BYD investe R$ 1,1 milhão em parceria com Senai

São Paulo – A BYD anunciou o investimento de R$ 1,1 milhão para fortalecer a capacitação profissional e o avanço tecnológico no Estado do Amazonas. A companhia acaba de lançar programa educacional especializado em energia solar dedicado às comunidades ribeirinhas fora da Região Metropolitana de Manaus.

O projeto, realizado em parceria com o Senai e com o apoio do CITS, Centro Internacional de Tecnologia de Software, e da Suframa, Superintendência da Zona Franca de Manaus, prevê a capacitação de 320 alunos a bordo da embarcação Samaúma, barco-escola do Senai. Os conteúdos abrangem sistemas fotovoltaicos, inversores de frequência, fundamentos da indústria 4.0, saúde e segurança, TI, sustentabilidade, eletricidade e aplicações práticas de tecnologia solar.

Além da qualificação profissional o projeto também avalia soluções off-grid – sistema autônomo que não é conectado à rede elétrica pública, gerando e armazenando sua própria eletricidade – com baterias de lítio.  A tecnologia, de acordo com a BYD, é especialmente adequada ao contexto ribeirinho, que utiliza balsas e embarcações e enfrenta limitações de infraestrutura elétrica.

Financiamento de veículos tem melhor desempenho em 14 anos

São Paulo – Em novembro foram vendidos a prazo 623 mil automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos, novos e usados. O volume financiado supera em 3% o do mesmo mês em 2024 e, de acordo com a B3, que opera o sistema nacional de gravames, marca o melhor resultado para novembro desde 2011.

Os veículos usados seguem liderando o mercado, com 398 mil unidades financiadas em novembro, e os modelos novos responderam por 207 mil unidades. O financiamento de motos avançou 16% com relação ao mesmo período de 2024, e o de automóveis e comerciais leves recuou 0,5%.

De janeiro a novembro foram financiadas as vendas de 6,6 milhões de veículos, 1,2% acima do acumulado do ano passado, equivalente a 76 mil unidades a mais. Assim como ocorreu em novembro nos onze meses 4,2 milhões de veículos foram usados e 2,4 milhões novos.

Veículos novos e usados desvalorizam

Segundo o monitoramento mensal da Tabela Auto B3 a desaceleração dos preços continuou em novembro para a maioria dos segmentos de novos, em menor escala para picapes compactas e crossovers. Após breve pausa em outubro, os valores dos usados também voltaram a cair.

Os automóveis 0 KM tiveram desvalorização média de 0,8% com relação a outubro, dando sequência às retrações ao longo do segundo semestre, impulsionadas pela boa oferta nas concessionárias e pela pressão por descontos diante da manutenção de estoques elevados. No acumulado dos últimos doze meses a queda dos veículos novos alcançou 5,5%.

Os usados com até cinco anos mostraram desvalorização média de 0,5% no mês passado, acumulando queda de 4,1% nos últimos 12 meses. O desempenho fraco do mercado de novos em novembro aumentou a oferta de veículos, o que também pressionou para baixo os preços dos usados.

VW Financial Services aposta em novos produtos com sinergias para ganhar mercado

São Paulo – Em tempos de juros altos, maior restrição do crédito e mudança de comportamento do consumidor a instituição financeira tem de se reinventar, apostar em cardápio maior de produtos para manter o cliente fiel e, ao mesmo tempo, continuar atraindo novos. É o que tem feito a Volkswagen Financial Services. Hoje, embora a metade dos seus novos contratos refiram-se ao financiamento de veículos 0 KM – o que inclui sua própria locadora de veículos, LM Mobilidade – a outra parcela divide-se em 30% para a venda de usados e em 20% para a locação de frotas e programa de assinatura.

De acordo com o que a sua diretora de marketing e vendas, Simone Moras, contou com ao Agência AD Entrevista o plano é continuar expandindo a representatividade destes outros dois braços, para 33% e 22%, respectivamente, no ano que vem, e até 2030 cada um dos três segmentos deverão responder por um terço cada. Confira a entrevista abaixo.

