota, que deverá chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2026. Elementos do exterior e do interior podem ser vistos no vídeo.
Em agosto um conceito, Nightfall, foi apresentado na ocasião em que o nome da picape, que será produzida em Córdoba, Argentina, foi divulgado.
São Paulo – A Syonet, empresa de software de CRM e marketing para o setor automotivo, adquiriu 100% da Campos Dealer, plataforma de relacionamento para concessionárias agrícolas. Com a operação a Syonet passa a controlar mais de 50% do setor e expande sua base de clientes em cerca de 1 mil lojas, atingindo mais de 4,2 mil clientes no total.
Hoje a Syonet atende a mais de 3,2 mil clientes corporativos, incluindo lojas de grandes redes como Stellantis, BYD, Hyundai e Toyota, que movimentaram mais de R$ 85 bilhões em transações via plataforma da empresa nos últimos doze meses.
Com a entrada no segmento agrícola inclui, em sua carteira, a principal base de concessionárias do setor, incluindo marcas como Valtra, John Deere, New Holland e Massey Ferguson. Juntas as duas plataformas representarão mais de R$ 100 bilhões em veículos, peças, acessórios e serviços automotivos em 2025.
Segundo Caio Nascimbeni, CEO da Syonet e da Atlante Capital, a aquisição faz parte de plano mais amplo de consolidação. Com incorporação da Campos Dealer a projeção é fechar 2025 com expansão de 50%, superando R$ 106 milhões em receita recorrente anual – quase o triplo dos R$ 39 milhões registrados em 2022, logo antes da entrada do fundo.
São Paulo – A GWM é a mais nova parceira do IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas, para a realização de testes e estudos conjuntos dedicados à segurança, desempenho e viabilidade do uso do hidrogênio em veículos pesados. O anúncio foi feito durante a inauguração do LabH2, Laboratório de Hidrogênio, do IPT, na quinta-feira, 9, quando a GWM levou seu primeiro caminhão a célula de combustível a hidrogênio, desenvolvido pela FTXT.
A FTXT é a subsidiária da GWM, na China, responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de célula a combustível e componentes que utilizam o hidrogênio. Fora do país ela adota a marca GWM Hydrogen.
O caminhão usa hidrogênio verde a partir de uma reação do hidrogênio com o oxigênio que gera eletricidade, emitindo apenas vapor d’água no escapamento.
O LabH2 conta com infraestrutura completa para pesquisas envolvendo toda a cadeia do hidrogênio, incluindo duas estações de abastecimento: uma de 700 bar para veículos leves e outra de 350 bar para pesados, como caminhões e ônibus.
São Paulo – A mais antiga concessionária Chevrolet em operação no Brasil foi homenageada pela General Motors pelo seu primeiro centenário, celebrado no mesmo ano em que a marca comemora 100 anos no País. A Vigorito, de Capivari, SP, recebeu do presidente Santiago Chamorro uma placa comemorativa pelo século de parceria.
A placa foi entregue a Neusa Maria Vigorito, presidente do Grupo Vigorito, que detém 26 revendas no Estado de São Paulo, também com bandeiras Volkswagen, Nissan e Kia, e emprega mais de novecentos trabalhadores.
“A Vigorito é um exemplo raro de longevidade e parceria”, afirmou Chamorro. “Sua história se confunde com a da própria General Motors no País: uma relação de confiança que inspira toda a nossa rede.”
A parceria surgiu do inusitado: em 1925 executivos da GM viajavam pelo Interior de São Paulo e um dos calhambeques que compunham a caravana quebrou próximo a Capivari. O veículo foi levado à oficina de um mecânico, Felício Vigorito, que impressionou os executivos por suas habilidades. Eles, então, convidaram o jovem a representar a marca, fundando a concessionária.
São Paulo – Um desempenho bem abaixo do esperado na produção e nas vendas de veículos no terceiro trimestre afastou os resultados acumulados da indústria brasileira de veículos das projeções da Anfavea. Embora não tenha admitido não alcançar as estimativas, o presidente executivo Igor Calvet afirmou que será preciso um crescimento forte sobre o último trimestre do ano passado para que sejam produzidos 2 milhões 749 mil e vendidos 2 milhões 765 mil veículos, conforme os números apresentados pela entidade em agosto. O que representaria alta de 7,8% na produção e de 5% nas vendas.
