São Paulo – Assim como no Brasil o mercado de veículos 0 KM, na Colômbia, tem sofrido com escassez de crédito, juros e inflação elevados e perda no poder de compra da população. Junto ao aumento dos preços nos últimos anos as vendas começaram a cair no último trimestre do ano passado, que ainda assim somou 262,6 mil unidades, melhor resultado desde 2019, 263,6 mil. Mas, ao longo de 2023, acumulam queda de 30%, com 118,8 mil unidades comercializadas.
Os dados foram apresentados por Oliverio Enrique Garcia Basurto, presidente da Andemos, Associação Nacional de Mobilidade Sustentável, durante 5º Congresso Latino-americano de Negócios do Setor Automotivo, realizado por AutoData. Apesar da expectativa de que o mercado se reerga deste ano para o seguinte não deverá haver uma importante recuperação.
Para 2024 a projeção é de empate com 2023, ao alcançar em torno de 180 mil unidades. Ou, num viés mais otimista, um pequeno crescimento.
“Não vemos uma melhora substancial para este ano, que deverá alcançar 180 mil unidades. E o ano que vem deverá estar no mesmo patamar ou, quem sabe, um pouco melhor. Nosso contexto político é complicado. Se as taxas [de juros] baixarem, assim como a inflação, o consumidor conseguirá ter mais tranquilidade e melhores condições para comprar.”
Sem dúvida isto reflete fortemente nos concessionários, avaliou o dirigente, ao complementar que os revendedores devem focar no pós-venda e na comercialização de usados, que tem crescido:
“Com os altos preços após a pandemia as altas taxas de juros e a inflação elevada, somado à falta de crédito, as pessoas resolvem seus problemas de mobilidade com carros usados”.