Definidos os finalistas do Prêmio AutoData 2023

São Paulo Ao completar seu vigésimo-quarto ano de realização consecutiva o Prêmio AutoData: os Melhores do Setor Automotivo, continua sendo o principal reconhecimento empresarial do setor automotivo brasileiro. O regulamento e o processo de definição dos finalistas do Prêmio AutoData foram atualizados para trazer temas que ainda não haviam sido contemplados, como o ESG, mas, também, para tornar ainda mais dinâmica e emocionante a disputa. Ao todo dezesseis categorias fazem parte da estrutura nesta versão de 2023.

Algumas dinâmicas, no entanto, permanecem iguais. Por exemplo: os cases finalistas são escolhidos pelos jornalistas de AutoData considerando reportagens publicadas na Agência de Notícias e na revista AutoData nos últimos doze meses. São analisados mais de trezentos cases para chegar aos 64 finalistas – duas categorias com três cases selecionados.

Serão quatro finalistas por categoria, com uma novidade importantíssima: retomamos a categoria Personalidade do Ano, a partir de agora composta por seis finalistas. Poderão concorrer tanto executivos de empresas ligadas ao setor automotivo como também líderes de destaque em outros setores com contribuições relevantes ao desenvolvimento da indústria no País. Pessoas com atuação em entidades, no governo ou em outras cadeias que tenham correlação com o mundo automotivo poderão compor a relação dos seis finalistas.

Também incluímos a categoria Cadeia Automotiva Ampliada, que dará oportunidades para participarem do Prêmio AutoData as novas empresas de prestação de serviços diversos, startups, logística ou setores que não estão contemplados nas categorias tradicionais.

A partir da publicação dos cases detalhados o eleitor final, que é o leitor dos produtos editoriais AutoData – revista, site ou Agência AutoData de Notícias – ou participante do Congresso Perspectivas 2024, selecionará três dos quatros finalistas [três em seis no caso de Personalidade do Ano] para validar seu voto. As empresas, produtos ou executivos que acumularem maior quantidade de votos em cada uma das categorias será declarado vencedor do Prêmio AutoData 2023.

A eleição oficial será iniciada a partir da publicação dos cases concorrentes na edição de setembro da revista AutoData, que circulará no dia 15.

A votação ocorre no site autodata.com.br e qualquer pessoa pode participar e votar, preenchendo um cadastro. Este formato, totalmente protegido e atendendo aos protocolos da Lei Geral de Proteção de Dados, traz a garantia de que os eleitores votarão apenas uma vez. Desta forma a eleição é mais transparente e igualitária para todos os finalistas.

A votação vai até 31 de outubro e o anúncio dos vencedores das categorias técnicas ocorre em 10 de novembro. A entrega dos troféus relativos aos prêmios deste ano em cada uma das categorias terá solenidade que será realizada em novembro, no encerramento do Congresso Perspectivas 2024. Lá também será anunciado o vencedor ou vencedora do Personalidade do Ano, além de mais uma novidade: a Empresa do Ano, que será eleita por meio de votação secreta dos participantes inscritos para assistir o Congresso Perspectivas 2024.

Acompanhe abaixo as empresas finalistas eleitas esta semana pela equipe de jornalistas de AutoData.

Esperamos todos vocês em setembro para votar. Contamos com a sua participação.

Citroën faz modificações na linha 2024 do C3

São Paulo – Prestes a completar um ano de lançamento do C3, com mais de 30 mil unidades vendidas, o Citroën traz algumas atualizações na linha 2024 do hatch, que começa a chegar na rede concessionária.

Uma das novidades é a abertura da tampa do combustível, agora elétrica em todas as versões: basta o motorista apertar o botão de destrava das portas para liberar, dispensando o uso da chave. Também de série em todas as versões a partir da Live Pack o acabamento agora é premium, o que, segundo a Citroën, traz sofisticação e beleza para o interior do modelo.