Ele falou a meta: 12% de alta na produção e de 10,1% nos emplacamentos. No terceiro trimestre o desempenho foi 0,8% inferior na produção e 0,4% abaixo das vendas de igual período do ano passado.
É consequência da política de juros do Banco Central do Brasil. A taxa Selic iniciou o ano em 12,25% ao ano e subiu a 15%, patamar mantido na última reunião do Copom. Em janeiro, quando a Anfavea divulgou suas primeiras estimativas – previa crescimento maior em vendas, de 6,3%, para 2,8 milhões de veículos – era esperado um aumento na Selic, mas com recuo a partir de algum momento do segundo semestre.
Mas a indicação do BC é a de que a Selic permanecerá em alta ao menos até o fim do ano. E Calvet demonstrou preocupação, especialmente com relação ao segmento de caminhões, o que mais vem sofrendo: “Precisamos de algum indicativo de recuo ao longo de 2026. Se não recuar a maior probabilidade é a de um mercado igual ao deste ano”.
Pelo fato de que nem a Toyota tem estimativa de quanto será perdido de produção o presidente da Anfavea não quis arriscar o impacto nos números do setor. Mas deu um indicativo: “No ano passado a produção deles correspondeu a 7,9% do nosso total”.
Mesmo com todos estes fatores expostos Calvet optou por não rever suas projeções. E nem deve fazê-lo em novembro ou dezembro: “Refletimos se valeria a pena rever. Mas o cenário tem mudado toda semana. A única coisa que está estável é a instabilidade”.
Exportações são a boa notícia
É possível que a Anfavea erre também suas projeções para as vendas externas de veículos. Neste caso, um acerto bem-vindo: será para baixo.
A correção para cima da entidade, em agosto, foi para 552 mil unidades, o que representaria alta de 38,4% sobre o ano passado. Até setembro os embarques somaram 430,8 mil veículos, 51,6% acima dos nove primeiros meses de 2024.
Já superou a projeção inicial da entidade, divulgada em janeiro, que era de 428 mil veículos exportados, avanço de 7,5% sobre os 398 mil do ano passado.
São Paulo – Para fazer frente ao BYD Dolphin Mini a Renault reformulou o Kwid E-Tech e manteve o preço da versão anterior: R$ 99 mil 990. A novidade foi apresentada na quarta-feira, 8, e trouxe significativas mudanças no design, em tecnologia e em segurança. A parte mecânica foi mantida, com motor de 65 cv e os 180 quilômetros de autonomia da bateria.
Ariel Montenegro, presidente da Renault do Brasil, assegurou que este preço é definitivo, não será aplicado a lotes, e que o objetivo é oferecer proposta de valor com diferenciais que não costumam ser vistos em veículos desta categoria:
“O Kwid E-Tech exerceu papel fundamental na democratização do veículo elétrico no País. A proposta foi ser o carro mais acessível da marca e ele se tornou o mais acessível do mercado”, disse o executivo. “Agora trazemos pacote de segurança inédito no segmento, o que reforça o pioneirismo da Renault, que conta com quinze anos de experiência com veículos 100% elétricos, sendo que hoje são mais de 700 mil unidades da marca circulando pelo mundo”.
As vendas estão abertas e, nos próximos dias, o modelo produzido na China chegará às 250 concessionárias da marca no País. Montenegro evitou fazer projeções de vendas para a nova versão do compacto elétrico: comentou que, desde o seu lançamento, em 2022, foram comercializadas mais de 3 mil unidades, sendo 2025 o melhor ano, até por uma maior identificação do consumidor com carros a bateria.
Dados da Fenabrave apontam que o concorrente BYD Dolphin Mini emplacou todo este volume em setembro, 3,4 mil unidades, e no acumulado do ano registrou 22,9 mil emplacamentos.
Mudanças para ganhar terreno
O novo design do Kwid E-tech descola-se da versão a combustão do modelo, e assemelha-se ao Dacia Spring, seu irmão gêmeo vendido na Europa sob o emblema da fabricante romena, o que vale também para a maior conectividade e aplicação de funcionalidades do sistema Adas.
