Investimento e remessa de lucro recuam

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São Paulo – Os investimentos injetados no setor automotivo nos últimos cinco anos representaram 6,4% do total investido no País. Desde 2013 as indústrias instaladas aqui receberam aportes que, somados, chegaram a US$ 28,6 bilhões. Os investimentos totais na economia, por sua vez, totalizaram US$ 432 bilhões no mesmo período, segundo levantamento finalizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, MDIC, em junho.

 

Os dados levam em consideração os aportes anunciados por montadoras de veículos, sistemistas e encarroçadoras. O quadro apresentado pelos dados do ministério mostram uma linha negativa a partir de 2013, quando foram injetados no setor US$ 13 bilhões 799 milhões.

 

A queda coincide com o início da crise. Em 2014 houve redução do investimento, para US$ 7 bilhões 842 milhões. Em 2015 foi realizado o menor investimento dos últimos cinco anos, US$ 505 milhões. No ano seguinte o investimento voltou a crescer, para US$ 4,4 bilhões. E no ano passado caiu pela metade: US$ 2 bilhões 28 milhões.

 

Para os próximos cincos anos, considerando os aportes anunciados pelas empresas este ano, são esperados pelo menos R$ 36 bilhões para a produção de novos veículos aqui, o que demandará construção de novas linhas e o custeio de pesquisa e desenvolvimento. O investimento anunciado pela Caoa Chery na produção de novos modelos figurou como um dos dez mais importantes anunciados ano passado -- o único do setor automotivo.

 

A expectativa da indústria é a de que a aprovação da nova política do setor, o Rota 2030, possa tornar viável novos investimentos.

 

Afora a diminuição do volume de investimentos, caíram também, anualmente, no período, o volume de remessas de lucros para as matrizes. De 2013 a 2017 as remessas de lucros e dividendos caíram de US$ 3,2 bilhões para US$ 232 milhões, de acordo com dados do Banco Central. O total enviado foi de US$ 4,7 bilhões. No ano cuja remessa foi recorde, 2011, o volume foi maior do que a soma dos últimos cinco: US$ 5 bilhões 581 milhões.

 

No trimestre, de acordo com o BC, já foram enviados US$ 185 milhões em lucros às matrizes pelas fabricantes instaladas no Brasil.

 

Estudo – Considerando todos os setores da economia a indústria de transformação foi a origem do maior volume de investimentos no ano passado, US$ 19,8 bilhões. O setor de energia foi o segundo, com US$ 18,3 bilhões. O setor de transporte e armazenagem veio em terceiro com US$ 17,2 bilhões.

 

Por origem os investimentos feitos por empresas brasileiras superaram os anunciados por investidores externos ao longo dos últimos cinco anos. No período US$ 221,9 bilhões tiveram como origem caixas brasileiros. Dos Estados Unidos saíram a segunda maior onda de investimento no País, US$ 36,1 bilhões. A Espanha aparece em terceiro no estudo do MDIC com US$ 29,9 bilhões. Alemanha, US$ 14,5 bilhões, e China, US$ 14,3 bilhões, fecham a lista dos países que mais originaram investimentos no País.

 

Foto: Divulgação.