Conectividade e digitalização avançam primeiro

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02/08/2018

São Paulo - O Simea, organizado pela AEA, a prestigiosa Associação de Engenharia Automotiva, debateu na quinta-feira, 2, segundo dia do evento, as tecnologias para o veículo do futuro e um dos palestrantes foi Rodrigo Custódio, diretor da Roland Berger, que falou sobre inovações de conectividade e digitalização, veículos autônomos e elétricos e mobilidade. Para ele o futuro da indústria automotiva passará por esses quatro pilares, sendo que conectividade e digitalização são as mais promissoras para as empresas no Brasil:

 

“Desses quatro pilares acredito que conectividade e digitalização serão os primeiros a crescer no Brasil e podem ser uma grande oportunidade de negócios, pois o brasileiro gosta de conectividade e não tem muito problema com o compartilhamento de dados pessoais, o que é mais complicado em outros mercados. Com isso pode ser viável para algumas empresas investir nessa área nos próximos anos”.

 

Custódio também destacou as novas oportunidades de negócios que as montadoras terão para investir com as mudanças que já acontecem, caso da Daimler, General Motors, Toyota e Volkswagen, que investem em novas áreas de negócios ligadas à mobilidade e aos carros autônomos, junto com empresas que já oferecem os novos serviços de mobilidade, caso da Didi, Lyft e Uber: “Essas empresas têm muito dinheiro para investir em novos softwares e em novos serviços de mobilidade e conectividade. As montadoras demoraram a perceber a necessidade de entrar nesse segmento”.

 

No caso dos autônomos, ele também acredita que é um ramo com muito dinheiro envolvido e ótimas oportunidades de negócios para todas as empresas da cadeia automotiva, pois grandes empresas já estão envolvidas, caso da Google e Uber: “Temos cinco níveis de autonomia, sendo que três já foram desenvolvidos e estão disponíveis no mercado, pois são mais simples. No caso do nível 4 acredito que estará disponível a partir de 2020 e o nível 5 emorará um pouco mais de tempo, surgindo no mercado em meados de 2030”.

 

A China é cotada, pelo executivo da Roland Berger, para mostrar ao mundo os grandes avanços nessas áreas de mobilidade por causa do capital disponível que a região tem e da própria demanda.

 

Com todas essas mudanças previstas para acontecer até 2030, Rodrigo Custódio acredita que em um cenário mais agressivo de avanços tecnológicos as vendas dos veículos tradicionais devem cair, mas isto não reduzirá o lucro das empresas fabricantes de veículos -- ao contrário, fará aumentar: “Mesmo com menos carros sendo vendidos as montadoras poderão lucrar mais, pois boa parte do lucro virá de outras áreas, não exatamente da venda de um veículo”.

 

Fotos: Divulgação.