Argentina: melhores vendas desde 2013.

Imagem ilustrativa da notícia: Argentina: melhores vendas desde 2013.

As vendas na Argentina, principal parceiro comercial do Brasil na América Latina, atingiram a marca de 793 mil 495 veículos até novembro, volume que representa crescimento de 22% na comparação com o mesmo período ano passado. É o melhor resultado obtido desde 2013, quando foram emplacadas 963 mil 917 unidades, o recorde histórico local.

 

O desempenho do mercado local -- cujo governo aqueceu o mercado de veículos baixando os juros e, assim, tornando os financiamentos amigáveis para os cidadãos -- exerceu influência direta nas exportações dos veículos produzidos no Brasil: segundo dados da Anfavea até novembro foram exportados 700 mil 893 veículos, sendo 70% deles para a Argentina.

 

Do outro lado da via a Argentina exportou, até novembro, 191 mil 385 veículos, sendo o Brasil responsável pela absorção de 64,3% do volume, ou 123 mil 36, queda de 2% com relação aos primeiros onze meses do ano passado, de acordo com dados da Adefa, a associação das fabricantes locais, divulgados na quarta-feira, 6.

 

Sobre a produção, saíram das linhas argentinas, até novembro, 438 mil 878 veículos 1,4% mais do que o volume produzido no ano passado. A produção do mês passado, aliás, foi a maior do ano: 45 mil 228 unidades, um volume que supera em 3,1% a de mês de outubro, mas que foi 3,7% menor do que a registrada em novembro do ano passado.

 

A metade da produção argentina é destinada ao mercado interno, que em 2017 passou a contar, também, com a presença de mais veículos importados por causa do processo de abertura econômica promovida pela política governista. Isso tem provocado a queda das vendas de veículos nacionais. De acordo com a Adefa a participação de veículos nacionais nas vendas internas caiu 9% em novembro com relação ao mesmo mês ano passado, chegando a 234 mil 545 unidades, ou 29,5% das vendas totais feitas nos onze meses.

 

Com a diminuição da participação no mercado interno as fabricantes nacionais trataram de buscar volume em outros mercados além do brasileiro, com quem manter acordo bilateral. É o caso dos países da América Central, como Costa Rica, Guatemala, Honduras e Jamaica. A região recebeu até novembro 16 mil 137 veículos, o que representou 8,4% das exportações argentinas. Chile, México e Peru fecham o grupo dos cinco principais mercados para os veículos argentinos.

 

Foto: Divulgação.