Mercado para cima, produção e exportações para baixo

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CompartilheBalanço da Anfavea
04/10/2018

São Paulo – Com o fechamento do terceiro trimestre a Anfavea corrigiu, pela segunda vez no ano, suas projeções para produção, vendas e exportações de veículos em 2018, cumprindo promessa feita por seu presidente, Antonio Megale, em setembro, durante a coletiva de divulgação dos resultados de agosto. Embora não divirjam muito das estimativas divulgada em julho, os números comprovam a tendência observada nos últimos meses: o desempenho do mercado interno está melhor do que o esperado, mas as curvas de produção e, especialmente, exportações, apontam para baixo.

 

No caso das vendas externas a tendência é fechar o ano com volume inferior aos registrados em 2017 – com a ressalva de que o ano passado foi recorde histórico de embarques de veículos. Os números divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 4, apontam queda de 8,6% nos embarques, ou 700 mil unidades, ante estabilidade nas 766 mil unidades da última projeção, divulgada em julho.

 

Megale justificou as novas expectativas pela situação econômica da Argentina, principal cliente dos veículos brasileiros, e do México, segundo principal comprador. Os dois países têm queda nas vendas e, especialmente no vizinho, a expectativa é a de que a situação ainda permaneça nos próximos meses.

 

Como os volumes levados para outros mercados tendem a reduzir a produção também teve seus números revistos para baixo. Mas ainda serão positivos: segundo a Anfavea a indústria produzirá 3 milhões de veículos, aumento de 11,1% sobre 2017. São 21 mil veículos a menos do que na última estimativa divulgada pela entidade, em julho, que representava 11,9% de crescimento sobre o ano passado.

 

Pelas novas projeções as fabricantes de caminhões e ônibus terão desempenho superior ao anteriormente estimado, 120 mil unidades produzidas, ante 115,4 mil. Já os automóveis e comerciais leves passaram das 2 milhões 906 mil unidades de julho para 2 milhões 880 mil unidades.

 

Na tendência oposta está o mercado doméstico, cujas projeções foram revisadas para cima: em vez de aumento de 11,7% crescimento de 13,7%, para 2 milhões 546 mil unidades. Nesta caso ambos os segmentos receberam índices mais otimistas: automóveis e comerciais leves de 11,3% para 13,1% e veículos pesados de 24,7% para 35%.

 

Confira abaixo as novas projeções da Anfavea divulgadas na quinta-feira, 4.       

 

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil