FCA deve reajustar produção do Argo de olho na Argentina

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CompartilheSeminário AutoData
23/04/2018

O aumento da demanda pelo Fiat Argo no mercado argentino deve provocar alterações no seu mix de produção na fábrica da FCA de Betim, MG. De acordo com Antonio Filosa, presidente da empresa para a América Latina, há crescente procura pelo modelo naquele mercado a ponto de a empresa estudar fazer crescer o volume de exportação para lá.

 

De acordo com ele “o desempenho das vendas do modelo na Argentina tem sido muito bom e estudamos alternativas para incrementar a produção em Betim de forma a acompanhar a demanda das exportações ao parceiro comercial”. Filosa foi um dos participantes do Seminário AutoData Tendências de Negócios, realizado em São Paulo na segunda-feira, 23.

 

Ele evitou os pormenores sobre o volume produzido do modelo e como se dará a expansão da capacidade. Lançado em setembro na Argentina registrou 1 mil 636 emplacamentos de setembro a dezembro, fechando o ano como vigésimo-quinto modelo mais vendido no país, segundo dados da Acara, a associação que reúne os concessionários da Argentina.

 

No trimestre, no entanto, é visível o crescimento da demanda a que se referiu Filosa: foram vendidos 4 mil 462 unidades do Argo até março, elevendo o modelo ao posto de décimo-terceiro mais vendido.

 

Filosa lembrou que a empresa busca expadir sua participação nos mercados da América do Sul, e para isso trabalha sua atuação comercial de forma multimarca. Na prática significa que a empresa deverá oferecer na região modelos FCA além  dos Fiat, no caso Jeep e RAM.

 

Até o fim de março a empresa detinha 17% do mercado de veículos no Brasil, 13,5% na Argentina e 2,9% na soma de sua participação dos demais países da região latinoamericana. Ele afirmou que o objetivo da FCA é retomar a liderança em participação de mercado no Brasil e ficar como um dos três maiores da Argentina.

 

A expansão é considerada chave pela empresa e deverá ser o foco do seu próximo ciclo de investimento, que será anunciado em junho. No ciclo anterior, que teve duração de 2012 a 2017, foram investidos na região US$ 7,5 bilhões.

 

Para se dedicar aos mercados menores da América Latina a companhia decidiu criar uma área comercial específica para a sua extração hispânica. Escritório comercial será inaugurado no Chile nos próximos meses, revelou Filosa: “Será lá porque é o nosso terceiro maior mercado em termos de volume”.

 

Foto: Christian Castanho.