Vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias começam em baixa, mas projeção para o ano é boa

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CompartilheBalanço da Anfavea
06/03/2018

No começo do ano as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias não foram muito bem, com 4 mil 3 unidades comercializadas, queda de 30,2% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Em fevereiro foram negociadas 2,4 mil unidades, alta de 49,7% sobre janeiro e de queda de 22,5% com relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea que responde pelo segmento agro, acredita que o baixo volume de fevereiro ainda foi impactado pelos problemas no sistema do BNDES, que ficou sem operar por aproximadamente quinze dias em janeiro e a alteração do prazo de carência, que era de doze meses e, pouco tempo depois, voltou para quatorze meses.

 

Mesmo com o resultado do primeiro bimestre, o setor agrícola espera que o ano seja muito bom: “Acredito que na próxima coletiva da Anfavea já mostraremos as projeções revisadas para cima, por causa de alguns fatores como a confiança e rentabilidade dos produtores em alta, preço das commodities e os investimentos que serão anunciados em macrologística”, disse o vice-presidente.

 

O Plano Safra 2018/2019 também traz boas expectativas para o setor, pois o Ministério da Agricultura já divulgou que o novo plano terá redução nas taxas de juros para os produtores e, com isso, devem acontecer mais investimentos em bens de capital. “Esperamos que a transição para o próximo Plano Safra seja tranquila, sem mudanças inesperadas e que haja recurso ao longo de todo o ano, que começa em 1 de julho, pois a instabilidade de recursos e variação nas regras gera falta de confiança nos produtores”.

 

“Também precisamos que o sistema operacional do BNDES não seja impactado quando o ano do Plano Safra virar, como já ocorreu em outros anos, para não afetar o volume de negócios do setor e que a carência seja mantida em quatorze meses durante todo o plano”.

 

A produção em fevereiro foi de 3 mil 911 unidades, alta de 43,6% na comparação com janeiro. Com relação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 10%, que a Anfavea credita a questão da supersafra do ano passado. No acumulado do ano saíram das linhas de produção 6 mil 635 unidades, alta de 1,4% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado.

 

As exportações foram de 1 mil 757 no acumulado do ano, contra 1 mil 167 unidades no primeiro bimestre do ano passado, alta de 50,6%, justificada pela maior demanda de máquinas rodoviárias de construção nos Estados Unidos. Em fevereiro foram 982 unidades embarcadas, contra 775 no primeiro mês do ano, alta de 26,7% e, na comparação com o mesmo mês do ano passado, a expansão foi de 32,2%.

 

Foto: Divulgação.