Congresso SAE discute o futuro do setor automotivo

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São Paulo - O Congresso SAE Brasil 2018 com o tema "A engenharia do futuro novos rumos para a mobilidade" começou na segunda-feira, 3, e irá até a quarta-feira 5, com diversas palestras e debates relacionados ao assunto principal, além de amostras tecnológicas de empresas do setor automotivo.

 

A cerimônia de abertura na manhã da segunda-feira, 3, contou com a participação de Mauro Correia, presidente da SAE Brasil e do Grupo Caoa, Antonio Megale, presidente da Anfavea, Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, Richard Christian Schwarzwald, head de qualidade da FCA América Latina e presidente desta edição do congresso e Paul A. Mascarenas, presidente da SAE Internacional.

 

O presidente da SAE Brasil disse que o setor automotivo precisa discutir os desafios das mudanças que virão e quais são os caminhos a seguir nos próximos anos: "Um evento como esse é realizado para que possamos debater sobre as inovações e os novos modelos de negócios que chegarão junto com as mudanças. Tudo isso está acontecendo em um momento de muitas incertezas políticas, mas acredito no desenvolvimento da nossa indústria".

 

Para Megale, temas como veículos elétricos, autônomos, indústria 4.0, compartilhamento e novos modelos de negócios precisam ser debatidos e são muito importantes para a indústria nacional, que não ficará de fora de nenhuma dessas mudanças e precisa acompanhar o desenvolvimento global. "Por causa desse cenário que o Rota 2030 se faz tão importante, ele traz previsibilidade para o setor, com uma visão de quinze anos em três ciclos para as empresas".

 

Segundo Dan Ioschpe, que representa o setor de autopeças, o futuro do setor automotivo trará diversas oportunidades e riscos para toda a cadeia produtiva. Para ele, caberá a indústria nacional decidir qual decisão tomar: participar e acompanhar as mudanças ou ficar à margem de tudo que está acontecendo nos principais mercados, perdendo uma grande oportunidade de crescimento, uma vez que nunca houve tanto investimento em novas tecnologias. "Também acredito que os investimentos em pequisas com relação ao etanol são necessárias, pois pode ser a nossa solução para uma energia limpa no ciclo completo do automóvel".

 

Foto: Divulgação.