Confira os preços da linha 2024:

Live 1.0 – R$ 72 mil 990
Live Pack 1.0 – R$ 80 mil 990
Feel 1.0 – R$ 83 mil 990
Feel Pack 1.6 – R$ 97 mil 790

Ford vende a fábrica de Camaçari para o governo baiano

São Paulo – A Ford anunciou na sexta-feira, 11, que fechou um acordo de “reversão de propriedade” da fábrica de Camaçari, BA, para o governo do Estado da Bahia. Com isto o governo poderá repassar a propriedade à BYD, que já anunciou investimentos no Estado para a produção de veículos híbridos e elétricos.

Os valores da transação não foram revelados, nem os pormenores. Em nota divulgada à imprensa a Ford disse que o processo “prevê posterior indenização para a empresa em valores compatíveis com o mercado”.

Com isto começa a encerrar-se novela que vinha se arrastando há meses: a BYD recentemente oficializou os investimentos no País, cujo protocolo de intenções fora assinado no ano passado, mas sem dizer exatamente onde seria erguida a fábrica, embora tenha confirmado que seria em Camaçari. Na ocasião do anúncio a companhia disse que a intenção era iniciar a produção em 2024, o que só seria possível se houvesse uma estrutura já pronta para isso, como é o caso do Complexo Ford.

Em nota a BYD afirmou que segue em negociações com o governo da Bahia para investir na unidade industrial que era da Ford.

Toyota discute próximo ciclo de investimentos no Brasil

São Paulo – A Toyota discute internamente, neste momento, um novo ciclo de investimentos no Brasil. E a definição depende, dentre outros fatores, das condições oferecidas pelo País para atrair esse aporte, segundo o presidente Rafael Chang: “Estamos conversando no âmbito estadual e aguardando definições de políticas como o Rota 2030 e a reforma tributária”.

Junto ao governo do Estado de São Paulo as tratativas passam por utilizar a mesma política do Pro Veículo Verde, que apoia a produção de veículos híbridos ou movidos a energia limpa, liberando créditos de ICMS, dentre outros incentivos: “Seria a política que tornaria viável o próximo ciclo de investimentos”, revelou Chang durante evento em que apresentou iniciativa para utilização de hidrogênio verde gerado a partir do etanol.

Diante da afirmação de que os próximos investimentos estarão vinculados a políticas que apoiem a produção de veículos com baixa pegada de carbono a reportagem perguntou a Chang se haverá a possibilidade de nacionalização da tecnologia híbrido flex pioneira no País, mas que neste momento tem muitos componentes importados: “Estamos criando a escala necessária para este tipo de operação à medida que os nossos carros híbridos flex se tornem um sucesso de vendas. Já temos 62 mil veículos híbridos flex produzidos e vendidos aqui”.

O presidente afirmou que a Toyota investiu R$ 7 bilhões no Brasil nos últimos anos, mas compete com unidades da Toyota em outras regiões pelo próximo ciclo: “Precisamente estamos discutindo internamente com a liderança global neste momento”.

A seu favor contam os ótimos resultados dos veículos nacionais tanto no mercado interno quanto nas exportações para a região. Além das possibilidades com a tecnologia híbrido flex e, a partir de agora, com os testes que serão feitos com o Toyota Mirai fuel cell utilizando hidrogênio gerado a partir da reformação do etanol:  

“Nossa visão é olhar para a diversidade de tecnologias. Pode ser que o elétrico puro não seja necessário no Brasil, como sugeriu o governador [do Estado de São Paulo] Tarcísio [de Freitas]. Temos que aproveitar o potencial da matriz energética de cada País para descarbonizar a mobilidade. Claramente o etanol para o híbrido flex e para gerar hidrogênio vai funcionar. É a primeira vez que utilizaremos o hidrogênio verde proveniente do etanol no mundo”.

Chang argumentou que a Toyota sempre esteve na vanguarda. E citou os testes com o Prius, lançado em 1997 – muito depois disso no Brasil: “Em 1997 poucos falavam da importância da descarbonização, né? Ninguém acreditava que haveria um híbrido flex. Hoje tudo isso é uma realidade. E uma necessidade”.

