CBA está pronta para aumento da demanda por alumínio

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A Resolução 717/2017, do Contran, Conselho Nacional de Trânsito, que estabelece a obrigatoriedade de itens de segurança em veículos novos após 2020, promoverá alterações nas estruturas dos automóveis produzidos no País e já movimenta o setor produtor de metais de alta resistência, como o alumínio. Segundo o texto da resolução os veículos terão de contar, dentre outros elementos, com reforços estruturais para proteção contra diversos tipos de impacto. Este ponto deverá elevar a demanda por ligas do insumo que, fora do Brasil, já é aplicado para esse tipo de aumento de resistência.

 

A CBA, Companhia Brasileira de Alúminio, tem o setor automotivo como principal cliente de alumínio transformado e, no  ano passado, nacionalizou a produção de ligas de alta resistência para atender a um mercado para o qual projeta crescimento nos próximos anos. A resolução aponta que os novos lançamentos devem contar com os novos itens de segurança até 2020 e veículos já em produção nacional a partir de 2023.

 

De acordo com Giuliano Michel Fernandes, gerente de desenvolvimento de mercado e inovação da CBA, a nova legislação diminuirá o hiato que separa veículos nacionais e importados no que diz respeito à segurança: “O consumidor, ao comprar veículos mais novos, também mudou de perfil e exigirá da indústria uma oferta maior de veículos que sejam mais seguros”.

 

O executivo disse que atualmente três modelos nacionais possuem reforço estrutural feito de ligas de alumínio – o Chevrolet Cruze e os Jeep Compass e Renegade –, e que a média de composição do material nos veículos chega a 65 quilos. Nos Estados Unidos passa dos 150.

 

Ainda que tenha o custo de produção mais caro que o do aço o alumínio vem ganhando espaço também na composição de veículos com a chegada dos motores de três cilindros e a busca por eficiência energética. A expectativa do setor produtor de alumínio é a de que a quantidade chegue a 89 quilos por unidade, nos veículos leves, até 2025.

 

A expectativa também é a de que, em um primeiro momento, a aplicação da matéria-prima aumente o preço dos veículos, embora exista a possibilidade do valor não vir a ser tão alto à medida que o uso do alumínio ganhe escala: “A aplicação do material passará por todas as gamas de veículos, embora em menor quantidade em modelos de entrada”.

 

A CBA, que é subsidiária do Grupo Votorantim, atua no fornecimento de alumínio para empresas sistemistas instaladas no País e no Exterior, em lugares como Estados Unidos e México. Fernandes disse disse que desde 2015 a cadeia automotiva constrói agenda para a segurança dos veículos, solicitando as opiniões dos fornecedores do material.

 

Em termos de receita o setor automotivo é o segundo maior cliente da empresa, atrás do setor de embalagens. No terceiro trimestre de 2017 houve aumento de 18% do faturamento na comparação com igual período de 2016, chegando a US$ 1 bilhão 250 milhões, valor que representou fatia de 16% do faturamento do Grupo Votorantim no trimestre.

 

Foto: Divulgação.