Rentabilidade baixa na região deixa PSA vulnerável

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CompartilheMontadora
22/02/2018

Depois de "árduo" processo de reestruturação o Grupo PSA, sob a direção de Carlos Tavares desde 2014, comemora a recuperação dos resultados em todo o mundo -- exceto no Brasil, onde a companhia ainda tem prejuízo: “Ainda temos prejuízo, mas os resultados estão melhorando”.

 

De acordo com informações da empresa suas operações na América Latina voltaram a gerar lucro em 2015, mas o último resultado positivo na operação brasileira foi registrado em 2011.

 

Outro problema enfrentado na região é a baixa rentabilidade: “Desde que comecei na PSA, há quatro, a realidade da região é de melhoria contínua no volume e no lucro, mas é uma região de fraca rentabilidade para o nosso modelo de negócio e isso nos deixa vulnerável, com risco de reorganização”.

 

Tavares enfatizou, porém, que há uma posição estratégica clara na companhia: “Estamos aqui para ficar”.

 

De acordo com ele, sua equipe está "empenhada em compensar os efeitos adversos que tornam a rentabilidade menor aqui do que em outras regiões em que a companhia atua".

 

Tavares está no Brasil em viagem de três dias para acompanhar de perto a evolução nas operações brasileiras e recebeu um grupo de jornalista na noite de quarta-feira, 21, em São Paulo. A baixa participação dos produtos PSA no mercado do Brasil, pouco mais de 2%, ainda não o preocupa: “Cota de mercado não pagará os funcionários no fim do mês. Claro que gosto de ter mais participação, tanto que comprei a Opel para ter 6 pontos porcentuais a mais de cota de mercado na Europa, mas à frente disso está o lucro”.

 

A Opel, que pertencia à General Motors, foi comprada pelo Grupo PSA em agosto. Com a aquisição o grupo tornou-se o segundo maior fabricante de automóveis europeu.

 

Ele contou que, depois de chegar à beira da falência, hoje faz parte da cultura dos colaboradores da empresa só produzir e vender o que não representa prejuízo: “Hoje temos uma abordagem de negócio saudável, não fazemos vendas que dão prejuízo. O nosso primeiro ponto é segurar a viabilidade econômica do negócio”.

 

MAIS MODELOS – Sem revelar quantidade Tavares garante que até 2023 chegarão novos modelos do Grupo PSA ao mercado brasileiro: "Há muitos modelos que devem chegar aqui”.

 

Ele afirmou que a empresa programa introduzir a Opel em vários mercados e não descarta sua chegada, também, ao do Brasil.

 

Foto: Divulgação.