No entanto a expectativa se volta também para a próxima fase do Rota 2030, que precisa “contemplar as novas tecnologias”, além da reforma tributária que, dependendo do que for definido, “existe o risco de reduzir a competitividade” do produto nacional, alertou o executivo.

Ainda sobre investimentos, mas este já confirmado, Chang reforçou a informação de que o terceiro veículo híbrido flex começa a ser produzido na fábrica de Sorocaba, SP, no fim de 2024: “Confirmamos no momento do anúncio do investimento que até o fim ano que vem teríamos este veículo compacto, com tecnologia híbrido flex”.

Jac fornece E-J7 para patrulhamento urbano de São José dos Campos

São Paulo – A cidade de São José dos Campos, SP, recebeu 38 veículos E-J7 sedã da Jac Motors dentro de sua meta de ser pioneira na oferta de frota 100% elétrica para o patrulhamento urbano. A maior parte das unidades, trinta delas, será usada pela Guarda Civil Municipal e, as demais, pela Polícia Militar, por meio do Programa Atividade Delegada.

A empresa informou que os veículos estão sendo alugados pela Prefeitura, que estimou redução de custos de R$ 850 mil por ano ao eliminar modelos tradicionais a combustão. É projetada, ainda, diminuição da emissão de 1,2 mil toneladas anuais de CO2 na atmosfera.

Provido de sistema de regeneração de carga em dois níveis de atuação o JAC E-J7 gasta, em média, 12,5 kWh a cada 100 quilômetros, o que significa, em uma recarga completa, cerca de R$ 30 em eletricidade. Para percorrer 400 quilômetros serão desembolsados R$ 120, portanto. Modelo equivalente movido a gasolina que fizesse 10 km/l, consumiria R$ 220 para rodar os mesmos 400 quilômetros, segundo a fabricante.

Produção e venda de motocicletas seguem trajetória de alta

São Paulo – As fabricantes de motocicletas do PIM, Polo Industrial de Manaus, produziram 122,7 mil unidades no mês passado, segundo divulgou a Abraciclo na sexta-feira, 11. O volume superou em 17,1% o resultado de julho do ano passado e foi o maior para o mês desde 2017. Comparado com junho o avanço foi de 28,8%.

No acumulado do ano foram fabricadas 887 mil motocicletas, crescimento de 14,3% sobre os primeiros sete meses do ano passado. A entidade manteve sua projeção de produzir 1 milhão 560 mil motocicletas no ano, uma alta de 10% sobre 2022.

No mercado doméstico foram comercializadas 123,1 mil unidades, alta de 14,5% sobre o mesmo mês do ano passado. Comparado com junho, porém, houve queda de 12,3%.

No ano foram emplacadas 903,2 mil motocicletas, volume 21,4% superior ao de igual período do ano passado. A projeção é vender 1 milhão 511 mil motocicletas, avanço de 10,9% sobre 2022.

As exportações seguem sendo o ponto fraco: em julho somaram 3,2 mil unidades, 36% abaixo de julho de 2022 e 11,2% menor do que junho. Os Estados Unidos foram o principal destino, com 31,2% do volume.

De janeiro a julho as exportações somaram 23,7 mil unidades, queda de 21,2% na comparação com os primeiros sete meses do ano passado.

Queremos mesmo o fim dos combustíveis fósseis?

Em meio a uma ofensiva da eletrificação da mobilidade nos maiores mercados globais, e mais recentemente também aqui no Brasil por causa do aquecimento global, que, dentre outros fatores, está literalmente fritando os oceanos e o Hemisfério Norte neste verão, pode-se afirmar que os combustíveis fósseis ainda são protagonistas e não estão no centro da agenda de descarbonização do planeta.