Como os produtos financeiros têm se adaptado diante do cenário de juros altos ao mesmo tempo em que há o crescimento das vendas diretas, que há algum tempo vem sustentando o mercado de veículos, e dos programas de assinatura e locação?

Acho que a sua pergunta é de todos nós do setor. O ambiente está bem desafiador por causa de dois efeitos que se acumulam: o primeiro é o custo do dinheiro, que é a taxa de juros alta. O segundo é a inadimplência. Tem até uma causalidade histórica, pois quando a taxa aumenta de quatro a seis meses depois a inadimplência sobe também. Este ano a inadimplência do financiamento de veículos para pessoa física aumentou 25% e, para pessoa jurídica, quase 40%. Então, quando se coloca tudo junto, o custo do dinheiro mais alto e a inadimplência aumentando, temos cenário de pressão sobre financiamento. A boa notícia, que eu acho que se deve a uma resiliência do mercado, é que o volume de financiamento cresceu este ano, 7,9% até fim de novembro, em outubro bateu recorde, e eu acho que reflete a maturidade dos participantes do setor e o quanto a capacidade de qualidade de crédito e da aplicação de spread está eficiente.

A Volkswagen Financial Services acompanhou este crescimento também?

Nós superamos este crescimento. Até novembro, de captura, crescemos acima de 20%. Então, é mais do que 150% da expansão do mercado. Quanto à venda direta deixamos de ser só o banco do financiamento e passamos a atender com novos modelos, assinatura e locação, e isto muda muito nosso posicionamento, porque migra nosso papel como gestão de risco de crédito para gestão de valor residual e eficiência operacional. E aí o banco não é apenas um instrumento de venda mas um orquestrador deste ecossistema.

Hoje qual a composição da carteira da Volkswagen Financial Services? 

A metade da nossa carteira é de veículos 0 KM da marca. A cada cem carros vendidos financiamos 94. Mas a grande alavanca de crescimento tem sido o segmento de usados, hoje 30% do total. Estamos com 8% de market share no mercado, sendo que há cinco anos tínhamos menos de 2%. Os 20% restantes são de locação e assinatura.

Dentro desses 50% do financiamento de novos quanto provém de venda direta e quanto de cliente final? 

Perto de 80% das vendas diretas, atualmente, são feitas à vista. Então nos resta brigar pela parcela de 20%. Nossa participação mais relevante em venda direta, e a que mais cresce, é via locadora.

Qual a projeção de expansão para este ano e o ano que vem?

Seguimos ampliando 20% ano contra ano. E continuaremos crescendo nos próximos cinco anos com a mesma planificação mas mais intensa, dominante no mercado cativo, ou seja, de financiamentos de carros da marca e expandindo os outros braços. Embora haja perspectivas de que o setor ande de lado em 2026 hoje fazemos mais de um contrato de usado para um novo, e estamos ampliando esta proporção, até porque a indústria de usados é seis vezes o tamanho da de novos. Os usados, inclusive, devem ganhar mais destaque: entendemos que encerrarão o ano que vem com quase um terço do nosso volume de negócios. Este é um ponto interessante porque, como criamos esta plataforma que conecta os vários negócios da empresa, um alimenta o outro e temos uma diferenciação no mercado.

Como se dá esta sinergia entre os negócios da VW Financial Services?

Quando temos uma locadora e compramos muitos carros há a necessidade de revendê-los no fim do ciclo. E enquanto único banco grande que tem locadora e a única locadora que tem banco grande, conseguimos colocar o produto no canal de varejo, gerar um financiamento e melhorar nossa margem.

Como vocês têm visto o mercado de locação?

Vemos muita oportunidade para crescer neste segmento. Hoje temos perto de 130 mil carros e caminhões na LM Mobillidade, a terceira maior locadora do Brasil, incluindo frota terceirizada. Antes da aquisição da empresa, cinco anos atrás, tínhamos 40 mil veículos. E, oito anos atrás, eram 10 mil. Então este crescimento será perpetuado nos próximos anos. Mas é importante dizer que se trata de um negócio complementar e não um substituto de compra. Há um perfil específico de clientes, principalmente pessoa jurídica, e o público mais urbano de pessoa física que não tem a necessidade de posse, mas quer mudar muito de carro, com alta rotatividade. Este ano, nosso programa por assinatura fechou contratos que representaram 10% do varejo, o que é bem alto para o mercado brasileiro. E acreditamos que isto não o desidrata, mas fomenta o 0 KM com pessoas que talvez não fossem trocar de carro. Adiantamos esta decisão, por isto é complementar.

