Caem produção, vendas e exportações na Argentina

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São Paulo – As linhas de montagem instaladas nas fábricas argentinas de veículos produziram 47,5 mil veículos no primeiro bimestre do ano, volume 22,1% inferior ao registrado nos primeiros dois meses do ano passado. Os dados foram divulgados pela Adefa, entidade que representa as montadoras na Argentina.

 

Em fevereiro a produção chegou a 32,7 mil automóveis e comerciais leves, 16,4% a menos do que no mesmo mês de 2018. Com relação a janeiro houve avanço de 120,6% – na Argentina o primeiro e o último mês do ano costumam entregar volumes menores.

 

A tendência para março é de ritmo mais lento. Segundo o site Autoblog, a fábrica da Aliança Renault Nissan de Córdoba suspendeu as atividades na primeira semana do mês, engordando a folga de carnaval de 1,5 mil operários. A Honda, em Campana, ficará parada durante todo o mês, assim como a unidade do Grupo PSA, em El Palomar – ali os trabalhadores só retornarão às linhas em março.

 

O excesso de estoque é a justificativa de todas as empresas para as paradas. No bimestre foram faturados às concessionárias 60,2 mil veículos, uma queda de nada mais nada menos do que 56,3% com relação aos primeiros dois meses do ano passado. Em janeiro e fevereiro foram vendidos menos veículos do que em fevereiro do ano passado, quando as concessionárias receberam 73,7 mil unidades. No mês passado foram faturados 30,4 mil automóveis e comerciais leves.

 

Nem as exportações trazem alento. Em janeiro e fevereiro foram embarcados 26,7 mil veículos, 9,5% abaixo do primeiro bimestre de 2018. É verdade que em fevereiro houve um avanço de 1%, com 19,4 mil veículos exportados – o que, em volume, significa menos do que duzentas unidades. A demanda do principal cliente, o Brasil, recuou mais de 10%, e os embarques somaram 17,5 mil unidades, 3 mil unidades a menos do que no primeiro bimestre de 2018. Representaram 65% das exportações argentinas no período.

 

Diante de todo esse cenário a Adefa ainda evita fazer projeção para 2019. Diz a entidade, em comunicado, que “aguardará o fechamento do primeiro trimestre para projetar o comportamento estimado para o ano”. A Adefa afirma, também, seguir “trabalhando em conjunto com o governo em medidas que contribuam melhorar as condições de competitividade e acesso a mercados de exportação”.

 

Foto: Divulgação.