Sinal contundente veio esta semana com a falta de comprometimento da Cúpula da Amazônia em Belém, PA, quando a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica [OTCA], composta por oito países [Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela], não incluiu na carta chamada Declaração de Belém qualquer menção ao fim da utilização de combustíveis fósseis como forma de reduzir os gases de efeito estufa na atmosfera, especialmente o CO2.

Nem mesmo a forte atuação de movimentos sociais, ONGs e indígenas nas ruas de Belém pedindo para que neste encontro histórico fossem apresentadas ações contundentes para acabar com a supremacia dos combustíveis fósseis foi suficiente para que o documento final incluísse o tema como uma das cem prioridades para o futuro do ecossistema amazônico.

A foz do rio Amazonas é a próxima fronteira da exploração de petróleo no País e o atual governo brasileiro já deu sinais de que tem interesse em que este projeto vá adiante. Inclusive o presidente da Petrobras participou de encontros durante o evento no Pará defendendo abertamente a possibilidade de exploração de petróleo na região.

Outro personagem importante para o futuro da descarbonização que participou de algumas reuniões esta semana na Cúpula da Amazônia foi Sultan Al-Jaber, CEO da Adnoc, a petroleira estatal dos Emirados Árabes Unidos. Doutor Sultan, como gosta de ser chamado, não à toa, será o presidente da próxima Conferência do Clima da ONU, a COP 28, a se realizar em novembro, em Dubai, maior cidade dos Emirados Árabes Unidos.

O jornal britânico The Guardian publicou no início do mês documentos sigilosos relacionados aos preparativos para a COP 28 e as mensagens-chave que deverão ser utilizadas durante o encontro. Não há referências aos combustíveis fósseis, óleo e gás nas narrativas que devem fazer parte dos discursos e documentos da próxima COP.

O Observatório do Clima, organização da sociedade civil brasileira, revelou em seu site este caso às vésperas da Cúpula da Amazônia e da chegada do doutor Sultan no Brasil, acrescentando que os Emirados Árabes Unidos têm um dos maiores planos de expansão de produção de petróleo do mundo – informação também atribuída ao The Guardian.

Ainda nesta semana a Anfavea apresentou balanço de vendas e separou um capítulo especial desses dados para o licenciamento dos veículos com “novas tecnologias de propulsão”. No acumulado do ano foram emplacados 35 mil automóveis e comerciais leves híbridos e 4,7 mil 100% elétricos no Brasil. Uma fração do total: foram vendidos, por enquanto, 1 milhão 224 mil veículos no Brasil este ano.

Mas enquanto a indústria automotiva por meio de seus líderes diz todos os dias que o “futuro será elétrico” outro caso curioso surgiu há duas semanas na Alemanha. O órgão regulador da rede elétrica do país afirmou que pode limitar o fornecimento de energia para abastecer carros elétricos. O governo alemão precisa expandir a rede elétrica e atualizar este sistema que não está preparado para alimentar dispositivos que consumam muita energia. E assim os carros elétricos, em uma situação de emergência energética no país europeu do automóvel, poderão ficar sem combustível.

Com tantos sinais na contramão da descarbonização e da eletrificação da mobilidade será mesmo que queremos o fim dos combustíveis fósseis?

Aos 25 anos Strada ganha versão especial e motor turboflex

São Paulo — Era outubro de 1998 quando a Fiat Strada chegou ao mercado brasileiro. Desenvolvida e fabricada no Polo Automotivo Stellantis de Betim, MG, a picape está prestes a completar 25 anos. Para celebrar a empresa lançou edição especial e limitada a 1 mil 25 unidades.

Chamada de Edizione 25 está disponível na cor cinza strato, com teto em preto, adesivo lateral da série próximo à lanterna traseira, retrovisores com capa em preto brilhante e rodas com pintura escurecida.

O veículo traz os recursos da versão Ultra já conhecida na gama da Toro, que chega como novidade para completar a família Strada. Ela entra no topo da linha do modelo, junto com a Ranch. Com toque esportivo a grade possui friso vermelho e os bancos dianteiros levam a escrita com nome da versão bordada na mesma cor. Abaixo da multimídia vem o número da edição limitada. As soleiras são personalizadas com a descrição da série.