A participação de 20% dentro da VW Financial Services tem espaço para crescer em 2026?

Sim. No ano que vem a locação deverá alcançar fatia de 22%. Parece pouco mas não é. Como o bolo cresce tudo cresce junto. Embora o banco tenha nascido com DNA cativo, com o pressuposto de que tudo seja financiamento de 0 KM, nós nos transformamos em plataforma de mobilidade. Por causa desta diversidade hoje temos mais de R$ 60 bilhões em carteira. Como efeito de comparação o segundo banco cativo do mercado tem menos da metade deste valor. A proposta de mobilidade integrada de banco, consórcio, locadora e seguros, com esta captura de margem e eficiência, nos coloca em posição bastante diferenciada. 

Qual a projeção de ampliação da carteira no ano que vem?

Em junho deste ano deixamos de financiar caminhões 0 KM: houve uma reorganização e a operação foi separada. Agora é a Traton Financial Services que faz isto. Então, ao mesmo tempo em que ampliamos os outros negócios, estamos desmamando esta carteira, que está diminuindo. Por isto devemos ampliar pouco este valor em 2026, um dígito.

Há algum investimento no radar para sustentar as mudanças pretendidas?

Estamos investindo para ter produtos únicos. Para este próximo ciclo de cinco anos aportaremos mais de centenas de milhões na esteira de tecnologia.

É possível exemplificar como serão estes produtos?

Estamos em execução para achar sinergias. Por exemplo: você aluga carro. Se, no meio do seu aluguel, quiser comprá-lo, como deixar o cliente transitar pelos serviços que oferecemos de forma livre, sem ter de cumprir tempo do contrato nem reiniciá-lo? Porque hoje, na prática, se reinicia o contrato. Se o cliente em questão for uma empresa e quiser fazer a assinatura, a locação da frota, mas quer ter este ativo no final, que instrumento podemos usar para conseguir programar tudo isso? Pode ser o consórcio. Quando se tem a contemplação do crédito, por exemplo, R$ 70 mil, e quer comprar o carro de R$ 120 mil, você precisa de R$ 50 mil de crédito complementar. Podemos usar esta mesma garantia e combinar os produtos, o Marco Legal de Garantias ajuda neste processo. Hoje não conseguimos oferecê-lo porque o bem torna-se garantia do consórcio e o banco não consegue acessá-lo. O plano é achar a eficiência de multiplicar os negócios para caber no mesmo ativo, na mesma garantia. Nossa vontade de ser plataforma é para ter escala e diversificação.

Sendo assim, como ficará a redistribuição dos braços do negócio? 

Queremos criar um negócio muito diversificado, com carteira grande e dividida, provavelmente um terço de venda cativa, um terço de usados e um terço de locadora. Com a saída de caminhões o cativo deve recuar a 20% e seguimos com esta posição forte para virar 33%. Quanto ao market share pretendido, em usados queremos ir de 8% para 10% no ano que vem e, em 2030, chegar perto dos 15%. Para a locadora projetamos alcançar 12% do volume do varejo em 2026 e, ao fim do ciclo, 20%. Como somos o único player que é grande em todos os segmentos, conseguimos cruzá-los de um jeito bem único, trabalhando na transversalidade.

Fábrica da Volkswagen em Taubaté alcança 8 milhões de veículos produzidos

São Paulo – A fábrica da Volkswagen em Taubaté, SP, atingiu a marca de 8 milhões de veículos produzidos desde 1976, quando foi inaugurada. Com este volume respondeu por 30,5% das 26,2 milhões de unidades que a montadora produziu no Brasil.

Atualmente dois modelos são produzidos em Taubaté, o Polo e o Tera. O SUV soma mais de 70 mil unidades produzidas desde abril. A unidade também produziu outros veículos como Gol, Passat, Voyage, Parati, Saveiro e up!. 