Justamente por entender que o elétrico de entrada busca imprimir valores diferentes da versão a combustão Montenegro apontou que não necessariamente ele receberá as mesmas mudanças que o 100% elétrico, o que vale, inclusive, para o design.
Novo Renault Kwid E-Tech. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault
Por fora, além do redesenho completo da carroceria e de ampliar as paleta de cores com duas opções, azul e vermelho, o Kwid e-Tech ficou mais alto, com 172 mm de altura do solo, com rodas 14’’, novas assinatura LED e lanternas traseiras, além do novo logo da Renault.
Por dentro a conectividade é traduzida pela multimídia de 10’’, que, segundo o diretor de marketing da Renault do Brasil, Aldo Costa, “oferece uma área visível maior em 60% na comparação à versão anterior”, e com espelhamento sem fio.
A tela 100% digital de 7’’ traz as opções de mostrar em tempo real os sistemas de segurança acionados, se está consumindo ou regenerando a bateria e o status de recarga.
“O interior foi totalmente redesenhado, está mais moderno e tecnológico.”
O novo volante hexagonal vem com comandos e o câmbio é o e-shifter, o mesmo usado no SUV Kardian. O veículo vem com onze sistemas ativos do Adas, a exemplo do assistente e alerta de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, limitador de velocidade e sensor de fadiga.
Quem compra o carro leva para casa cabo de carregamento que pode ser usado em tomadas 220 V e, em nove horas, restabelece de 20% a 80% da bateria. Em um carregador de alta voltagem, no entanto, este tempo é reduzido a 45 minutos.
A garantia do veículo é de três anos e, da bateria, de oito anos ou 120 mil quilômetros, o que for atingido primeiro.
São Paulo – A produção de chassis de ônibus chegou à marca de 24 mil unidades de janeiro a setembro, volume 13,4% superior ao de iguais meses do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Anfavea, durante entrevista coletiva à imprensa realizada na quarta-feira, 8. O presidente executivo da entidade, Igor Calvet, ressaltou o bom desempenho:
“O programa Caminho da Escola continua ajudando a manter o ritmo de produção da indústria e as exportações também foram muito bem até agora, representando mais de 20% de tudo que produzimos, com peso importante de alguns mercados da América do Sul Argentina, Peru e Uruguai”.
Em setembro saíram das linhas de produção 2,8 mil chassis, crescimento de 28% sobre idêntico mês do ano passado e avanço de 6,9% na comparação com agosto.
As vendas de ônibus somaram 17,7 mil unidades no acumulado do ano, volume 12,2% maior do que o de iguais meses do ano passado. Em setembro foram emplacados 2 mil veículos, volume 2,5% menor do que o registrado em setembro de 2024 e 13,6% maior do que em agosto.
As exportações de ônibus cresceram 60,6% de janeiro a setembro, somando 5,2 mil unidades, com o Peru sendo o principal destino e recebendo 40% do total. No mês passado foram exportados 677 ônibus, crescimento de 85,5% sobre setembro do ano passado e queda de 2,6% na comparação com agosto.
São Paulo – A indústria de caminhões não consegue avançar em 2025, mesmo com a previsão de crescimento da economia, da safra do agronegócio em bom volume e de demanda reprimida por veículos pesados. Contra o setor pesam o crescimento da inadimplência dos produtores rurais e a elevada taxa de juros, que foi mantida em 15% e tem impactado os financiamentos de veículos.
“Mesmo com este cenário positivo o mercado de caminhões vai mal, com queda em todos os segmentos”, afirmou o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, em entrevista coletiva à imprensa na quarta-feira, 8. “Os pesados registraram retração nas vendas superior a 20% até setembro, indo muito mal.”
A produção de caminhões de janeiro a setembro somou 98,6 mil unidades, queda de 3,9% na comparação com iguais meses do ano passado, quando a indústria nacional já tinha ultrapassado as 100 mil unidades. A queda só não foi maior até agora pelo bom desempenho das exportações.
Em setembro foram produzidos 10,1 mil caminhões, queda de 23,5% com relação a idêntico período do ano passado e estabilidade com relação a agosto.