A linha 2024 da Strada ganhou mais potência e torque graças ao motor Turbo 200 Flex, o que a tornou, segundo a Stellantis, a primeira B-picape turbo flex do mundo. O propulsor, que estreou no Pulse, faz parte de família de motores turbo flex desenvolvida pela companhia. Com potência de 130 cv com etanol e de 125 cv com gasolina, e torque de 200 Nm, o motor permite que o modelo vá de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos.

Também há novidades no powertrain da Fiat Strada para a versão Endurance, que passa contar com o motor 1.3 Firefly.

Somente neste ano já foram comercializadas quase 61 mil unidades da picape, que também é exportada para Argentina, Paraguai e Uruguai. Desde que foi reestilizada, em 2020, e ficou mais robusta, 400 mil unidades foram produzidas.

Confira abaixo os preços sugeridos da gama completa da Fiat Strada linha 2024:

  • Fiat Strada Endurance CP 1.3 Flex MT – R$ 100 mil 990
  • Fiat Strada Freedom CP 1.3 Flex MT – R$ 106 mil 990
  • Fiat Strada Freedom CD 1.3 Flex MT – R$ 112 mil 990
  • Fiat Strada Volcano CD 1.3 Flex MT – R$ 114 mil 990
  • Fiat Strada Volcano CD 1.3 Flex CVT – R$ 120 mil 990
  • Fiat Strada Ranch CD 1.0 Turbo 200 Flex CVT – R$ 132 mil 90
  • Fiat Strada Ultra CD 1.0 Turbo 200 Flex CVT – R$ 132 mil 990
  • Fiat Strada Edizione 25 CD 1.0 Turbo 200 Flex CVT – R$ 135 mil 990

USP terá primeira estação de hidrogênio verde do mundo obtido a partir do etanol

São Paulo – A primeira iniciativa mundial de produção de hidrogênio verde a partir do etanol foi lançada na quinta-feira, 10, na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo, em São Paulo. O governo do Estado, a universidade e a iniciativa privada estão juntos no projeto que desenvolverá uma estação experimental de abastecimento que converterá o etanol em hidrogênio renovável. A operação terá início no segundo semestre de 2024.

“Com este projeto será possível produzir hidrogênio verde de baixo custo”, disse Julio Meneghini, diretor científico do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa, RCGI, da Escola Politécnica da USP, onde será construída a estação de abastecimento de hidrogênio.

A iniciativa privada está representada por diversas empresas, como a Marcopolo, que fornecerá um ônibus movido a hidrogênio, a Toyota, que trouxe a última versão do Mirai Full Cell que já é produzido e roda no Japão. O etanol necessário para a produção de hidrogênio será fornecido pela Raízen, além da Shell, que realizou investimento de R$ 50 milhões.

“O objetivo deste projeto inovador é tentar demonstrar que o etanol pode ser vetor para hidrogênio renovável, aproveitando a logística já existente da indústria”, afirmou o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa. “Sonhamos em ser líderes globais em hidrogênio verde proveniente do etanol. Podemos chegar a isto. A tecnologia poderá ajudar a descarbonizar setores que consomem energia de combustíveis fósseis.”

No conjunto de equipamentos que serão instalados na estação haverá um reformador a vapor de etanol desenvolvido e fabricado pela empresa brasileira Hytron. É nesse equipamento que ocorrerá a conversão do etanol em hidrogênio por meio de processo químico, o reforma a vapor, que é quando o etanol, submetido a temperaturas e pressões específicas, reage com água dentro de um reator. De acordo com Daniel Lopes, diretor comercial da Hytron, “estamos unindo a tecnologia brasileira pioneira da Hytron para demonstrar que o hidrogênio produzido do etanol possa ter um papel ainda mais relevante e de elevado impacto para a transição energética no País e no mundo”.

