Yaris compartilhará linha de produção com Etios

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Parte do investimento de R$ 1 bilhão anunciado pela Toyota na segunda-feira, 25, alocado para a produção local do Yaris, já está sendo aplicado na configuração da linha de manufatura das versões hatch e sedã do Etios, em Sorocaba, SP, que será compartilhada para a montagem dos dois modelos.

 

Segundo Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, a empresa deu início ao processo de importação de equipamentos para a fábrica e para o desenvolvimento de fornecedores para a construção do novo modelo, que será lançado no segundo semestre do ano que vem: “Será a primeira fábrica onde produziremos dois modelos na mesma linha. O investimento será aplicado no compartilhamento da produção. Uma parte da linha será totalmente nova”.

 

É o terceiro investimento que chega à unidade de Sorocaba desde sua inauguração, em 2012. O primeiro, R$ 1 bilhão 920 milhões, foi a base das obras civis, que gerou 1,5 mil postos de trabalho. Em 2015 veio o segundo aporte, R$ 600 milhões, para expansão da capacidade instalada, de 60 mil unidades para 108 mil unidades por ano. O último proporcionará a contratação de quinhentos funcionários, 150 deles integrados até dezembro.

 

Com a chegada do Yaris a Toyota teve de desembolsar R$ 600 milhões na expansão da capacidade da fábrica de motores de Porto Feliz, SP. Ainda que não tenham sido divulgados pela empresa os pormenores da motorização do novo veículo, há indícios de que o motor seja um dos fabricados em Porto Feliz.

 

Édson Orikassa, gerente de regulamentação veicular, disse que a empresa desempenha uma estratégia de consolidação da gama atual, e produzir novos motores ainda levará tempo: “Temos uma tecnologia bastante competitiva em termos de consumo e emissões que será ainda muito explorada no País. Muito se fala em três cilindros, e um dia chegará a nossa vez, mas não agora”.

 

Sobre o motor do novo veículo Rafael Chang disse que sua escolha dependerá das demandas do mercado, e que ela não está atrelada à definição dos parâmetros de eficiência energética da nova política industrial para o setor automotivo, o Rota 2030: “Nossa definição de motorização é independente do que acontecerá com o Rota 2030. O mercado decidirá por nós, não o contrário”.

 

A expectativa da empresa é aumentar o índice de nacionalização de componentes do novo modelo no ano que vem: deverá sair de fábrica composto por 70% de peças produzidas no País, inclusive componentes do motor. Há margem para mais nacionalização, afirmou o presidente da empresa: “O sistema VVT, de comando de válvulas, e a transmissão podem demorar mais para serem feitos aqui. Mas vamos aguardar a evolução do mercado para exercer essa produção”.