MDIC: Acordo bilateral com a Colômbia está vigente.

Imagem ilustrativa da notícia: MDIC: Acordo bilateral com a Colômbia está vigente.

O MDIC, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, publicou em 21 de dezembro, no Diário Oficial da União, portaria que regula a distribuição das cotas tarifárias para exportação de veículos para a Colômbia. As novas regras de comércio passaram a valer depois que o país internalizou os termos do Acordo firmado com o Mercosul durante reunião de Cúpula em julho passado.

 

O ACE, Acordo de Complementação Econômica, entre o bloco e a Colômbia, que já está em vigor, deve melhor as condições de acesso do Brasil ao mercado colombiano principalmente para produtos automotivos. O acordo zera o imposto aos veículos brasileiros no mercado vizinho.

 

Afora isso, o acordo projeta a concessão de 100% de preferência para veículos dos dois países, com cotas anuais crescentes. No primeiro ano, serão 12 mil unidades, no segundo, 25 mil, e a partir do terceiro, 50 mil unidades.

 

A distribuição das cotas entre as fabricantes segue critério proporcional à participação no total das exportações de veículos e ainda reserva espaço para novos exportadores. Os veículos que estiverem em trânsito e forem despachados para consumo até o dia 31 de dezembro de 2017 poderão ser incluídos na cota de 2017.

 

O ministro do MDIC, que entregou pedido de exoneração do cargo na quarta-feira, 3, disse em dezembro que o acordo melhorará o desempenho das exportações dos veículos à Colômbia: “Entendemos que este será um grande impulso ao mercado de veículos brasileiros, que vem melhorando seu desempenho e terá na Colômbia um excelente mercado, em função da proximidade geográfica”.

 

Cenário – As empresas brasileiras terão um desafio pela frente com a vigência do acordo, uma novela que se arrasta desde 2015. Isso porque o mercado colombiano de veículos enfrenta quedas nas vendas internas por causa da desvalorização da moeda local frente ao dólar, entre outros fatores econômicos.

 

De acordo com dados da Andemos, a associação dos fabricantes daquele país, tido como promissor pelas empresas instaladas aqui, fechou o ano com um volume de vendas 6% menor do que o total vendido no acumulado de 2016. Foram vendidas de janeiro a dezembro do ano passado 238 mil 238 unidades. Em dezembro, o melhor mês do período, os emplacamentos chegaram a 25 mil 424 unidades.

 

Oliverio Enrique García Basurto, presidente da Andemos, projetou vendas maiores que 250 mil unidades em 2018 em função de melhorias que estariam sendo aplicadas no país: "Acreditamos que a estabilidade das variáveis âEUR<âEUR

 

A General Motors foi a empresa que mais vendeu veículos no país, um total 51 mil 253 unidades, queda de 14,7%. A Renault, segunda colocada, vendeu 46 mil 863 veículos, queda de 8%. Nissan, Kia e Mazda fecham o grupo dos cinco maiores empresas do mercado vizinho.

 

Foto: Divulgação.