São Paulo – Diante da ameaça de produtos de empresas com origem na China, e da adoção mais lenta do que a esperada de carros 100% elétricos na Europa, a Comissão Europeia divulgou na terça-feira, 16, regras flexibilizadas para as emissões de escapamentos dos carros produzidos e vendidos no continente. A intenção de banir os motores a combustão a partir de 2035 foi deixada de lado: eles poderão continuar desde que combinados com alguma tecnologia de eletrificação.
A meta agora é 90% de redução das emissões de escapamento e os 10% restantes compensados pelo uso de combustíveis sintéticos, renováveis e aços de baixo carbono produzidos na União Europeia. As reduções de emissões em vans deverão ser de 40%, não mais os 50% antes definido. A Comissão propôs também uma alteração específica para veículos pesados, sem entrar em pormenores.
As frotas corporativas deverão obedecer metas nacionais de emissão zero ou baixa emissão e incentivos governamentais só poderão ser concedidos para produtos fabricados nos países membros.
Também foram definidos incentivos para a industrialização local: para incentivar a produção de modelos elétricos pequenos serão gerados supercréditos, que poderão ser usados nos carros maiores e furgões. E o programa Battery Booster, com 1,8 bilhão de euros, ajudará a incentivar o desenvolvimento de cadeia de valor de baterias na região.