Receita da Marcopolo cresce 15%

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Apesar da parada na produção, por duas semanas, em setembro, em decorrência de incêndio que destruiu sua unidade de componentes plásticos, a Marcopolo, de Caxias do Sul, RS, apurou receita líquida de R$ 736,8 milhões no terceiro trimestre, em alta de 4% sobre igual período do ano passado. Com o resultado o valor acumulado de janeiro a setembro avançou 15,7% sobre o mesmo período de tempo de 2016, superando R$ 2 bilhões.

 

Ao contrário do que ocorreu em trimestres anteriores o impulso do terceiro trimestre veio do mercado interno, que somou R$ 338,6 milhões, incremento de 89%. Em razão desse salto as vendas domésticas até setembro aumentaram 37,2%, para R$ 776 milhões, respondendo por 38% do valor total.

 

O mercado externo, por sua vez, teve recuos no trimestre nas exportações feitas a partir do Brasil e nas receitas apuradas nas plantas localizadas em outros países. As exportações cederam 35% no trimestre, para R$ 195 milhões, limitando a 2,2% o crescimento nos nove meses, que alcança valor de R$ 662,8 milhões. As receitas geradas pelas unidades do Exterior caíram 10,6% no trimestre, somando R$ 202,9 milhões. No acumulado de nove meses o valor de R$ 593,6 milhões é 9,6% superior ao mesmo período de 2016.

 

A receita trimestral teve origem na venda de 2 mil 661 ônibus, queda de 1,5% sobre igual período do ano passado. Destes, 1 mil 595 foram entregues a clientes brasileiros, variação positiva de 30,4%. No acumulado de nove meses as vendas alcançam 7 mil 485 unidades, crescimento de 12,8%. O mercado nacional absorveu 3 mil 992 ônibus, em alta de 19,5%.

 

As exportações totalizaram 665 unidades no trimestre, queda de 31%, e 2 mil 201 em nove meses, incremento de 8,5%. As plantas do Exterior, na África do Sul, Austrália e México, entregaram 448 ônibus no trimestre, recuo de 18,6%, e 1 mil 545 em meses, avanço de 7,5%.

 

A Marcopolo consolidou lucro bruto de R$ 112,3 milhões no trimestre, superior em 44,3% ao mesmo período do ano passado. Em nove meses o valor de R$ 283,7 milhões avançou 20%. Já o lucro líquido consolidado no trimestre caiu 91%, para R$ 15,7 milhões, e em nove meses, 80,5%, para R$ 44,9 milhões. As margens ficaram, respectivamente, em 2,1% e 2,2%, abaixo das consolidadas em 2016: 25% no trimestre e 13,1% em nove meses. A empresa justificou que, no ano passado, os resultados tiveram impacto positivo pela alienação parcial de ações detidas na New Flyer Industries, que geraram caixa acima de R$ 200 milhões.

 

Foto: Ricardo Finco