O marco de 8 milhões de veículos produzidos foi conquistado pouco antes da fábrica completar 50 anos de operação no Brasil, em 14 de janeiro de 2026.

Mercado de máquinas agrícolas deverá andar de lado em 2026, diz Anfavea

São Paulo – As vendas de máquinas agrícolas deverão andar de lado no Brasil em 2026. A expectativa do presidente executivo da Anfavea, Igot Calvet, é de que será um ano desafiador para o segmento. Ele disse não haver variáveis que apontem para um forte crescimento no ano que vem, pois os custos dos agricultores aumentaram e, mesmo com a safra boa prevista para 2026, os produtores estão adiando os investimentos em novos equipamentos por causa da rentabilidade menor diante da baixa no preço das commodities:

“Os juros também não devem mudar no primeiro trimestre. A expectativa é de um primeiro corte do Banco Central nos juros até março e o mercado precisaria de seis a sete meses para começar a sentir os efeitos, sem esquecer das instabilidades que podem existir por causa das eleições”.

O avanço das máquinas procedentes de países da Ásia também incomoda as fabricantes nacionais e pode dificultar o desempenho no ano que vem. Atualmente elas já consomem uma parte das vendas, principalmente em licitações públicas, por causa dos preços menores e financiamentos competitivos. Mas o custo é maior quando alguma manutenção é necessária, pois falta estrutura de pós-venda: “Em alguns casos existem tratores que ficam meses parados porque não tem a tampa do tanque de combustível disponível para troca”.

Balanço

As vendas de tratores e colheitadeiras no varejo somaram 43,1 mil unidades de janeiro a outubro, leve queda de 0,7% na comparação com iguais meses do ano passado. Além dos números menores outro fator mostra a redução de apetite dos produtores rurais, que é a disponibilidade de recursos do Moderfrota em dezembro, algo que não ocorreu nos últimos anos, quando o valor já tinha sido esgotado.

As vendas no atacado, das fábricas para a rede, chegaram a 47,6 mil máquinas, volume 18,4% maior na mesma base comparativa: “Esse crescimento no atacado aconteceu sobre uma base baixa de 2024, por isto o avanço porcentual foi grande. A rede está com um estoque grande atualmente e um volume relevante é de tratores de baixa potência, que geram pouca rentabilidade”.

As exportações avançaram 0,4% de janeiro a outubro, somando 5,2 mil máquinas. Para o ano que vem a expectativa do presidente Calvet é de desempenho parecido com o de 2025, mas existe espaço para crescer na América Latina e na África, onde novos mercados podem ser abertos.

Governo destina R$ 6 bilhões para renovação de frota

São Paulo – O governo publicou na terça-feira, 16, a medida provisória 1 328, que direciona R$ 6 bilhões para a criação de linhas de financiamento para caminhões novos e seminovos, podendo ser acessada por pessoas físicas ou jurídicas. Os recursos serão oferecidos pelo Ministério da Fazenda e operacionalizados pelo BNDES. O objetivo da MP é estimular a renovação da frota.

Transportadores autônomos, cooperativas de transporte e empresários poderão acessar os financiamentos, que exigem conteúdo nacional mínimo e critérios de sustentabilidade, que serão definidos pelo MDIC.

A MP ainda não traz todos os pormenores, que deverão ser definidos por meio de atos e portarias de outros ministérios e do BNDES. O CMN definirá as taxas de juros e regras dos financiamentos, que deverá ter condições melhores para quem comprovar que está substituindo um caminhão antigo por um mais novo.

Um parágrafo do texto trata, ainda, de regular a comprovação da baixa definitiva do veículo entregue como contrapartida para a desmontagem.

Daniela Mitsueda reforça o marketing da Mahle

São Paulo – Daniela Mitsueda foi nomeada gerente de marketing da Mahle Lifecycle and Mobility, passando a se reportar diretamente a Rafael Humberto da Silva, chefe de marketing e produto para a América do Sul.

Ela acumula mais de vinte anos de experiência nos setores de telecomunicações e automotivo, com passagens por Hyundai, Nakata e Frasle, na qual trabalhou nos últimos três anos. Tem especialização em gestão de marketing e vendas pela FGV e MBA em estratégia de negócios m marketing digital pela ESPM.

