Vendas de máquinas crescerão em patamares diferentes

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25/06/2018

São Paulo – O segmento de máquinas agrícolas e de construção projeta um 2018 de crescimento, mas bem diferente nos dois segmentos, pois os produtores de máquinas rurais esperam expansão tímida, em torno de 5%, enquanto o setor de construção espera que suas vendas cresçam até 40%. O setor foi tema de um dos painéis do Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2018, realizado na segunda-feira, 25, no World Trade Center, em São Paulo.

 

O painel foi composto por Roberto Marques, diretor de vendas da John Deere, Roque Reis, diretor comercial da CNH Industrial, Luiz Marcelo Daniel, presidente da Volvo CE e Alexandre Vinícius de Assis, diretor comercial da AGCO. Segundo Assis, as vendas de máquinas agrícolas deverão crescer em torno de 5%, impulsionadas por safra que, embora grande, não deverá superar a recorde do ano passado.

 

De acordo com o diretor da AGCO, “com as novas tecnologias no mercado e a modernização do produtor rural a demanda deve ser por máquinas mais modernas e com motores mais potentes, que trabalham de maneira mais eficiente”. Essas máquinas mais modernas já são produzidas no Brasil por algumas empresas, como a CNH, que segundo seu diretor Reis, tem todas as tecnologias disponíveis para atender a demandas futuras -- mesma opinião de Marques, da John Deere.

 

Com relação ao mercado de máquinas de construção a Volvo CE, de Daniel, atingiu crescimento de 40% nas vendas no primeiro semestre, mas espera um segundo semestre menos aquecido, projetando crescimento de no máximo 30%. A John Deere, de Marques, também aumentou suas vendas em 40% no primeiro semestre e projeta manter esse volume até o fim do ano: “Esperamos que o setor receba novos investimentos no período para retomar o crescimento, pois no primeiro semestre a expansão foi puxada por licitações públicas”.

 

O crescimento previsto para o setor de construção pode parecer grande ,mas todos os executivos presentes observaram que a base de comparação é muito baixa: a queda nos últimos dois anos, durante a crise, foi muito grande.

 

Fotos: Christian Castanho.