As vendas até setembro retratam um pouco melhor o cenário, com queda de 7,7% na comparação com iguais meses do ano passado, somando 84,1 mil unidades. No segmento de caminhões pesados o recuo ficou superior a 20%, cenário considerado grave pelo presidente: “O desempenho das vendas de pesados era um sinal de alerta há três meses e agora é um cenário preocupante, pois o segmento representa quase metade de todos os caminhões vendidos no País, algo em torno de 45%”.
Em setembro as vendas somaram 9,8 mil unidades, recuo de 14,5% sobre idêntico mês de 2024 e crescimento de 9,9% com relação a agosto.
O desempenho por trimestre, apresentado pela entidade, apontam como caminha o setor. No primeiro trimestre do ano houve alta de 8,8% nas vendas, no segundo o segmento já registrou queda de 5,5%, que se acentuou no terceiro, chegando a 14% de retração, muito influenciada pelo mau desempenho dos caminhões pesados.
Exportações em alta
As exportações são o grande ponto positivo do segmento em 2025, com 21,6 mil caminhões até setembro, expansão de 84,7% sobre iguais meses do ano passado. Em setembro os embarques somaram 2,7 mil unidades, crescimento de 56,2% na comparação com idêntico mês de 2024 e queda de 3,5% com relação a agosto.
Calvet disse que o cenário para o ano que vem é bastante desafiador, principalmente nos dois primeiros trimestres: “A taxa de juros ainda não caiu e precisamos de algum indicativo de recuo ao longo de 2026. Se não recuar a maior probabilidade é de um mercado igual ao de 2025. Do lado positivo temos alguns mercados externos que podem nos favorecer, assim como o câmbio”.
São Paulo – Desde que foi implementado, em 11 de junho, o programa Carro Sustentável gerou 109 mil emplacamentos de versões dos modelos credenciados, comercializados com o IPI zerado. No mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Anfavea, estes mesmos veículos tiveram 88 mil emplacamentos, o que representa crescimento de 24%.
O fato foi ressaltado pelo presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, em entrevista coletiva à imprensa em que divulgou o balanço de setembro e do acumulado do ano. Segundo ele o desempenho dos modelos tem ajudado a reduzir a queda nas vendas de automóveis nacionais no varejo, que fechou em 8,1% até setembro.
Nos primeiros nove meses do ano foram 750 mil automóveis vendidos no varejo, recuo de 3,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Destes 173 mil são importados e 577 mil nacionais: no período os importados registraram alta de 17,8% e os nacionais caíram 8,1%.
Por vendas diretas, por sua vez, foram negociados 662 mil automóveis, alta de 11%. Por esta modalidade os emplacamentos de importados somam 79 mil unidades, crescimento de 9,5%, e os nacionais 523 mil, aumento de 11,4%.
“Em vendas diretas tanto os nacionais como os importados cresceram. Mas o canal de venda varejo tem nos preocupado porque o volume de vendas diminuiu e aumentou a fatia dos importados, com uma queda ainda mais expressiva no volume dos nacionais. Não fosse o programa do Carro Sustentável esta queda seria ainda maior.”
Importados crescem mais no geral
Os emplacamentos de veículos avançaram 2,8% no acumulado de janeiro a setembro, somando 1,9 milhão de unidades. No mês passado foram 243,2 mil licenciamentos, alta de 7,9% sobre agosto e de 2,9% sobre setembro de 2024.
Deste volume licenciado no ano 1 milhão 555 mil foram produzidos no Brasil, o que representa avanço de 1,2% sobre janeiro a setembro do ano passado. Os importados cresceram 10,4%, somando 355,6 mil veículos.
“O crescimento dos importados vem perdendo ímpeto. Há um ano chegou a 34%.”
Nos últimos dois meses a China forneceu o maior volume de importados para o mercado brasileiro, superando a Argentina, tradicional parceiro de negócios do Brasil. Em setembro foram 18,1 mil veículos chineses emplacados e 15,4 mil argentinos.
No acumulado a Argentina ainda detém a maior fatia, com 150 mil unidades, contra 123 mil importadas da China.
Nova metodologia de estoques
A Anfavea mudou também a sua metodologia de divulgação de estoques, incluindo os importados na contabilidade. Assim, em setembro, indústria e rede fecharam o mês com 414,1 mil veículos, suficiente para abastecer 42 dias de vendas do mercado. Deste volume 222,3 mil são modelos nacionais e 191,8 mil são importados.