O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, presente à cerimônia que anunciou os primeiros passos da iniciativa, comemorou a vanguarda do projeto e questionou a viabilidade da transformação da mobilidade em veículos sem emissão abastecidos exclusivamente por eletricidade:

“Será que o caminho para a indústria automotiva é o [veículo] elétrico puro? Talvez não. Verifiquem o peso das composições elétricas no caso dos ônibus e a exigência de carregamento para os veículos comerciais. Talvez não faça sentido termos estes veículos, além de automóveis 100% elétricos. Por outro lado temos o etanol, o biometano e o hidrogênio verde. São alternativas que já estão prontas para descarbonizar a mobilidade”.

Ricardo Mussa, presidente da Raízen, sugeriu ao governador que este processo poderá ser acelerado, pois existem todas as condições para transportar o etanol até os postos de combustíveis já existentes. Basta comprovar a viabilidade técnica do reformador de etanol para a equação da matriz energética justificar essa rota livre de emissões.

Tarcísio de Freitas respondeu que o Estado de São Paulo tem todas as condições para sair na vanguarda da utilização do hidrogênio verde em sua matriz energética: “Basta a indústria automotiva definir a rota e seus investimentos em veículos que possam rodar com hidrogênio como combustível. Esses propulsores já estão desenvolvidos e sendo utilizados em outros países”.  

Ao longo do funcionamento da estação experimental os pesquisadores validarão os cálculos sobre as emissões e os custos do processo de produção de hidrogênio. Segundo Meneghini, do RCGI, a estimativa no momento é a de que o custo da produção de hidrogênio a partir de etanol seja comparável ao custo do hidrogênio de reforma do gás natural no contexto brasileiro. Já as emissões são comparáveis ao processo que realiza a eletrólise da água alimentada com energia elétrica proveniente de fonte eólica.

O Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras fará simulações computacionais para tornar o equipamento mais eficiente, identificando oportunidades de aperfeiçoamento e aumentando a taxa de conversão do etanol em hidrogênio renovável.

O hidrogênio produzido na estação abastecerá os ônibus Marcopolo, que circularão exclusivamente dentro da Cidade Universitária. Para testar o desempenho do hidrogênio a Toyota cedeu pelo período de um ano o primeiro veículo a hidrogênio do mundo comercializado em larga escala, cujas baterias são carregadas a partir da reação química do hidrogênio com o oxigênio na célula combustível, o Mirai.

Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, valorizou a vocação do Brasil com os biocombustíveis e o comprometimento da sua empresa com a descarbonização: “Fomos os primeiros a produzir no Brasil veículos híbrido-flex. Entendemos o hidrogênio verde como uma fonte de energia limpa e renovável, que tem um papel importante nos esforços para reduzir as emissões de CO2. A parceria neste projeto é o primeiro passo da empresa para testar o uso dessa nova tecnologia no País. Temos interesse e disposição para trabalhar em conjunto com o governo do Estado para tornar viável o transporte sustentável com uso do hidrogênio renovável a partir do etanol”.

Programa do governo também impulsiona venda de usados em julho

São Paulo – Foram transferidos 937,4 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus usados em julho, segundo dados da Fenabrave. O volume supera em 4,5% o balanço de junho e em 3,5% o total comercializado no mesmo mês do ano passado.

Nos primeiros sete meses de 2023 as vendas alcançaram 6,1 milhões de unidades, avanço de 5,1% frente a igual período em 2022.

Para o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, as MPs 1 175 e 1 178, que estabeleceram incentivos para a compra de veículos 0 KM, também impactaram as transações, principalmente, no segmento de leves usados, pois esses são geralmente usados como entrada na aquisição de um novo.

O comércio de automóveis e comerciais leves em julho somou 905,3 mil unidades, alta de 4,7% ante junho e de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2022. Modelos com até três anos de uso representaram 10,5% do total comercializado no mês.

No acumulado do ano foram licenciados 5,9 milhões de veículos leves, 5,3% a mais do que de janeiro a julho do ano passado. Sua participação no total chega a 9,5%.