Maurílio Pacheco da Silva Neto será o novo diretor comercial da Toyota

São Paulo – A partir de 1º de janeiro Maurílio Pacheco da Silva Neto assume a diretoria comercial da Toyota do Brasil, sucedendo a José Ricardo Gomes, que ocupa o posto desde 2022. O executivo de 43 anos retorna ao Brasil após passagem pela operação da companhia no Peru como gerente executivo comercial. Silva Neto ingressou na Toyota em 2007, como trainee de planejamento de vendas. Teve passagens por planejamento de produto e controle de produção e logística.

Gomes irá para a matriz, no Japão, onde assumirá a gerência geral de planejamento de negócios e cadeia de valor da Toyota global.

Outra mudança foi a expansão da atuação de Nancy Serapião, chefe da Lexus no Brasil, que terá sob sua responsabilidade também a Gazoo Racing. Ela passa a ser reportar diretamente ao novo diretor comercial.

Daniel Grespan, que liderou a chegada da Gazoo Racing ao Brasil e ocupa a gerência geral da qualidade para a região, passará a operar como project advisor na divisão esportiva.

União Europeia flexibiliza regras e mantém motor a combustão após 2035

São Paulo – Diante da ameaça de produtos de empresas com origem na China, e da adoção mais lenta do que a esperada de carros 100% elétricos na Europa, a Comissão Europeia divulgou na terça-feira, 16, regras flexibilizadas para as emissões de escapamentos dos carros produzidos e vendidos no continente. A intenção de banir os motores a combustão a partir de 2035 foi deixada de lado: eles poderão continuar desde que combinados com alguma tecnologia de eletrificação.

A meta agora é 90% de redução das emissões de escapamento e os 10% restantes compensados pelo uso de combustíveis sintéticos, renováveis e aços de baixo carbono produzidos na União Europeia. As reduções de emissões em vans deverão ser de 40%, não mais os 50% antes definido. A Comissão propôs também uma alteração específica para veículos pesados, sem entrar em pormenores.

As frotas corporativas deverão obedecer metas nacionais de emissão zero ou baixa emissão e incentivos governamentais só poderão ser concedidos para produtos fabricados nos países membros.

Também foram definidos incentivos para a industrialização local: para incentivar a produção de modelos elétricos pequenos serão gerados supercréditos, que poderão ser usados nos carros maiores e furgões. E o programa Battery Booster, com 1,8 bilhão de euros, ajudará a incentivar o desenvolvimento de cadeia de valor de baterias na região.

Mercado do Peru registra o melhor novembro dos últimos 13 anos

São Paulo – As vendas de automóveis e comerciais leves no mercado peruano somaram 16,8 mil unidades em novembro, o melhor resultado para o mês nos últimos 13 anos. Na comparação com igual período do ano passado houve crescimento de 32% e de 1,2% sobre outubro, de acordo com os dados divulgados pela AAP, Associação Automotiva do Peru.

No acumulado de janeiro a novembro foram comercializados 168,8 mil unidades, expansão de 21,6% na comparação com iguais meses do ano passado. Caso dezembro siga o ritmo mensal registrado ao longo do ano o mercado encerrará 2025 acima dos 180 mil veículos leves vendidos, de acordo com Alberto Molrisaki, gerente de estudos econômicos e estatísticas da AAP:

“Os resultados de novembro confirmam o forte dinamismo que o mercado vem demonstrando, impulsionado por uma demanda sólida e melhores condições de financiamento”.

As vendas de caminhões, em novembro, chegaram a 1,9 mil unidades, expansão de 36,4% com relação ao mesmo mês de 2024 e queda de 13,6% na comparação com outubro. No acumulado do ano o segmento chegou a 18,8 mil vendas, volume 34,3% maior do que o vendido em idênticos meses do ano passado.

O segmento de ônibus também registrou crescimento em novembro, com 419 unidades, expansão de 43% sobre igual mês do ano passado e alta de 43% na comparação com outubro. No acumulado de onze meses as vendas de ônibus cresceram 35,6%, com 3,6 mil unidades.