Mahindra tem US$ 70 milhões para investir

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CompartilheMáquinas agrícolas
05/09/2017

Menos de um ano após assumir a operação brasileira da Mahindra, fabricante indiana de tratores, Jak Torretta acelera, agora, plano de expansão que inclui negócios em países da América Latina. O diretor geral de operações da Mahindra Brasil falou sobre suas estratégias e táticas durante a realização da Expointer, em Esteio, RS.

 

O avanço da empresa se dará em diferentes frentes. Com capacidade de montagem de 1 mil tratores por ano em Dois Irmãos, RS, a companhia projeta dobrar seu volume de produção até 2022. Para isso analisa a compra de uma fabricante de implementos, ou de tratores, e mesmo a construção de fábrica própria.

 

A empresa tem reservados US$ 70 milhões para investimento nos próximos cinco anos, valor para a expansão e que também poderá ser aplicado na nacionalização de tratores fabricados em outros países pela marca originária da Índia.

 

“Estamos em negociações com algumas administrações municipais para a instalação de uma fábrica, mas nossa preferência é ficar na Grande Porto Alegre. Se não montarmos mais em Dois Irmãos deverá ficar na cidade um centro de distribuição de peças.”

 

Agricultura familiar – São 5 milhões de propriedades no País com esse perfil – a empresa tem no pequeno e no médio produtor rural clientes prioritários. Com a finalidade de ampliar a atuação no Brasil mantém em andamento plano para reforçar a rede de concessionárias: atualmente são quinze pontos de venda e a projeção é chegar a vinte até o fim do ano, basicamente nas regiões Sul e Sudeste.

 

Torretta disse que a Mahindra pretende aumentar a presença no campo não somente com a venda de produtos mas, também, auxiliando o pequeno e o médio produtor no gerenciamento da propriedade:

 

“É um projeto para 2018. Vamos levar noções de gestão para produtores”.

 

Durante a feira foi anunciada a parceria da Mahindra Finance com o banco DLL. O banco de fábrica vai operar com crédito para o financiamento de máquinas agrícolas Mahindra, incluindo Moderfrota e outras linhas do BNDES. Também financiará equipamentos importados por meio de crédito direto ao consumidor.

 

Novos modelos – Depois de consolidada a linha de tratores com potência de 26 cv a 95 cv a Mahindra começará a vender modelos de 110 cv e de 130 cv. Montados na Coreia do Sul serão lançados nos Estados Unidos em outubro. No ano que vem chegarão ao Brasil, inicialmente importados, e em doze meses devem estar nacionalizados. Com portfólio de até 130 cv de potência a Mahindra terá produtos para 75% do mercado brasileiro de tratores.

 

Ao lado desses projetos a empresa trata de gerenciar a expansão da marca na América do Sul, podendo chegar até o México, onde há uma unidade que faz a montagem final de tratores. Os países com potencial de mercado são Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. Pelo fato de a matriz da Mahindra ter 35% da fabricante de colheitadeiras Sampo Rosenlew, da Finlândia, Jak Torretta confirmou estudos para a fabricação de modelos dessas máquinas no Brasil.

 

Na Expointer 2017 a Mahindra lançou tratores da série 6000-6060, família com potência de 55 cv a 75 cv. Também foi exposto o trator Max 26, importado do Japão, para áreas de produção de hortigranjeiros e de uva. O modelo 4530, fabricado na Índia, tem potência de 42 cv. A série 8000 S ganhou nova ergonomia, trazendo mais conforto para o operador. E o 9500 S, uma evolução da linha 9200, passa a ter mais potência, 95 cv, e um novo sistema hidráulico.

 

Também foi mostrado o veículo de transporte de carga mPact, utilizado para deslocamentos dentro de propriedades rurais. Com tração 4x4 e motores a diesel ou gasolina, suporta todo o tipo de terreno, segundo a montadora.

Foto: Divulgação Mahindra - Jak Torretta, no centro, faz o anúncio na companhia de Ingomar Goltz, gerente de manufatura, e de Jalison Cruz, gerente comercial e marketing